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Aécio: rompimento entre PT e PSB fortalece senador

Aécio: Eleições 2014

 Aécio: rompimento entre PT e PSB fortalece senador

Aécio tem ainda várias pontes dentro do próprio PSB, uma delas, o ex-deputado Ciro Gomes e o presidente do partido Eduardo Campos.

Fonte: Denise Rothenburg – Correio Braziliense

Um candidato em quatro atos

Nas entrelinhas

O alvo prioritário do PSB para o futuro é a vice de Dilma Rousseff, deslocando o PMDB de Michel Temer

A presidente Dilma Rousseff corre o risco real de ter dois adversários talentosos em 2014. O principal deles é o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O segundo é o governador de PernambucoEduardo Campos (PSB). Dentro do PSDB, já existe quem diga que Aécio e Eduardo são tão parecidos do ponto de vista biográfico que é coincidência demais para estarem juntos numa chapa. Ambos são herdeiros dos avós por parte de mãe. Aécio, de Tancredo Neves. Eduardo, de Miguel Arraes. Os dois são gestores bem avaliados.A diferença é que Aécio vem de um estado de ponta na hora de decidir uma sucessão presidencial.Eduardo precisa muito de outras praças para construir os votos de Minas.

Por isso, há quem diga que o primeiro ato da construção da candidatura de Eduardo foi fechado na semana passada, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder tempo de TV ao PSD de Gilberto Kassab. O atual prefeito de São Paulo joga juntinho com os socialistas. A proximidade de José Serra (PSDB) na sucessão paulistana é vista até por alguns integrantes da base de Kassab como a quitação de uma dívida, assunto aliás que já tratamos aqui.

O segundo ato dessa candidatura estará em cartaz nos próximos três meses, especialmente, em São Paulo e em Recife. Em São Paulo, uma vitória de Fernando Haddad reaproxima PT e PSB, tirando parte do cenário mais favorável a Eduardo Campos. Na capital pernambucana, o desenho final da chapa petista, senador Humberto Costa e João Paulo Lima, ex-prefeito muito popular na cidade, indica o tudo ou nada do PT contra Geraldo Júlio, o nome do PSB. O desconhecido Geraldo Júlio desponta para a campanha com uma coligação que lhe renderá 12 minutos diários na TV.

O suspense é total. Os recifenses não são fáceis. Basta lembrar que, há 12 anos, o então governador Jarbas Vasconcelos, nos tempos de ribalta, uniu-se ao vice-presidente à época, Marco Maciel, e ao atual presidente do PSDBSérgio Guerra, para reeleger Roberto Magalhães prefeito da capital. Carlos Wilson era o segundo colocado. Ganhou João Paulo Lima, do PT. Em 1992, Miguel Arraes era governador, lançou Eduardo Campos a prefeito. Seu neto terminou derrotado. Agora, Eduardo Campos tentará quebrar essa tradição.

Por falar em tradição.
Os socialistas se esforçam em apresentar esse jogo de Recife – e o de Belo Horizonte, onde exigências do PT em torno de uma chapa comum de vereadores desmontaram a coligação – como meramente local, sem reflexos para 2014. Dizem dia e noite que não romperão a tradicional aliança daqui a dois anos. Mas ninguém acredita. Em seu Twitter, o deputado André Vargas (PT-PR) acusa Eduardo Campos de montar essa candidatura há tempos. Até agora, como dissemos aqui há alguns meses, Campos andava de costas para o Palácio do Planalto, de forma a não provocar o aliado. Agora, diante das candidaturas que lança pelo país afora, com distância do PT em pelo menos 12 capitais, os petistas acreditam que Eduardo passou a olhar de frente para o objetivo.

Dentro do PSB, entretanto, há quem diga que o alvo prioritário no futuro é a vice de Dilma Rousseff, deslocando o PMDB de Michel Temer. Essa operação não é simples, porque, escanteados, os peemedebistas pularão no minuto seguinte para o colo de Aécio Neves. O PMDB até o momento tem se mostrado fiel aos petistas. Em Belo Horizonte, promete fechar com o PT e, em São Paulo, Gabriel Chalita estará ao lado do petista Fernando Haddad, na hipótese de o ex-ministro da Educação ir ao segundo turno contra José Serra. Passada a eleição municipal, será a hora de o PMDB, de olho nas presidências da Câmara e do Senado, saber quem deseja de fato a sua companhia em 2014. E nessa troca de comando das duas Casas estará em jogo o terceiro ato dessa candidatura de Eduardo Campos. O PSB promete respeitar a proporcionalidade e apoiar o PMDB. No momento, ninguém acredita em vitória fácil para o PMDB na Câmara e no Senado.

Por falar em Aécio.
Que ninguém aposte num imobilismo do PSDB e de seu pré-candidato ante o alvoroço causado pelo PSB. Os tucanos terão mais candidatos a prefeito de capital que qualquer outro partido. São 18, prontos para apresentar Aécio Neves pelo país afora. Não dá para esquecer que Aécio tem ainda várias pontes dentro do próprio PSB, uma delas, o ex-deputado Ciro Gomes. Tampouco o PT de Lula ficará parado vendo a pomba, símbolo do PSB, bater asas. Daí, o movimento em Belo Horizonte. E, com tantas capitais em litígio entre PSB e PT, muito mais do que em 2008, a mexida em direção a 2014 está cada vez mais evidente. Como diz um socialista, o PSB pode daqui para frente esconder o holofote sobre Eduardo, mas não conseguirá evitar o sentimento de calor que toma conta do PT, do PMDB e de todos os aliados. A sucessão municipal começa tão quente que muitos se esqueceram do inverno, estação exclusiva hoje à CPI de Carlos Cachoeira. Mas essa é outra história.

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