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PSDB: diretrizes destacam a ética e ao combate à corrupção

PSDB: presidente do PSDB defende que o Estado tem a obrigação de prover os direitos e cumprir seus deveres junto à população carente.

Diretrizes defendem recuperação da credibilidade e construção de um ambiente adequado para o investimento e o desenvolvimento do país.

Fonte: O Globo 

Com críticas ao PT, Aécio lança diretrizes de tucanos para 2014

Documento destaca compromisso com a ética e o combate à corrupção

Ex-governador de SP diz que PSDB deve formalizar nome do mineiro, que hoje divulga programa para 2014

Um dia antes de o senador Aécio Neves (MG) apresentar documento com 12 diretrizes que servirão de base para o programa de governo do PSDB na campanha de 2014, o ex-governador José Serra deu sinais de que abriu mão da disputa pela candidatura do partido. Em mensagem postada ontem à noite no Facebook e dirigida a amigos, Serra disse que os dirigentes do PSDB devem formalizar logo o nome de Aécio ao Palácio do Planalto.

“Para esclarecer a amigos que têm me perguntado: Como a maioria dos dirigentes do partido acha conveniente formalizar o quanto antes o nome de Aécio Neves para concorrer à Presidência da República, devem fazê-lo sem demora. Agradeço a todos aqueles que têm manifestado o desejo, pessoalmente ou por intermédio de pesquisas, de que eu concorra novamente”, escreveu Serra.

A mensagem foi interpretada por aliados de Serra e tucanos mais próximos a Aécio como a desistência do ex-governador de disputar a indicação à Presidência. De acordo com serristas, desde o início de dezembro o tucano já vinha falando da possibilidade de desistir da disputa pela candidatura do PSDB ao Planalto. A decisão, segundo eles, foi tomada em face do atual cenário eleitoral.

– Ele chegou a aventar isso e não sabia quando faria. Não havia clareza se ele faria agora ou em outro momento – afirmou ao GLOBO o vice- presidente nacional do PSDBAlberto Goldman, um dos maiores aliados de Serra.

– Ele vinha discutindo isso com os amigos mais próximos já faz uns 15 dias, diante do atual cenário eleitoral – disse outro aliado de Serra, que preferiu não se identificar.

Nas hostes de Aécio, a avaliação foi que Serra finalmente “jogou a toalha”. O ex-deputado João Almeida (BA), que está organizando o evento de hoje e é um dos mais próximos colaboradores de Aécio, afirmou que a mensagem postada revela que Serra desistiu. O ex-deputado acredita que Serra tenha decidido se antecipar ao evento de hoje, em que Aécio será a grande estrela. Almeida relatou que Serra vinha sendo convencido a abrir mão da disputa interna, uma vez que a maioria do partido já manifestara preferência pelo mineiro.

– Serra jogou a toalha. Houve uma gestão grande para acabar logo com a disputa, e ele foi pressionado pelo evento de amanhã (hoje). Não é lançamento de candidatura, mas de alguma forma coloca Aécio na frente, é um passo mais largo. Então, Serra se adiantou – disse Almeida.

Nas últimas semanas, o governador de São PauloGeraldo Alckmin, chegou a pedir a Serra que definisse logo se disputaria ou não contra  Aécio o posto de candidato tucano em 2014.

CRÍTICAS À FALTA DE PROJETO PARA O PAÍS

Mais cedo, após palestra a empresários em Caxias do Sul, Serra afirmou que não participaria do lançamento do documento com as diretrizes do PSDB, em Brasília, porque já tinha uma palestra agendada em São Paulo. Ele criticou a falta de projetos que garantam um novo ciclo de desenvolvimento ao Brasil:

– Estamos vivendo o fim de um ciclo que eu chamaria, sem entrar em polêmica política, do ciclo lulista de desenvolvimento. Mas o grande problema do Brasil não é só o fim do ciclo, é que não há nada em gestação. Falta um novo projeto. Pior do que terminar o ciclo tem sido a falta de movimento na direção de um novo ciclo que seja mais benigno que o anterior – afirmou.

Na apresentação das diretrizes tucanas hoje em Brasília, Aécio fará um contraponto à  condução das políticas públicas pelas gestões do PT, e proporá uma maneira alternativa de tratálas. Logo no primeiro ponto, o tucano fará um questionamento sobre o que considera “afronta” às instituições e “corrosão” dos valores como ética, democracia e liberdade de expressão, em referência à reação do PT e de seus militantes ao escândalo e julgamento do mensalão.

O documento com o conjunto de “ideias e valores” que servirão como ponto de partida para o programa de governo do PSDB será norteado pela tentativa de marcar diferenças em relação ao PT. O partido governista será alvo de crítica desde o primeiro item, que estabelece o compromisso do PSDB com a ética, o respeito às instituições e o combate à corrupção.

Segurança públicaeducação de qualidade, Saúde, política externa, sustentabilidade e agropecuária também serão temas citados no texto intitulado “Para mudar de verdade o Brasil – Confiança, cidadania e prosperidade“. Na questão da segurança pública, Aécio vai propor maior responsabilidade da União no tratamento da questão, com a transformação do Ministério da Justiça em Ministério da Justiça e Segurança Pública. O presidenciável dirá que o governo hoje é omisso em relação ao assunto e que deixar a cargo dos estados e municípios o combate à violência é uma metodologia falida.

O evento, marcado para ocorrer às 14h30m na Câmara, será voltado para o público interno. Interlocutores de Aécio explicam que o senador precisa estimular a militância tucana com uma plataforma mais concreta para discussão das diretrizes do partido. Vão participar deputados, senadores e integrantes da Executiva do PSDB.

Como O GLOBO antecipou em novembro, o documento terá forte teor econômico e vai criticar especialmente a deterioração da credibilidade do governo Dilma, devido a ações na área econômica e no plano internacional, consideradas equivocadas pelos tucanos. E terá como linha geral fugir do modelo do simples “Estado assistencialista” ou “Estado grande“. Temas como construção de ambiente adequado para o investimento, eficiência do Estado, superação da pobreza, produtividade, autonomia dos estados e municípios e infraestrutura estarão presentes entre os 12 pontos. Na apresentação de sua visão sobre o papel do Estado, Aécio vai defender o aumento de espaço para a iniciativa privada, tema que vinha sendo evitado por tucanos nas últimas campanhas, para fugirdo que chamam de “discurso maniqueísta” entre “privatistas e estatizantes”.

ESTADO REGULADOR, EM VEZ DE EXECUTOR

O presidente do PSDB irá defender que o Estado tem a obrigação de prover os direitos e cumprir seus deveres junto à população carente, mas também no ambiente econômico. Pregará um Estado mais regulador, em detrimento do Estado executor, alegando que o “Brasil não pode caminhar com o Estado dominante na sociedade e na economia”.

Além das contribuições que recebeu ao longo dos últimos meses do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, do economista Samuel Pessoa e do ex-deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas, o documento passou pelo crivo de Andreia Neves, irmã do senador e seu braço-direito desde que iniciou a carreira política. Ela deu, junto a Aécio, ontem à noite, a última palavra sobre a versão final do texto, que vinha sendo alterado em reuniões fechadas desde a última quarta-feira.

Na definição das 12 diretrizes, muitas aparecem no documento de forma bastante genérica, como os dois primeiros itens do capítulo sobre Cidadania: “Estado eficiente, a serviço dos cidadãos” e “Educação de qualidade como direito da cidadaniaeducação para um novo mundo”. No caso do combate à pobreza, os tucanos indicam como meta a “superação da pobreza e construção de novas oportunidades”.

COMPROMISSO. Com a ética, combate
intransigente à corrupção, radicalização da
democracia e respeito às instituições.

RECUPERAÇÃO. Da credibilidade e construção
de um ambiente adequado para o
investimento e o desenvolvimento do país.

ESTADO. Eficiente, a serviço dos cidadãos.
EDUCAÇÃO. De qualidade como direito da
cidadania, educação para um novo mundo.

SUPERAÇÃO. Da pobreza e construção de novas
oportunidades.

SEGURANÇA. Cidadãos seguros: segurança
pública como responsabilidade nacional.

SAÚDE. Mais saúde para os brasileiros:
cuidado, investimento e gestão

NAÇÃO SOLIDÁRIA. Mais autonomia para
estados e municípios, maior parceria da
União.

MEIO AMBIENTE. E sustentabilidade, a urgente
agenda do agora.

PRODUTIVIDADE. Infraestrutura, inovação e
competitividade.

AGROPECUÁRIA. Que alimenta o presente e o
futuro do país.

POLÍTICA EXTERNA. Reintegrar o Brasil ao
mundo

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