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Pimentel é investigado por ter recebido dinheiro de sindicato de empresas de ônibus

Antiga empresa de consultoria do governador de Minas Gerais teria recebido R$ 1,1 milhão do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram).

Patrimônio do Sintram também não justifica o pagamento de R$ 1,1 milhão: é de apenas R$ 2,5 milhões, segundo balanço patrimonial oficial.

Empresas associadas ao sindicato negaram terem tido os bens avaliados pela consultoria

Fonte: O Globo

Pimentel é investigado por ter recebido dinheiro de sindicato de empresas de ônibus

Polícia Federal suspeita que se trata de caixa dois para a campanha do petista e investiga o caso. Foto: Alan Marques.


PF investiga ligação de sindicato com suposto caixa 2 de Pimentel

Antiga empresa do governador de MG recebeu R$ 1,1 milhão de entidade

A antiga empresa de consultoria do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), recebeu R$ 1,1 milhão do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram), que reúne concessionárias do transporte público na Grande BH e tem interesse direto nas decisões do governo estadual. A Polícia Federal suspeita que se trata de caixa dois para a campanha do petista e investiga o caso. Oficialmente, os pagamentos foram realizados a título de “avaliação mercadológica” do patrimônio do sindicato e das empresas.

No entanto, várias associadas negaram ao GLOBO terem tido os bens avaliados. O patrimônio do Sintram também não justifica o pagamento de R$ 1,1 milhão: é de apenas R$ 2,5 milhões, segundo balanço patrimonial oficial.

A empresa que recebeu os pagamentos, a OPR Consultoria Imobiliária, se chamava P-21 Consultoria até 2012 e tinha sociedade composta por Pimentel e seu assessor Otílio Prado. Pimentel deixou a sociedade no mesmo ano em que a empresa mudou de nome e de objeto social. No fim de 2014, depois da eleição do petista, Otílio transferiu a empresa para o seu filho, Alexandre Allan Prado. Atualmente, Otílio é assessor especial da Secretaria de Estado da Fazenda, com vencimento de R$ 23 mil.

Em junho deste ano, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na sede da OPR e na casa de Alexandre Prado, no âmbito da Operação Acrônimo, que investiga Pimentel. Além do Sintram, outras entidades patronais de Minas teriam realizado pagamentos suspeitos à OPR e a empresas sob influência de Otílio Prado. O inquérito corre sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), por causa do foro privilegiado do governador.

PAGAMENTO FOI PARCELADO

Fundado em 2001, o Sintram reúne as empresas de transporte de passageiros entre municípios que integram a Grande BH. Por lei, concessionárias de serviços públicos não podem fazer doações eleitorais.

A empresa contratada pelo Sintram para realizar sua avaliação patrimonial não tem autorização para realizar o serviço, pois não está inscrita no Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG). Segundo o órgão, a “atribuição de valor mercadológico de um bem” deve ser realizada por inscritas e o exercício ilegal da profissão enseja “ação penal”.

Os pagamentos à OPR foram realizados em quatro parcelas, pagas entre setembro de 2014 e fevereiro deste ano, na véspera e logo depois das eleições. O diretor financeiro do Sintram, Ermelindo da Rocha Faria Junior, disse que a “crise” foi um dos motivos do pagamento de R$ 1,1 milhão à consultoria de Alexandre Prado.

— A situação está difícil, não temos dinheiro para pagar o 13º salário. Para pedir financiamento em banco, a gente tem que saber o patrimônio das empresas — afirmou o diretor.

Faria Júnior garantiu que “todas as associadas” teriam sido contatadas para receberem visitas. Para o Sintram, o trabalho também buscaria “garantir o equilíbrio econômico-financeiro das empresas”.

— Eles visitaram as garagens, fizeram laudo, foto, tudo direitinho — afirmou.

EMPRESAS DESCONHECEM OPR

No entanto, donos e funcionários de associadas ao Sintram negaram ao GLOBO terem sido visitados pela OPR.

— Não tenho conhecimento disso — afirmou o dono da Viação Cuiabá, de Sabará (MG), Elio Moreira Marques.

Mesma resposta do dono da Vianel, Levi Lobato de Araújo:

— Desconheço o trabalho.

Eduardo Pudim, gerente da Viação Fênix, disse que “nunca ouviu falar” da OPR. Adenilson Henrique, da Transrosa, afirmou que não recebeu “nem comunicado” sobre o trabalho. Para o supervisor da garagem do Expresso Unir, Gilberto Tavares, “não teve”.

Dono de cinco empresas associadas ao Sintram, o grupo Rodap disse que se manifestaria apenas por meio de nota. Sem entrar em detalhes, afirmou que “participou da avaliação patrimonial informada”. O GLOBO procurou, então, os gerentes e funcionários de garagens administradas pelo Rodap.

— Que eu saiba, não teve isso — disse Jaqueline Rodrigues, da garagem Santa Luzia.

— Comigo aqui, não teve — afirmou Guilherme Silveira, gerente da garagem São Benedito. Até fevereiro, ele cuidava da garagem Justinópolis e afirmou não ter ocorrido avaliação no local. Gerente da unidade Venda Nova, Marcos Lessa disse “não ter conhecimento” de avaliação patrimonial.

Em nota, o Sintram afirmou que a OPR teria produzido “aproximadamente 50 laudos”. Se considerado o valor pago, é como se cada laudo tivesse custado, em média, o preço de um carro popular: R$ 22 mil.

Alexandre Prado não quis dar entrevista, nem responder a perguntas sobre a OPR e o contrato com o Sintram. Por meio do advogado, Estevão Melo, informou que “dados de interesse da Justiça serão respondidos a tempo e modo à Polícia Federal e ao Judiciário”.

O governador divulgou nota para afirmar “que nunca participou da OPR”. Ele é fundador e foi sócio da firma na época em que ela se chamava P-21. Disse não ter “conhecimento dos contratos firmados e trabalhos realizados” por ela. Perguntado sobre a suspeita de que empresas ligadas a Otílio Prado tenham sido usadas para financiar sua campanha, o governador não respondeu.

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Aécio enaltece papel do PSDB como oposição em Minas

Aécio: “O PSDB é o partido do equilíbrio fiscal, do início dos programas sociais, mas é sobretudo o partido da ética e da responsabilidade.”

“Vocês que estão construindo o PSDB em Minas Gerais saibam que não estão construindo apenas um partido político, mas o resgate da esperança e da confiança dos mineiros no próprio futuro.”

Fonte: PSDB-MG

Aécio enaltece papel do PSDB como oposição em Minas

Aécio Neves disse que os tucanos não têm o que temer e devem se orgulhar de ser o partido que tem mais simpatia do eleitorado brasileiros. Foto: Marcus Desimoni / Nitro.

Aécio Neves convoca tucanos mineiros a defender valores do PSDB

Presidente nacional do PSDB reuniu, em Belo Horizonte, lideranças de várias regiões de Minas e deu início aos preparativos para as eleições municipais

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, convocou as lideranças tucanas de Minas Gerais a sair às ruas de suas cidades, de cabeça erguida, para defender o partido e o legado da gestão tucana no Estado. Aécio Neves participou ontem (31/08), em Belo Horizonte, do Encontro de Lideranças do PSDB-MG que marcou o início dos preparativos para as eleições municipais do próximo ano. O encontro contou com a participação de cerca de 1.500 pessoas, entre parlamentares estaduais e federais, prefeitos, vereadores, militantes e pré-candidatos tucanos.

“É neste momento, em que se aproximam as eleições municipais, que digo a cada tucano que andem pela sua cidade, pelos bairros, pelas ruas, de cabeça erguida dizendo: sou tucano e sou honrado e quero ajudar a melhorar o meu município. Aqueles que não compreenderam a importância do poder como instrumento de transformação para servir ao próximo e dele se serviram, não podem andar pelas ruas, não podem olhar nos olhos daqueles que neles confiaram, porque mentiram para vencer as eleições”, afirmou Aécio.

Ao lado do senador Antonio Anastasia e das principais lideranças tucanas de Minas, Aécio Neves disse que os tucanos não têm o que temer e devem se orgulhar de ser o partido que tem mais simpatia do eleitorado brasileiros.

“Vocês que estão construindo o PSDB em Minas Gerais saibam que não estão construindo apenas um partido político, mas o resgate da esperança e da confiança dos mineiros no próprio futuro. Não temos o que temer nem que nos envergonhar. Temos sim que nos orgulhar e nos orgulhar muito da nossa trajetória e dos nossos líderes. E aqui em Minas Gerais já é de longe o partido preferido dos mineiros”, disse Aécio.

Partido da ética

Aécio Neves afirmou que o PSDB é o único partido que pode colocar fim ao ciclo perverso de governo do PT no Brasil e em Minas.

“Dentro de pouco tempo este ciclo vai se encerrar no Brasil e em Minas porque a mentira jamais poderá ser vitoriosa em um estado que presa por seus valores e sua história. É preciso a voz firme e serena daqueles que continuam acreditando na boa política. O PSDB é o partido doequilíbrio fiscal, do início dos programas sociais, mas é sobretudo o partido da ética e da responsabilidade. Nós respeitamos o dinheiro público e respeitamos a verdade”, disse.

Em seu discurso, o ex-governador de Minas lamentou as tentativas do atual governo estadual do PT de responsabilizar os governos tucanos pela sua incapacidade de administrar o Estado.

“Aqueles que não têm o que propor e cumprir as promessas irresponsáveis que fizeram aos mineiros preferem governar olhando no retrovisor, acusando irresponsavelmente aqueles que vieram antes deles. Se a arrecadação diminuir no Brasil, e todos os estados sofrem as consequências, é porque o governo federal fez com que o Brasil perdesse oportunidades extraordinárias de crescimento”, disse.

Exemplo de Minas

Aécio ainda fez duras críticas aos equívocos da política econômica do governo Dilma, que colocou o país em uma grave recessão. Segundo ele, o Brasil tem condições de retomar o rumo do crescimento, desde tenha pessoas qualificadas para conduzir o destino do país.

“O Brasil, sim, tem jeito, e terá jeito quanto tiver um governo que honre a palavra dada, quando tiver quadros qualificados nas várias áreas da administração pública e quando o governo der o exemplo como fizemos em Minas Gerais antes de cobrar sacrifícios do próximo”, completou.