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Tempo de campanha distancia candidato de eleitor

Clima das campanhas começou apenas em julho e tende a esquentar só depois do dia 19, com o início da propaganda gratuita de TV e rádio.

Eleições 2014

Fonte: Hoje em Dia

Copa reduz tempo de campanha e distancia do eleitor do candidato

Patrícia Scofield 

Com a realização da Copa no Brasil, a fase intensa das campanhas políticas de PT comPMDB, além de PSB e PSDB, em Minas, foram reduzidas para durar 45 dias e os eventos no interior do Estado foram concentrados em cidades-polo, diminuindo as andanças dos candidatos pelos rincões onde costumava haver showmícios.

Para especialistas, com a diminuição do corpo a corpo com o eleitor, no comparativo aeleições anteriores, quem perde é o eleitor médio, que deixa para conhecer as propostas e os nomes dos postulantes na última hora, muitas das vezes impulsionados pelo marketing ou pelos padrinhos políticos.

Se o clima de campanhas começava em março, desta vez foi empurrado para julho e tende a esquentar só depois do dia 19, com o início da propaganda gratuita na TV e no rádio, como confirmado por lideranças políticas mineiras do PTPSDB e PMDB.

“Em várias cidades do Brasil inteiro nem parece que tem campanha. Sem dúvida, o que faz com que a campanha seja reduzida é a falta de dinheiro. A cada eleição vai diminuindo o fluxo de financiamento, aumentando o controle e o eleitor desinteressado em política não tem tempo para conhecer os candidatos. Para muitos, a eleição só começa com a propaganda na TV”, diz o professor em Marketing Político da UFMG, Rodrigo Mendes.

Segundo o especialista, contribui ainda para o encurtamento das atividades político-eleitorais a proibição, por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de outdoors, placas e comícios com a presença de artistas. “Com a mudança na legislação eleitoral, caiu a atratividade das agendas de campanha para muito eleitor”, afirma.

Um dos coordenadores políticos da campanha do candidato da coligação “Todos por Minas” ao governo, Pimenta da Veiga (PSDB), Nárcio Rodrigues (PSDB), diz que o custo para se manter uma equipe de campanha e bancar produtoras de TV é alto para durar mais que um mês e meio. “Todos os candidatos agora trabalham com esse prazo. Passada a Copa e com a entrada da TV e do rádio, o importante é divulgar o número do partido, apresentar o candidato na TV e tratar das propostas”, comenta. “Sobre as viagens, não concordo. Pimenta fez pré-campanha intensa e foi a muitas cidades, agora ele pode se dedicar às gravações”, acrescenta.

presidente do PT em Minas, deputado federal Odair Cunha, afirma que todas as cidades têm a sua importância em uma mobilização com vistas às eleições, mas que houve redução da chamada “campanha antecipada”. “Estamos fazendo uma agenda variada com o Fernando Pimentel (PT), mas realmente foram encurtadas as campanhas de rua. Temos mais reuniões com setores específicos da sociedade, não só no PT, mas nos demais partidos.

Popularização das redes sociais ajuda a reduzir agenda de rua

Na visão do presidente do PSB estadual, deputado federal Júlio Delgado, a popularização das redes sociais contribuiu para a diminuição das agendas na rua, o que, para ele, não substitui a importância do contato direto com o eleitor. “Optou-se pelos encontros maiores no interior, onde o candidato ganha mais visibilidade, dá entrevistas, em vez de ouvir o sentimento do cidadão. Quem achar que TV, rádio e internet se sobrepõem a isso, está perdido”.

O cientista político da PUC MinasMalco Camargos, diz que houve mudança na estratégia, para que fossem priorizadas ações que dão maior repercussão aos atos ou falas. “Mas não é verdade que diminuiu o tempo das campanhas, porque as convenções ainda são em junho e a campanha é permitida a partir de julho. O que acontece é que, no país, o PT se conformou com uma situação mais tranquila e iniciou a distribuição de material gráfico depois do PSDB, que corre atrás de uma diferença de votos e pôs o bloco na rua antes”.

Rotina inclui aperto de mão e santinhos

Desde o dia 6 de julho, data permitida pela Justiça Eleitoral para o início da campanha, o eleitor passou a conviver com santinhos, apertos de mão, faixas, carros de som, jingles de candidatos, faixas, reuniões, visitas em feiras livres e grandes eventos, até o dia da eleição, 5 de outubro. A utilização de outdoors está proibida aos candidatos e quem desobedecer leva multa em até R$ 15.961,50. Placas e materiais de campanha semelhantes não podem ter tamanho superior a 4 m². A propaganda com som e música está liberada para as vias públicas, entre 8h e 22h. Os Comícios deverão ser encerrados antes da meia-noite, sem apresentações artísticas que estão proibidas.

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