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Governo do PT repassa menos recursos para a segurança de Minas

Minas figura entre os estados que menos receberam recursos per capita para a área de segurança pública em todo o Brasil nos últimos três anos.

Gestão Deficiente do PT

Fonte: Estado de Minas

Governo do PT despreza MG no repasse da segurança 

Sem título

Muito ao contrário do que alardeia o candidato petista ao Governo do Estado, a segurança pública de Minas Gerais foi desprezada pelo governo federal do PT. Em uma amostra de claro descaso com o povo mineiro, Minas Gerais figura entre os estados que menos receberam recursos per capita para a área de segurança pública em todo o Brasil nos últimos três anos. Segundo revela reportagem publicada nesta sexta-feira (12/09) pelo jornal “Estado de Minas”, entre 2011 e 2014, foram repassados ao setor de segurança pelo governo de Dilma Rousseff apenas R$ 2,18 para cada habitante do Estado, investimento considerado pífio por especialistas do setor.

Este repasse praticamente irrisório coloca Minas atrás de 24 estados da Federação e do Distrito Federal. O valor total repassado a Minas por meio de convênios com o governo federal foi de R$ 42,7 milhões, para uma população de 19,5 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda conforme informa a reportagem, os montantes são transferidos para os estados por meio de contratos firmados junto ao Ministério da Justiça e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Os recursos são utilizados pelos governos estaduais para reforçar as estruturas dos órgãos de segurança pública, por meio da aquisição de equipamentos e treinamentos de policiais.

Os repasses para a segurança pública demonstram que, além de ter virado as costas para Minas, o governo do PT destina maiores parcelas de recursos para estados governados por seus aliados. Os estados que mais receberam investimentos para o setor foram o Acre e Rondônia, que têm no comando, respectivamente, governadores do PT e do PMDB. Na parte de baixo do ranking está, além de Minas, o Estado de São Paulo, que é governado por Geraldo Alckmin (PSDB). Apesar de possuir população de mais de 41 milhões de pessoas, São Paulo recebeu no período apenas R$ 0,75 por habitante, figurando na última posição no ranking de repasses do governo Dilma.

O fato de Minas Gerais figurar na antepenúltima posição dentre os estados beneficiados se deve a obstáculos impostos pelo próprio governo do PT. Ao jornal, o secretário de Estado de Defesa Social, Marco Antônio Romanelli, afirmou que as burocracias impostas pelo governo federal dificultam a liberação dos recursos. “Há uma lista de projetos que foram encaminhados ao governo federal e que não foram analisados ou aprovados. Eles somam mais de R$ 32 milhões e estão relacionados à construção de unidades socioeducativas, capacitação de policiais, combate às drogas e estruturação de unidades integradas das polícias”, informou Romanelli, segundo o Estado de Minas.

Prioridade para Minas

“É lamentável que o PT faça distinções partidárias até em uma área tão importante. Esta é a postura desses que querem governar Minas Gerais. Ao beneficiar seus aliados, o PT vira as costas para o cidadão mineiro. O Governo de Minas, ao contrário, entende que, muito mais do que uma atribuição constitucional dos estados, a segurança pública é um setor que exige muitos investimentos. Por isso, nós vamos fortalecer ainda mais a estrutura das forças deDefesa Social e ampliar as ações de policiamento ostensivo nas ruas das cidades mineiras”, disse o candidato a governador pela Coligação Todos por MinasPimenta da Veiga, ao reafirmar seus compromissos para o setor.

Apesar do menosprezo do governo do PT com relação ao Estado, os governos do PSDB em Minas não apenas cumpriram seu papel constitucional com relação ao setor, como, ainda, lideraram o ranking nacional de investimentos em combate à criminalidade. Minas é o Estado que mais investe em segurança no Brasil, proporcionalmente ao orçamento, de acordo com dados do 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Além disso, Minas possui a melhor gestão de segurança pública do país, segundo levantamento de Governança de Segurança Pública, divulgado no último mês de abril pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

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Pimenta vai mostrar aos eleitores as companhias de integrantes do PT

Pimenta da Veiga afirmou que mostrará aos mineiros a proximidade de integrantes do PT com políticos denunciados em esquema de corrupção.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas

Ataque sem trégua em MG

Pimenta da Veiga vai ligar caciques do PT às denúncias de desvio de recursos da Petrobras

O candidato do PSDB ao governo de MinasPimenta da Veiga, afirmou ontem que mostrará aos eleitores mineiros a proximidade de integrantes do PT com políticos denunciados em um esquema de corrupção envolvendo a Petrobras pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa. O tucano afirmou que a recorrência de escândalos de desvios de verbas envolvendo caciques do PT deve ser motivo de reflexão por parte do eleitor na hora de fazer suas escolhas diante da urna. “Vamos agir politicamente, mostrando quais são as companhias do candidato adversário”, disse Pimenta.

O tucano alfinetou Fernando Pimentel (PT), dizendo que o petista tem escondido políticos que participam de sua campanha e até mesmo sua legenda nos comerciais e durante eventos. “Do mesmo modo que nosso adversário, que curiosamente não exibe seu partido e suas companhias, está contestando nossas ações administrativas sem nenhuma base, nós vamos agir politicamente, mostrando quais são essas companhias”, disse Pimenta.

Ele também atacou o governo federal, ressaltando que até a data da eleição mostrará aos mineiros as “omissões em relação a Minas Gerais” e comentará os escândalos ligados ao Palácio do Planalto. “Vamos ajudar o mineiro a refletir sobre os fatos. Sobre o que aconteceu na Petrobras. Não me lembro de ter visto, até hoje, uma corrupção mais escandalosa e mais escabrosa. Envolve, segundo a imprensa, um número próximo a R$10 bilhões para financiar apoio ao PT no Congresso. Não conheço número mais forte do que esse”, disse o tucano, se referindo ao montante investigado pela Polícia Federal na Operação Lava a Jato desviado pelo doleiro Alberto Youssef.

Pela manhã, Pimenta recebeu dos diretores do Hospital Santa Casa uma carta com demandas da instituição, entre elas, o pedido por uma aproximação maior do hospital com o governo estadual. “A prefeitura é a gestora municipal da Santa Casa e tem uma relação mais próxima, mas a ideia é ter uma relação próxima também com o estado”, disse Porfírio Andrade, superintendente-geral do grupo Santa Casa. A carta será entregue a todos os candidatos ao Palácio Tiradentes.

Segundo ele, uma das propostas é buscar apoio junto ao BDMG para custeio e investimentos na instituição. “A Santa Casa não tinha acesso aos bancos de fomento, como BDMG e BNDES, porque não tinha a certidão negativa. Agora, com a adesão ao programa pró-SUS, vamos ter essa certidão e, a partir daí, podemos usar os bancos estatais, que têm melhores taxas. Esperamos que a saúde seja tratada como outros setores da economia, como a agricultura, que tem valores muito bons, com taxas abaixo dos bancos comerciais”, explicou Andrade.

PARCERIA O candidato do PSDB destacou a importância do hospital para o estado e classificou como fundamental a parceria com a instituição. “Discutimos vários pontos, e o que ficou estabelecido é que teremos uma parceria constante com a Santa Casa, que passará por convênios que devemos fazer, dando seguimento aos que já foram firmados. Mas também estabelecer novos pontos de parceria, por exemplo, com financiamento pelo BDMG para investimentos”, disse Pimenta.

Ele cobrou do governo federal maiores investimentos na saúde pública e prometeu concluir obras em hospitais no estado, apontando a importância de centros regionais para atender a população. “Já existem alguns hospitais prontos e vários em construção, alguns em projeto. Nós haveremos de concluir todos eles, equipá-los e colocá-los em funcionamento nas melhores condições. O esforço do estado é muito grande, porque o governo federal não fez um hospital sequer em Minas nos últimos 10 anos. A responsabilidade ficou toda para ogoverno do estado”, afirmou o tucano. No fim da tarde, Pimenta participou de encontro no Fórum Mineiro de Comitês de Bacias Hidrográficas, onde ouviu propostas de representantes de associações ligadas ao meio ambiente. Na reunião, o candidato afirmou o que pretende valorizar o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e priorizar sempre o diálogo com os grupos ambientais.

2014: em campanha antecipada Dilma foca o Nordeste

2014: presidente se mobiliza para ampliar espaço entre governadores do Nordeste.  Dilma que anular crescimento de Aécio no sudeste.

2014: Dilma, Aécio e Campos

2014: Dilma, Aécio em Campos

2014: Dilma, Aécio em Campos. Novas estratégias – Foto R7

Fonte: Correio da WEB

Os votos do Nordeste

Dos mais de 12 milhões de votos que a presidente teve de vantagem sobre José Serra em 2010, 10,7 milhões vieram exatamente do Nordeste. Agora, ela quer consolidar e ampliar esse celeiro

Coluna de Tereza Cruvinel

A reunião que a presidente Dilma Rousseff faz hoje em Fortaleza com todos os governadores do Nordeste é para anunciar medidas federais no enfrentamento da seca na região, que, embora já dure alguns meses, tende a se prolongar e a piorar. Ela volta a se encontrar, em menos de 10 dias, com o governador de Pernambuco e eventual concorrente em 2014, Eduardo Campos. Isso excita o meio político, mas Dilma, garantem seus interlocutores, deve tratá-lo com toda a cordialidade, decidida que está a não dar o primeiro passo para um rompimento. Com o pacote de medidas e o convite a todos os governadores, está mais preocupada em consolidar sua força e favoritismo na região, que vem de 2010.

A seca nordestina já não produz famílias como a de Fabiano, personagem de Vidas secas, que, sem nada para comer ou beber, empreendiam a fuga pela caatinga e, na travessia, comiam até o papagaio de estimação. Mas, ainda hoje, quando a estiagem vem, torna a vida ainda mais severa para os nordestinos. Perde-se a roça plantada com sacrifício, os açudes secam, os animais morrem, o alimento escasseia. Algumas políticas sociais específicas já existem, como a Bolsa Estiagem, mas, hoje, Dilma reforçará o arsenal de medidas para o enfrentamento dessas situações. Ela estaria fazendo isso e ninguém faria cálculos eleitorais se a campanha não tivesse sido tão antecipada. Mas já que foi, a conexão analítica tornou-se inevitável.

A última pesquisa CNI-Ibobe apontou um novo recorde na popularidade da presidente, que foi de 79% nacionalmente, mas de 85% no Nordeste. A pesquisa Datafolha, também de março, atribuiu a Dilma 58% de intenções de votos no país e 64% na região nordestina. Logo, ela tem na região índices de aprovação e de preferência eleitoral superiores à sua própria média nacional. Entretanto, deve enfrentar um adversário extremamente popular em seu estado, que, sendo nordestino, pode dividir o celeiro de votos que foi de Lula e passou a ser de Dilma. Será real ou não esse risco? Lula já disse que o fato de ser nordestino não lhe garante necessariamente o apoio majoritário da região. Em 2002, Lula se saiu vitorioso no Nordeste, ganhando inclusive de Ciro Gomes no Ceará. O único estado da região em que o tucano José Serra ganhou no segundo turno foi Alagoas. Mas, mesmo relativizando o risco Eduardo Campos, Dilma tem outras razões para se preocupar com os votos nordestinos. Se for candidato, dificilmente Aécio Neves deixará de arrastar uma larga maioria em Minas, onde é forte e popular. E ainda tem São Paulo, que não gosta do PT. Essas perdas precisarão ser compensadas pelos votos nordestinos.

Em 2010, no segundo turno, Dilma ganhou por 56,05% dos votos válidos. Dos mais de 12 milhões de votos de frente que ela teve sobre Serra, 10,7 milhões vieram exatamente do Nordeste. Naquela eleição, ela era apenas a candidata indicada por Lula, e seu nome não era associado a medidas que favoreciam os nordestinos. Agora isso mudou, e ela quer mudar mais ainda, anunciando medidas contra o drama da seca, que tão fortemente marca a alma nordestina.

Para fechar o pacote, ela se reuniu duas vezes ontem com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, do PSB. Quanto a Campos, diz um auxiliar palaciano, diga ele ou proponha o que quiser, não arrancará de Dilma nenhuma palavra áspera ou cara feia. Ele fez muitas caretas enquanto a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, falava, na semana passada, em debate sobre a MP dos Portos no Congresso.

Passado e verdade
A presidente Dilma, embora insatisfeita, não moverá nem o dedo mindinho em relação à Comissão da Verdade. Ao criá-la e empossá-la, deixou os ntegrantes inteiramente livres para definir a estrutura interna, o plano de trabalho e o funcionamento geral. Quanto a substituições, só se a própria comissão pedir, o que não aconteceu.

O jurista José Paulo Cavalcanti escreveu lamentando a referência da coluna de domingo a suas ausências, que, segundo ele, foram pouquíssimas. Notícias nesse sentido, bem como sobre as ausências do ministro Gilson Dipp, que enfrenta problemas de saúde, vieram da periferia da comissão.

Chegaram também alguns e-mails de militares, repetindo as críticas da nota dois clubes à comissão e as referências da coluna aos 49 anos do golpe. Ontem, na Cinelândia, praça maior das lutas democráticas no Rio, uma manifestação recordou a data e pediu mais empenho da comissão. Em São Paulo, hoje, a verdade avançará. Entram na internet os documentos dos arquivos do extinto Deops, que poderão ser acessados pelo endereço e www.arquivoestado.sp.gov.br

Inflação na agenda
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, comparece hoje, como convidado, à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. A audiência já estava marcada, mas ganhou relevância depois da divulgação de novas previsões inflacionárias, superando o teto da meta, e das declarações da presidente em Durban, criticando o aumento dos juros, que chamou de sacrífico do desenvolvimento, para conter a inflação. Ela reclamou de distorções e escalou Tombini para acalmar os mercados. É o que ele fará novamente hoje. A oposição, sob o comando de Aécio Neves, vai reclamar de negligência com a herança bendita da estabilidade deixada por Fernando Henrique.

Aécio Neves: PTbras, de novo

Aécio volta a defender a reestatização da Petrobras e lembra a compra por R$ 1 bi de refinaria nos EUA, hoje só vale US$ 100 milhões.

Aécio: Petrobras e gestão deficiente

Fonte: Folha de S.Paulo

PTbras, de novo

Oposição: Aécio

Oposição: Aécio diz que PT tenta tirar foco da opinião pública

Em outubro, a Petrobras completa 60 anos. Infelizmente não há o que comemorar, submersa que está em um poço de graves problemas, embora, possivelmente, isso não venha a ser impedimento para mais uma milionária campanha publicitária da estatal.

É sempre oportuno recuperar a memorável jornada da criação da Petrobras. Foi um dos movimentos populares mais marcantes da história brasileira. Sensível ao grande sentimento nacionalista daquele momento, o presidente Getúlio Vargas encampou a exigência expressa em comícios e manifestações de rua.

O slogan “O petróleo é nosso!” arregimentou estudantes, sindicalistas, intelectuais e outros segmentos da sociedade, no final dos anos 40 e começo dos anos 50.

Nos anos recentes, os petistas levaram a frase ao pé da letra, mediante o entendimento de que o “nosso” quer dizer que a Petrobras é “deles”, com exclusividade. E promoveram o aparelhamento partidário da empresa, com os enormes danos que começam a vir à tona. Daí a grande atualidade em se retomar a batalha dos tempos da fundação da companhia. O Brasil precisa reestatizar imediatamente a Petrobras, que está afundando sob o peso dos interesses privados do PT.

Não há barril de petróleo capaz de obscurecer o que está acontecendo, a olhos vistos, com a empresa: queda brutal no valor de mercado, baixo retorno dos investimentos, descumprimento de metas, aumento dos custos operacionais e administrativos e perda de posição nos rankings internacionais, entre outras mazelas.

A lista continua. Os milhares de trabalhadores que adquiriram ações da Petrobras com recursos do FGTS viram o patrimônio registrar uma queda de cerca de 50%.

escândalo da compra por mais de US$ 1 bilhão de uma refinaria nos EUA, pouco tempo antes negociada por apenas US$ 42,5 milhões e que, hoje, só conseguiria ser vendida por cerca de US$ 100 milhões, lança graves suspeitas sobre a empresa. Segundo o Ministério Público, “é mais que um mau negócio”. Afinal, quem propôs e quem autorizou tamanha temeridade?

Com tantas incertezas pela frente, teme-se agora até pelo futuro do pré-sal. No final de 2006, às vésperas das eleições, o governo federal anunciou a autossuficiência do país em petróleo. No entanto, a própria Petrobras reconhece agora que, entre 2007 e 2012, essa condição não existiu. Registre-se ainda que, apenas no ano passado, o Brasil importou US$ 7,2 bilhões em derivados.

Patrimônio nacional e um dos símbolos da nossa independência, a Petrobras sempre foi um esteio para a economia brasileira. Defendê-la da voracidade de parte do PT é tarefa urgente. Tempos atrás era anunciado como grande novidade um certo modo petista de governar. Hoje o Brasil inteiro sabe o que isso significa.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Mensalão: Valério em fita diz que Lula é o chefe

Mensalão do PT: “O que Valério conta no vídeo seria capaz de derrubar o governo Lula, atesta um amigo íntimo”, contou Noblat em O Globo.

Mensalão: Valério e chumbo grosso contra Lula

Fonte: Artigo Ricardo Noblat

A quarta cópia, por Ricardo Noblat

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Marcos Valério acreditou que o prestígio de Lula seria suficiente para postergar ao máximo o julgamento do processo do mensalão. A certeza de que vai cumprir pena preso, fez com que o publicitário girasse a metralhadora contra Lula.

Mensalão – Dá-se a prudência como característica marcante dos mineiros.

Teria a ver, segundo os estudiosos, com a paisagem das cidadezinhas de horizonte limitado, os depósitos de ouro e de pedras preciosas explorados no passado até se esgotarem, e a cultura do segredo e da desconfiança daí decorrente.

Não foi a imprudência que afundou a vida de Marcos Valério. Foi Roberto Jefferson mesmo ao detonar o mensalão.

Uma vez convencido de que o futuro escapara definivamente ao seu controle, Valério cuidou de evitar que ele se tornasse trágico.

Pensou no risco de ser morto. Não foi morto outro arrecadador de recursos para o PT, o ex-prefeito Celso Daniel, de Santo André?

Pensou na situação de desamparo em que ficariam a mulher e dois filhos caso fosse obrigado a passar uma larga temporada na cadeia. E aí teve uma ideia.

Ainda no segundo semestre de 2005, quando Lula até então insistia com a lorota de que mensalão era Caixa 2, Valério contratou um experiente profissional de televisão para gravar um vídeo.

Poderia, ele mesmo, ter produzido um vídeo caseiro. De princípio, o que importava era o conteúdo. Mas não quis nada amador.

Os publicitários de primeira linha detestam improvisar. Valério pagou caro pelo vídeo do qual fez quatro cópias, e apenas quatro.

Guardou três em cofres de bancos. A quarta mandou para uma das estrelas do esquema do mensalão, réu do processo agora julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

Renilda, a mulher dele, sabe o que fazer com as três cópias. Se Valério for encontrado morto em circunstâncias suspeitas ou se ele desaparecer sem dar notícias durante 24 horas, Renilda sacará dos bancos as três cópias do vídeo e as remeterá aos jornais O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e O Globo. (Sorry, VEJA!)

O que Valério conta no vídeo seria capaz de derrubar o governo Lula se ele ainda existisse, atesta um amigo íntimo do dono da quarta cópia.

Na ausência de governo a ser deposto, o vídeo destruiria reputações aclamadas e jogaria uma tonelada de lama na imagem da Era Lula. Lama que petrifica rapidinho.

A fina astúcia de Valério está no fato de ele ter encaminhado uma cópia do vídeo para quem mais se interessaria por seu conteúdo. Assim ficou provado que não blefava.

Daí para frente, sempre que precisou de ajuda ou consolo, foi socorrido por um emissário do PT. Na edição mais recente da VEJA, Valério identifica o emissário: Paulo Okamotto.

Uma espécie de tesoureiro informal da família Lula da Silva, Okamotto é ligado ao ex-presidente há mais de 30 anos.

No fim de 2005, um senador do PT foi recebido por Lula em seu gabinete no Palácio do Planalto. Estivera com Valério antes. E Valério, endividado, queria dinheiro. Ameaçava espalhar o que sabia.

Lula observou em silêncio a paisagem recortada por uma das paredes envidraçadas do seu gabinete. Depois perguntou: “Você falou sobre isso com Okamotto?”

O senador respondeu que não. E Lula mais não disse e nem lhe foi perguntado. Acionado, Okamotto cumpriu com o seu dever. Pulou-se outra fogueira. Foram muitas as fogueiras.

Uma delas foi particularmente dramática.

Preso duas vezes, Valério sofreu certo tipo de violência física que o fez confidenciar a amigos que nunca, nunca mais voltará à prisão. Prefere a morte.

Valério acreditou que o prestígio de Lula seria suficiente para postergar ao máximo o julgamento do processo do mensalão, garantindo com isso a prescrição de alguns crimes denunciados pela Procuradoria Geral da República.

Uma eventual condenação dele seria mais do que plausível. Mas cadeia? E por muito tempo?

Impensável!

Pois bem: o impensável está se materializando. E Valério está no limiar do desespero.

Mensalão: Quarta Cópia – Link do artigo: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/09/17/a-quarta-copia-por-ricardo-noblat-465709.asp

Valério confirma Lula ‘chefe do mensalão’

Mensalão: Valério compromete Lula, revela Veja. O chefe: Segredo guardados por Valério põem o ex-presidente Lula no centro do esquema do mensalão.

Mensalão: Lula

Fonte: Rodrigo Rangel – Revista Veja

Marcos Valério envolve Lula no mensalão

Diante da perspectiva de terminar seus dias na cadeia, o publicitário começa a revelar os segredos que guardava – entre eles, o fato de que o ex-presidente sabia do esquema de corrupção armado no coração do seu governo

 Mensalão: Valério compromete Lula, revela Veja

Mensalão: Valério compromete Lula, revela Veja. O chefe: Segredo guardados por Valério põem o ex-presidente Lula no centro do esquema do mensalão.

NO INFERNO – O empresário Marcos Valério, na porta da escola do filho, em Belo Horizonte, na última quarta-feira: revelações sobre o escândalo (Cristiano Mariz)

Mensalão – Dos 37 réus do mensalão, o empresário Marcos Valério é o único que não tem um átimo de dúvida sobre o seu futuro. Na semana passada, o publicitário foi condenado por lavagem de dinheiro, crime que acarreta pena mínima de três anos de prisão. Computadas punições pelos crimes de corrupção ativa e peculato, já decididas, mais evasão de divisas e formação de quadrilha, ainda por julgar a sentença de Marcos Valério pode passar de 100 anos de reclusão. Com todas as atenuantes da lei penal brasileira, não é totalmente improvável que ele termine seus dias na cadeia.

Apontado como responsável pela engenharia financeira que possibilitou ao PT montar o maior esquema de corrupção da história, Valério enfrenta um dilema. Nos últimos dias, ele confidenciou a pessoas próximas detalhes do pacto que havia firmado com o partido. Para proteger os figurões, conta que assumiu a responsabilidade por crimes que não praticou sozinho e manteve em segredo histórias comprometedoras que testemunhou quando era o “predileto” do poder. Em troca do silêncio, recebeu garantias. Primeiro, de impunidade.

Depois, quando o esquema teve suas entranhas expostas pela Procuradoria-Geral da República, de penas mais brandas. Valério guarda segredos tão estarrecedores sobre o mensalão que ele não consegue mais guardar só para si – mesmo que agora, desiludido com a falsa promessa de ajuda dos poderosos a quem ajudou, tenha um crescente temor de que eles possam se vingar dele de forma ainda mais cruel.

Feita com base em revelações de parentes, amigos e associados, a reportagem de capa de VEJA desta semana reabre de forma incontornável a questão da participação do ex-presidente Lula no mensalão. “Lula era o chefe“, vem repetindo Valério com mais frequência e amargura agora que já foi condenado pelo STF. A reportagem tem cinco capítulos – e o primeiro deles pode ser lido abaixo:

“O caixa do PT foi de 350 milhões de reais”

 Mensalão: Valério compromete Lula, revela VejaO CHEFE: Segredo guardados por Valério põem o ex-presidente Lula no centro do esquema do mensalão

A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP.

Valério diz que pelas arcas do esquema passaram pelo menos 350 milhões de reais. “Da SMP&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA“, afirma o empresário.

Esse caixa paralelo, conta ele, era abastecido com dinheiro oriundo de operações tão heterodoxas quanto os empréstimos fictícios tomados por suas empresas para pagar políticos aliados do PT. Havia doações diretas diante da perspectiva de obter facilidades no governo. “Muitas empresas davam via empréstimos, outras não.” O fiador dessas operações, garante Valério, era o próprio presidente da República.

Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista.

O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa.

O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: “Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”.

Valério diz que, graças a sua proximidade com a cúpula petista no auge do esquema, em 2003 e 2004, teve acesso à contabilidade real. Ele conta que a entrada e a saída de recursos foram registradas minuciosamente em um livro guardado a sete chaves por Delúbio.

Pelo seu relato, o restante do dinheiro desse fundão teve destino semelhante ao dos 55 milhões de reais obtidos por meio dos empréstimos fraudulentos tomados pela DNA e pela SMP&B. Foram usados para remunerar correligionários e aliados. Os valores calculados por Valério delineiam um caixa clandestino sem paralelo na política. Ele fala em valores dez vezes maiores que a arrecadação declarada da campanha de Lula nas eleições presidenciais de 2002.

Mensalão do PT: Lula – Link da matéria: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/marcos-valerio-envolve-lula-no-mensalao

Governo Dilma não sabe o que fazer com grevistas

Em greve, Dilma chama o síndico

Fonte: ITV – Artigo do Instituto Teotônio Vilela

Com as greves dos servidores se avolumando e ganhando ímpeto, Dilma Rousseff fez o que costuma fazer quando o calo aperta: chamou seu tutor. Às voltas com mais de 300 mil funcionários parados, caos em rodovias e aeroportos e uma incipiente ameaça de desabastecimento de alguns produtos, a presidente da República não parece ter claro como agir, a não ser gritar por socorro. Mais uma vez, ela apelou a Lula.

Ontem foi mais um dia de agruras para quem tem que lidar com serviços prestados por alguma das 30 categorias de servidores em greve no país. As imagens mais eloquentes do dia foram as das quilométricas filas no embarque internacional do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Uma operação-padrão da Polícia Federal travou o terminal por cerca de quatro horas e atrasou um terço dos voos internacionais.

O que os viajantes sofrem nos aeroportos já vem se repetindo há dias nos portos, onde, ao protesto dos policiais federais, junta-se a paralisação dos servidores da Receita Federal, que já vem desde 18 de junho, da Vigilância Sanitária, em greve há 23 dias, e dos fiscais agropecuários. A consequência é um paradão assustador.

O valor dos produtos que aguardam liberação nas alfândegas do país já chega a US$ 2,5 bilhões. “Em dez dias começaremos a ter problemas sérios”, resumiu um industrial do setor farmacêutico, sobre o suprimento de medicamentos. Apenas no setor exportador, o movimento grevista está gerando custo adicional diário de R$ 10 milhões às empresas.

Diante deste quadro desolador e bastante incômodo para a população, o que se esperava do governo federal era firmeza e decisão. Mas o que se vê, até agora, é enrolação. O Ministério do Planejamento promete alguma resposta para os grevistas apenas na próxima semana. Enquanto isso, a população continuará penando em filas, em congestionamentos, pagando mais caro por produtos que começam a escassear…

Mas pior papel faz a presidente. Diante das dificuldades, Dilma apelou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na terça-feira, foi a ele pedir socorro. “O governo concluiu que avaliou mal a força do movimento. Dilma quer que Lula use seu prestígio para segurar os sindicalistas”, informa Ilimar Franco n’O Globo. “Lula deve atuar principalmente para atenuar a radicalização do movimento, que beira a ruptura”, relata o Valor Econômico, em manchete.

Na realidade, a presidente não está conseguindo administrar uma situação que lhe foi legada, mas de cuja gênese ela foi partícipe e beneficiária – seja como ministra da Casa Civil, seja posteriormente como candidata vitoriosa ao Planalto. As benesses distribuídas ao funcionalismo por Lula começam, muito antes do que se imaginava, a não caber no cobertor curto do Orçamento, às voltas com queda de arrecadação e uma economia em franca desaceleração.

Em editoriais, os jornais hipotecam apoio ao Planalto e criticam os grevistas. Mas a racionalidade que pregam no trato do movimento que paralisa o serviço público não parece encontrar eco nem mesmo no governo, que, a despeito de todas as limitações orçamentárias, foi capaz até de criar duas novas estatais apenas nos dois últimos dias.

Além da já esperada Etav, cuja atribuição é cuidar do trem-bala, teremos agora também a inusitada Amazul, responsável pelo Programa Nuclear da Marinha Brasileira, que inclui a construção do primeiro submarino à propulsão atômica do país, como mostra O Globo. Trata-se da 126ª empresa sob controle do balofo Estado brasileiro.

As recentes atitudes diante das reivindicações dos grevistas desnudam contradições da presidente e, pior que isso, sua limitada capacidade de decisão. Enfrentar paralisações de funcionários públicos é atribuição indelegável do governante de turno. Bem gerir o Orçamento, estabelecendo prioridades na aplicação de recursos que vão ficando mais escassos, também. Entretanto, diante do desafio de arbitrar, Dilma Rousseff, mais uma vez, apelou para o síndico. Parece que até mesmo a presidente da República decretou greve.

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