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Ibope mostra crescimento de Aécio e queda de Dilma e Marina

Segundo Aécio, eleitores começaram a prestar mais atenção às propostas dos candidatos e ver quem tem melhores ideias para o Brasil.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Ibope: Dilma cai três pontos, mas continua na liderança no primeiro turno

Aécio Neves sobe quatro pontos, e está com 19%. Marina oscilou na margem de erro, e está com 30%

A quarta pesquisa Ibope/Rede Globo sobre a corrida presidencial, divulgada nesta terça-feira, mostrou que a presidente Dilma Rousseff (PT) caiu três pontos percentuais nas intenções de voto dos eleitores, enquanto Aécio Neves (PSDB) subiu quatro pontos e Marina Silva (PSB) oscilou um ponto para baixo, dentro da margem de erro. Dilma continua à frente de seus adversários, com 36% das intenções de voto. No levantamento anterior, realizado entre os dias 5 e 8 deste mês, a presidente tinha 39%. Marina flutuou para baixo, de 31% para 30%, e Aécio Neves subiu de 15% para 19%.

A pesquisa mostra que deve haver segundo turno e traça três cenários possíveis. No mais provável deles, de acordo com os números atuais, Marina e Dilma estão tecnicamente empatadas, dentro da margem de erro, mas com Marina numericamente à frente da candidata petista. Marina manteve 43% das intenções de voto, mesmo patamar do último levantamento. Dilma marcou 40%, dois a menos que os 42% registrados na pesquisa anterior.

Na simulação de segundo turno entre Dilma e Aécio, em uma semana diminuiu pela metade a diferença entre os dois candidatos, de 15 para sete pontos percentuais. A petista registrou 44% das intenções de voto, uma queda de quatro pontos em relação à pesquisa anterior, quando Dilma teve 48%. Já o tucano subiu 4 pontos em relação ao último levantamento, avançando de 33% para 37%. Em uma simulação de Marina contra Aécio — a hipótese menos provável –, a candidata do PSB marcou 48% das intenções de voto, contra 30% do tucano. Na pesquisa anterior, Marina tinha 51% e Aécio, 27%.

APROVAÇÃO DO GOVERNO ESTÁ ESTÁVEL

O levantamento divulgado ontem ouviu com 3.010 eleitores, e mostrou também que a aprovação da maneira como Dilma está governando se manteve estável, em 48%. A desaprovação também não variou, ficando congelada no patamar de 46%. A avaliação do governo teve leve piora, dentro da margem de erro. Os que avaliam o governo como ótimo ou bom oscilaram de 38% para 37%. Os que consideram regular se mantiveram estáveis, em 33%. As avaliações de ruim e péssimo também ficaram iguais, em 28%.

O quarto colocado nas pesquisas, Pastor Everaldo, marcou 1% das intenções de voto. Os demais candidatos à Presidência — Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro (PSOL), Zé Maria (PSTU), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) — somaram 1%. O percentual de votos em branco e nulos diminuiu de 8%, na pesquisa anterior, para 7%.

O líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP), minimizou a queda de Dilma no levantamento. Para o petista, o cenário permanece estável e o PT tem agora que torcer para que Dilma não caia mais até o dia da eleição. Vicentinho descartou um segundo turno de Dilma contra Aécio Neves, mesmo com o crescimento do tucano na pesquisa. E, segundo o deputado, a estratégia do PT de confrontar Marina deverá ser mantida, mas com cuidado para não partir para ataques pessoais que poderiam se transformar em avaliação negativa para Dilma Rousseff.

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— Acho que o Aécio jamais alcançará elas, então o cenário vai se estabilizar nisso, vamos olhar o pêndulo entre Marina e Dilma. E, claro, vamos torcer para que Dilma se mantenha à frente da Marina — afirmou.

O deputado, no entanto, minimizou o risco de os ataques a Marina estarem afetando a popularidade da presidente:

— Marina está reclamando e chorando mais do que apanhando e isso transmite insegurança para muita gente. Estamos de olho é no programa dela, tem coisas ali de arrepiar. — concluiu o deputado.

AÉCIO FALA EM ‘ONDA DA RAZÃO’

Ao chegar no debate organizado pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida do Norte, ontem à noite, o senador Aécio Neves (PSDB) disse que o resultado do Ibope já era esperado e viu a divulgação como um crescimento do apoio a sua campanha:

— Sempre acreditei muito que no momento da escolha há uma análise mais profunda, não apenas do que cada candidato diz, mas o que cada candidato é.

Em nota, afirmou ainda que “é uma demonstração clara da onda da razão. Os eleitores começaram a prestar mais atenção às propostas dos candidatos e ver quem tem melhores ideias para o Brasil, sem improviso ou um modelo que fracassou. Tenho convicção de que estarei no segundo turno e vencerei a eleição. Vamos usar a emoção para a Onda da Razão

Marina Silva (PSB) não deu entrevista na chegada à Aparecida, pois alegou problemas na voz. O candidato a vice-presidente na sua chapa, o deputado federal Beto Albuquerque comemorou o resultado da pesquisa.

— O cenário está bom. Temos os pés no chão porque é uma pesquisa apenas. Estamos contentes porque com esses ataques absurdos que estamos sofrendo nos últimos dias estamos mostrando que temos fortaleza na sociedade quando marcamos mais uma vez 30 pontos percentuais. É um patrimônio político importante.

O líder do PSB no Senado e candidato ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, destacou que a estratégia do PT de “desconstruir” a imagem de Marina está tendo efeito contrário ao desejado, pois estaria se revertendo em aumento da rejeição de Dilma.

— O cenário continua estabilizado, sinalizando para a realização de um segundo turno. Na minha avaliação, a Marina está com uma clara vantagem, porque está apresentando esses índices sem ter tempo de televisão, com pouca exposição, apenas durante os 2 minutos que o PSB tem no programa eleitoral. No segundo turno, no momento em que tiver o mesmo tempo de televisão do adversário, tem enorme potencial de crescimento. E Dilma está sofrendo o ônus de quem bate, sua rejeição está aumentando porque a população está muito mais interessada em ouvir propostas — diz o senador.

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Aécio: Armínio Fraga será ministro da Fazenda

Armínio Fraga: “Estamos assumindo o compromisso de ter metas bem definidas, calculadas de maneira transparente, sem uso de artifícios.”

Entrevista com Armínio Fraga

Fonte: O Estado de S.Paulo

Armínio Fraga aposta em responsabilidade fiscal para reduzir ‘nível de incerteza’ do País

Nome de economista foi anunciado pelo candidato Aécio Neves para assumir Ministério da Fazenda em caso de vitória

Enquanto a candidata Marina Silva (PSB) gera dúvidas sobre a condição de sua eventual política econômica, o concorrente ao Planalto do PSDBAécio Neves, anunciou na noite desta terça-feira, 26, que, se eleito, o economista Armínio Fraga será seu ministro da Fazenda. A ideia é se diferenciar da adversária e passar um clima de previsibilidade ao mercado. O ex-presidente do Banco Central falou nesta quarta, 27, ao Estado e reafirmou sua política ortodoxa – no início do ano, chegou a dizer que o salário mínimo do Brasil havia subido demais. Nesta entrevista, disse que a responsabilidade fiscal é compromisso dos tucanos para reduzir “o nível de incerteza” no País.

O que haverá no seu ministério da Fazenda que não existe na pasta atualmente?

Um compromisso firme com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa foi uma grande conquista que não aconteceu da noite para o dia, mas que foi cristalizada na Lei de Responsabilidade Fiscal. Com certeza, nós estamos assumindo o compromisso de ter metas bem definidas, calculadas de maneira transparente, sem uso de artifícios ou de despesas não recorrentes. De forma que isso dê tranquilidade para que as pessoas aqui no Brasil reduzam o nível de incerteza e que isso ajude a construir as condições para termos no País uma taxa de juros mais normal e para valer, de maneira sustentável, não voluntarista. Isso contribuiria muito para fazer essa economia funcionar melhor.

O tema da transparência também é muito importante. Precisamos ter o orçamento que seja um só. Que não tenhamos orçamentos espalhados por outras áreas de governo, como em bancos públicos. Que ele seja computado de uma forma que cumpra com seu papel político e democrático. Ser um fórum – e apenas um – de discussão da sociedade, sobre o que fazer com os recursos. Isso dá a eficiência do ponto de vista econômico e dá também uma melhor governança para o País.

Com o que o senhor se compromete, o que não terá no seu ministério?

Falta de transparência, criatividade contábil, decisões que propõem muito peso no curto prazo em detrimento do bem maior a médio e longo prazo. Um exemplo que vem acontecendo é desenhar os leilões de concessões de uma forma para maximizar receita em vez de ter uma visão mais completa de longo prazo. É preciso observar a eficiência do preço na economia como um todo e, obviamente, também em relação ao que é bom para o consumidor.

Há uma crítica de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não teria autonomia suficiente para conduzir a pasta por causa da ascendência da presidente Dilma Rousseff sobre o ministério. Em um eventual governo Aécio o senhor como ministro teria mais liberdade para trabalhar?

Todos os ministros se reportam ao presidente, trabalhando com aquilo que ele determinar. No dia a dia da gestão do ministério haveria, sim, independência, mas muitas das decisões são de natureza política. É evidente que o presidente definiria quais seriam as metas, como por exemplo de superávit primário e outras mais qualitativas, como dereforma tributária. Caberia ao Ministério da Fazenda tratar de atingir essas metas. É um aspecto absolutamente central de uma democracia que o orçamento seja discutido dentro do Executivo e do Legislativo também. O Ministério da Fazenda faz muitas outras coisas, como agenda de reformas microeconômicas importantes para o crescimento. Elas seriam conduzidas pela Fazenda e também com outros ministérios. Como por exemplo, temas do mundo do crédito, várias dimensões do custo Brasil, itens da infraestrutura, mercado de capitais, etc.

Como o senhor escalaria a sua equipe no Ministério da Fazenda?

Vamos ter gente com experiência de fato comprovada em várias dessas áreas que são notoriamente difíceis, como Tesouro, área internacional, áreas de política econômica. Precisamos ter pessoas com competência, energia e com um alinhamento de visão do mundo, uma visão moderna, século 21. Além da experiência, trazer pessoas mais jovens. Tem muita gente na faixa dos 30 e dos 40 anos que traz energia, uma perene abertura para ideias novas. Estou em contato com gente que quer colaborar, não só com sugestões, mas que quer arregaçar as mangas e ir para Brasília.

Como seria a política do salário mínimo do governo Aécio?

A política de aumento real do mínimo continua (com o atual modelo, que leva em conta o PIB). São palavras do próprio Aécio.

#VempraUrna: em vídeo, Aécio fala sobre importância do voto

Aécio divulgou neste sábado o primeiro vídeo da campanha que intensificará, nas redes sociais, contra os votos nulos, brancos e abstenções.

Eleições 2014

Fonte: O Globo 

Aécio lança vídeo contra votos nulos, brancos e abstenções

Tucano diz em gravação que ninguém aguenta mais esperar pelas melhorias que jamais se concretizaram

A campanha do candidato do PSDB a presidente, Aécio Neves, divulgou neste sábado o primeiro vídeo da campanha que intensificará, nas redes sociais, contra os votos nulos, brancos e abstenções. O lançamento da campanha foi feito pelo próprio candidato, mas ele não pede voto para ele. Sem mencionar os protestos de julho passado, o tucano diz que tem muita gente no Brasil que está cansado da política e tem muitos motivos para isso, mas não ir votar significa contribuir para deixar tudo como está.

Sem mencionar a presidente Dilma Rousseff, que anunciou três pacotes para responder aos protestos do ano passado, Aécio diz no vídeo que ninguém aguenta mais, por exemplo, esperar pelas melhorias que jamais chegam, mas resolver não votar não é a solução e aí é que nada vai mudar mesmo.

A campanha da candidatura de Aécio pretende reforçar propagandas do Tribunal Superior Eleitoral com o mote “Vem pra urna”. Com cerca de 30% dos 145 milhões de eleitores ainda sem candidato atualmente, a campanha do PSDB pretende impedir que a presidente Dilma Rousseff se eleja no primeiro turno e se repitam situações como a de 2010, em que a petista foi eleita com apenas 55.7 milhões dos 135 milhões de eleitores aptos a votar , ou de 2006, quando Fernando Gabeira perdeu para os votos brancos, nulos e abstenções na eleição para governador do Rio de Janeiro.

“O importante é que você vote, que sua voz seja ouvida qualquer que seja ela. O que importa é você ir para as urnas para fazer a diferença. Porque política é igual televisão sem controle remoto. Se você não se levantar para mudar, vai continuar assistindo aquilo que não quer mais”, diz Aécio ao final do vídeo já exibido em sua página no Facebook e que já tinha, agora a tarde, 1.728 compartilhamentos.

As peças publicitárias serão veiculadas no twitter , Facebook, blogs de aliados e militantes da candidatura de Aécio. São vídeos com jingles em ritmo de rock, samba, forró e xote. O material gráfico, cartoons, descansos de tela, template, panfletos vão ser entregues a candidatos em todo País para distribuição em caminhadas, carreatas e comícios.

— Vamos chamar os indecisos para irem às urnas, não para votar em mim, mas para praticar o voto consciente — disse Aécio ao GLOBO.

Na campanha do TSE, lançada pelo ex-presidente Marco Aurélio Mello, uma das estrelas é o cantor baiano Carlinhos Brown, que diz: “ê ê ê eu sou brasileiro e mando um beijo pra você! Vem pra una!” Uma das músicas da campanha tucana diz: vem pra urna pra fazer a diferença, que mudança não acontece com indiferença”.

Enquanto Aécio se preocupa em reduzir o número de abstenções, integrantes da campanha petista, ao contrário, avaliam que Dilma se beneficiaria com o alto número de votos nulos, brancos e ausências. Uma montagem que vem sendo veiculada nas redes sociais contra o voto nulo e branco traz no título: “você sabia que em 2010 a maioria dos brasileiros não votou em Dilma?”.

A peça traz os números da eleição em que 135 milhões de eleitores estavam inscritos, mas Dilma teve 55.7 milhões, José Serra (PSDB) teve 43.7 milhões, nulos 4.6 milhões, brancos 2.4 milhões e 29.1 milhões de abstenções. “ 80.050 milhões não votaram em Dilma, entendeu a importância de votar?” diz a peça.

— Quanto mais gente votar, pior para Dilma. O Governo não tem interesse em que diminua o percentual de brancos e nulos. Em 2010 ela foi eleita pelos votos brancos, nulos e abstenções. Quem não vota está contribuindo para deixar tudo como está — explica um dos coordenadores da campanha.

#VempraUrna: Aécio adere ao movimento contra votos brancos e nulos

Aécio Neves vai anunciar na semana que vem sua adesão ao movimento #VempraUrna, uma campanha oficial do TSE.

Eleições 2014

Fonte: O Estado de S.Paulo

Aécio vai lançar campanha contra votos nulos e abstenções

Ideia do candidato do PSDB é forçar segundo turno nas eleições de outubro impedindo reeleição de Dilma Rousseff no primeiro pleito

candidato do PSDB à Presidência da RepúblicaAécio Neves (PSDB), vai anunciar na semana que vem sua adesão ao movimento #VempraUrna, uma campanha oficial do Tribunal Superior Eleitoral. O comando da candidatura do tucano avalia que as altas taxas de intenções de votos nulos e brancos nas pesquisas e as abstenções podem favorecer a reeleição da presidente Dilma Rousseff no primeiro turno.

Em um vídeo que será veiculado nas redes sociais de Aécio, o candidato vai comunicar seu apoio à campanha do TSE. Ao mesmo tempo, o PSDB passará a divulgar gravações produzidas pela equipe de marketing da candidatura tucana que fazem alusão à campanha oficial do tribunal. A peça partidária, porém, inclui sutilmente a ideia de “mudança”, jamais contemplada na publicidade oficial da Justiça Eleitoral.

Em um dos vídeos, o jingle diz: “Vem pra urna pra fazer a diferença, que mudança não acontece com indiferença” e “vem, Brasil, que esse país é cheio de beleza, que a gente não merece ter tristeza”.

O objetivo é tentar convencer o eleitor que está descrente da política. Conforme a mais recente pesquisa Ibope sobre a corrida presidencial, 25% dos eleitores não têm candidato ou pretendem votar nulo ou em branco. Em julho de 2010, também a pouco mais de três meses das eleições, essa taxa era bem menor, de 19%, de acordo com levantamento do mesmo instituto.

Desconhecimento. Tucanos atribuem o fato ao desinteresse por eleição especialmente dos jovens entre 16 e 24 anos e à chamada taxa de desconhecimento dos presidenciáveis de oposição. Se houver uma redução das taxas de abstenção e de votos nulos e brancos, a campanha do PSDB acredita que Aécio e outros oposicionistas serão os beneficiados, reforçando a possibilidade de segundo turno na disputa presidencial.

No cenário de um 2.º turno entre Dilma e o tucano da mais recente pesquisa do Ibope, Aécio aparece com 33% das intenções de voto. A presidente tem 41%. No cenário do 1.º turno, Dilma tem 38% contra 22% do tucano.

No material produzido pela equipe do presidenciável do PSDB não haverá nenhuma referência a candidatos ou a partidos políticos, dando um caráter suprapartidário.

Aécio não vai aparecer nos materiais de divulgação e sua participação ficará restrita ao vídeo em que vai dizer publicamente que apoia a ação.

Estão sendo produzidos videoclipes em ritmo de rock, samba, forró e xote. Além de jingle, cartoon, descanso de tela, template, panfletos e outros materiais gráficos, que serão distribuídos por militantes tucanos, entre blogueiros, nas redes do partido e para quem mais quiser ajudar a divulgar a ideia.

A abstenção é outro fator determinante para que o candidato concentre o esforço de seus marqueteiros nesta ação eleitoral. Em 1998, o índice foi de 21,5%. No pleito de 2002, foi de 17,7%. Em 2006 o número atingiu 16,7%. E em 2010 a taxa de faltosos voltou a crescer, atingindo 18,1%.

Rede social. Os vídeos não deverão ser veiculados no programa eleitoral gratuito de Aécio no rádio e na TV. A aposta é na divulgação por meio da página do Facebook da campanha. A página do candidato na rede social acaba de atingir 1 milhão de seguidores. O número foi comemorado pelo marketing do PSDB, mas internamente admite-se que a plataforma ainda está longe de obter protagonismo na campanha, pois o Brasil possui 142,8 milhões de eleitores, segundo o TSE.

sabatina na CNI: Aécio critica a política econômica do atual governo

Aécio Neves: “O atual governo perdeu a capacidade de garantir as condições básicas para a retomada do investimento”.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Sobre economia e superávit primário.

O Brasil só tem um caminho para o futuro: crescimento. O atual governo perdeu a capacidade de garantir as condições básicas para a retomada do investimento, algo fundamental para que possamos aumentar o crescimento da nossa economia. A verdade é que, a partir de 2009, o atual governo optou pelo estímulo ao consumo quase que exclusivamente através da oferta de crédito farto na economia, o que é importante, foi necessário, mas esqueceu da outra parte dessa equação, tão essencial quanto essa, que era a garantia da ampliação da oferta, através da criação de um ambiente adequado para os investimentos. Hoje, estamos com um crescimento do consumo no seu limite. Grande parte das famílias brasileiras hoje já está endividada e todos os investimentos de infraestrutura que deveriam ter ocorrido lá atrás, como alavanca também ao crescimento da nossa economia na outra ponta, deixaram de acontecer.

O que quero oferecer ao Brasil é um ambiente de segurança jurídica. Com a simplificação do nosso sistema tributário, que seria a primeira medida a ser tomada no início do nosso governo. Na verdade, focando na criação de um IVA a partir da diminuição dos mil e um impostos indiretos que estão aí. Resgate das agências reguladoras como um instrumento da sociedade, com a sua composição feita de forma meritocrática. Tudo isso, o choque de infraestrutura no Brasil, a partir da atração não apenas de capitais privados internos, mas criando a segurança jurídica necessária para a ação também de capital externo. Simplificação do sistema jurídico, estímulo a que as nossas empresas possam investir em inovação, com a criação inclusive de novos fundos. Isso, a meu ver, e o compromisso com a manutenção das regras, criará um ambiente propício para que nós possamos retomar a capacidade de investimento do país e voltar a crescer. Não teremos um 2015 fácil. Na verdade, 2015 já está, em boa parte, precificado pelo atual governo. Seja em relação à desorganização do setor elétrico, por exemplo, que precisará ser enfrentada, a própria situação da Petrobras, que precisará ser redefinida, qual que é o seu papel no desenvolvimento da economia brasileira. Hoje ela se transformou quase que exclusivamente em instrumento de política econômica do governo.

Tudo deve ser orientado, pela manutenção da solidez e dos nossos pilares macroeconômicos: metas de inflaçãosuperávit primário e câmbio flutuante. O superávit será o possível. Ele deverá sempre existir, mas será o possível. E será feito de forma, talvez essa seja a grande novidade, absolutamente transparente, diferente daquilo que ocorre hoje. Osuperávit de 1,9% alcançado no ano passado foi constituído na sua metade, praticamente, por receitas não recorrentes: Libra, R$ 15 bilhões, e Refis, cerca de R$ 20 bilhões. Esse é mais um resultado da alquimia contábil do governo, que contribuiu muito para a nossa perda de credibilidade.

Vamos buscar sim constituir sempre o superávit primário. Mas ele será transparente e será o superávit possível. Ao final, assumi hoje aqui como meta a ser alcançada pelo nosso governo, isso passa por essa nova ambiência de negócios que tem se habilitado no país, alcançarmos uma taxa de investimentos da nossa economia e do grupo privado em torno de 24% do PIB. Ousada, no primeiro momento, mas factível, realizável, se houver a mobilização do governo, do setor privado e, obviamente, a garantia de competitividade de setores como o industrial, que a perderam ao longo dos últimos anos.

Sobre política para o etanol.

Talvez uma das faces mais perversas da incapacidade que o governo teve de definir prioridades se dá exatamente na desorganização do setor de etanol, que atinge toda a cadeia, desde o plantador da cana em pequenos municípios brasileiros, em especial no Nordeste e mais especial ainda em Alagoas, pela sua tradição, até a indústria. O Brasil vive de desconfiança, que não é sem razão, desconfiança nos agentes públicos. Um dos exemplos talvez mais claros que justificam essa desconfiança foi dado no ano de 2008. Um ano em que, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o presidente Lula lançava o programa de desenvolvimento da indústria, e citava naquele instante o etanol como o melhor dos modelos de novas fronteiras que o Brasil tinha desenvolvido, e, portanto, um setor exemplar que obviamente viria a público no governo. De lá para cá, a equivocada política de regulação, de cruzamento de preços feito pela Petrobras, entre outras consequências negativas para o país e para a própria Petrobras, que tem hoje sua capacidade de investimento extremamente limitada, é exatamente com a desorganização do setor do etanol.

Mais de 40 usinas foram fechadas no Brasil nos últimos anos. 15 se encontram hoje em processo de liquidação judicial. Cerca de um milhão de empregos diretos e indiretos deixaram de ser gerados no país. Teremos o compromisso claro com o resgate do programa do etanol, com um programa absolutamente estratégico, do ponto de vista econômico, pelo que movimenta, do ponto de vista social, em especial pela sua empregabilidade, não apenas nas indústrias, mas também no campo, e do ponto de vista ambiental. O Brasil hoje vai na contramão do mundo.

O Brasil hoje subsidia combustíveis fósseis, algo inimaginável a um tempo atrás para um país que desenvolveu tecnologia, expertise, em um setor em que todo mundo buscava alternativas. Portanto, resgatar novas fontes de energia partindo, por exemplo, da biomassa, que apenas aquilo que São Paulo produz hoje poderia nos permitir a geração de energia equivalente a uma usina de Belo Monte. Isso tudo é uma demonstração clara da dimensão do equívoco, e no nosso governo haverá um diálogo com o setor, um compromisso grande com o resgate da sua capacidade de investimento, através de algo que se chama previsibilidade. Essa é a palavra mágica em falta hoje em várias ações do governo, em especial da condução da política econômica por todas as suas perversas consequências.

Na sabatina, o Sr. falou que o governo atual fez escolhas erradas. Quais?

São inúmeras. Poderíamos ficar a tarde toda aqui falando delas. Mas vou elencar algumas. A primeira começa antes do inicio desse governo. Próximo da segunda metade do segundo mandato do presidente Lula, quando começa a haver a flexibilização dos pilares macro econômicos. A inflação começa a ser tratada com certa leniência e começa a haver um processo de maquiagem no nosso superávit primário. Isso se agrava no governo da presidente, que opta desde a largada por uma ação absolutamente centralizadora. A característica desse governo não foi em hora alguma a do dialogo e impõe as decisões à sociedade e à economia brasileira de forma absolutamente unilateral.

Talvez o retrato mais nocivo dessa visão unilateral tenha sido a intervenção no setor elétrico brasileiro. Uma opção errada do governo por maiores que tenham sido os nossos alertas desde aquele momento. A pretexto da diminuição da conta de luz para indústria e para as famílias brasileiras, ela não foi pelo caminho mais fácil, que apontávamos como o adequado para a diminuição das contas de energia, que todos queremos, conta de energia mais baratas para as famílias, conta de energia mais competitiva para a indústria, que era a desoneração do PIS/CONFINS. Isso por si só poderia ter diminuído naquele instante, no final de 2012, alguma coisa, algo em torno de 5% as contas de luz e das famílias, dasindústrias brasileiras. Optou-se por uma descoordenada e desorganizada intervenção no setor e, hoje, já foram  R$ 53 bilhões do Tesouro, através de financiamentos com mesmo o fundo perdido, investido nesse setor. Dinheiro que poderia estar indo para fortaleceras ações nas áreas de segurança pública, na saúde, na educação ou mesmo em outros setores da economia. Essa foi uma decisão errada do governo.

A outra, vir diminuindo passo a passo, ano a ano, a participação do governo central no financiamento da saúde pública. O Governo do PT, quando assumiu o governo, a participação do governo federal era de 54%, no total do conjunto dos investimentos em saúde. Passaram-se onze anos, e hoje essa participação é de 45%. E quem menos tem? São as prefeituras, são aqueles que em maior parte da conta vem pagando.

Outra decisão absolutamente equivocada diz a respeito a nossa política externa. O Brasil optou por um alinhamento ideológico na condução da nossa política internacional, o que o afastou o Brasil de acordos bilaterais enquanto o mundo avança de forma celebre, de forma vigorosa nas custas desses acordos. E o tempo perdido em relação ao acordo com União Europeia, e mesmo com o enorme atraso, poderia ter sido efetivado esse ano, porque a própria União Europeia está negociando, por exemplo, com países como os Estados Unidos e parte do espaço que existiria lá para produtos, por exemplo, do agronegócio, estarão sendo ocupadas  por produtos de outros países. Esse é um exemplo de que na política o tempo é o bem mais valioso. E a ausência de ação do governo na busca de acordos bilaterais tem prejudicado nosso produto brasileiro.

A gestão centralizada do governo e a ampliação sem limites da estrutura do Estado brasileiro é outra decisão equivocada. A Presidente da República submete o Estado ao seu projeto de poder, se submetendo a pressões e negociações, junto a partidos políticos, a forças políticas com o intuito, mais recente, pelo menos, de ampliar seu tempo de televisão na disputa eleitoral. É, portanto, a agenda eleitoral se impondo à agenda do Estado brasileiro. Há algum tempo não temos uma presidência full time no Brasil. Temos uma candidata a presidente da República, essa sim, atuando full time.

Sobre corte de cargos comissionados.

 Estamos calculando que pelo menos um terço deles podem ser extintos imediatamente. E falo com autoridade de quem fez isso em Minas Gerais, reduziu o número de secretarias, extinguiu cerca de três mil cargos comissionados, acabamos com empresas públicas que não tinham qualquer razão para existirem e fizemos com que Minas Gerais se transformasse no melhor exemplo de gestão pública eficiente do Brasil. Minas, e esse é o modelo que podemos trazer para o plano nacional, é o único estado brasileiro onde 100% dos servidores têm metas a serem alcançadas e são avaliados em razão dessas metas e alcançadas essas metas são remunerados. Recebem um bônus no final do ano correspondente a mais um salário.

Para mostrar o que significou, exemplificar a importância disso, o que nos trouxe hoje a ter a melhor educação fundamental do Brasil, a melhor saúde de toda região Sudeste segundo os ministérios do governo federal e o maior conjunto de experiências de parcerias com o setor privado também em execução no Brasil, começa pela área da saúde, passa pela área de saneamento, chega a área rodoviária e alcança a área prisional. Minas tem hoje as principais e ainda únicas experiências de Parceiras Público Privadas na área prisional, algo também que pode alcançar o governo federal.

Sobre corte de ministérios.

Se eu tivesse esse desenho certamente teria um prazer enorme de antecipá-lo, mas não temos. Temos uma determinação de diminuir para algo em torno da metade dos 39, podia se ter um número fixo, mas algo muito próximo da metade. Quando o presidente Fernando Henrique deixou o governo, nós tínhamos se não me engano 23 ministérios. Existe um estudo da Universidade de Cornell, nos EUA, que fique pelo menos para a inspiração dos senhores, feito em mais de 100 países ao redor do mundo, que diz que os governos mais exitosos, mais eficientes são aqueles que têm alguma coisa entre 21 e 23 ministérios, portanto esse me parece uma boa inspiração. Logo que esse desenho estiver pronto nós vamos apresentar para a sociedade brasileira. E o foco será a eficiência do estado nacional para nos contrapormos ao aparelhamento e a ineficiência as duas principais marcas do atual governo.

Aécio: 51% dos votos válidos em Minas

Dados são de pesquisa realizada pelo Instituto Veritá, entre 21 e 25 de julho, com 3.077 entrevistados nas diversas regiões do Estado.

Eleições 2014

Fonte: Hoje em Dia

Pesquisa mostra Aécio com 41,3% dos votos em Minas

Em Minas Gerais, se a eleição fosse hoje, o candidato à Presidência da República pela coligação “Muda Brasil”Aécio Neves (PSDB), somaria 41,3,0% dos votos totais, contra 32,5% da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição pela coligação “Com a Força do Povo”. Eduardo Campos (PSB), que concorre pela coligação “Unidos pelo Brasil”, teria 5,0%. Neste cenário, os votos brancos e nulos somariam 13,6%. Aqueles que não sabem ou não responderam são 5,4%.

Se forem considerados apenas os votos válidosAécio aparece com 51%, Dilma com 40,1% e Eduardo Campos com 6,1%. Num eventual segundo turno, em MinasAécio venceria com 45,4% sobre 34,7 de Dilma. Brancos e nulos são 17% e não sabem ou não responderam 2,9%. Considerando apenas votos válidos, o tucano aparece com 56,7% e Dilma com 43,3%. Os dados são de pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Veritá, entre 21 e 25 de julho, com 3.077 entrevistados nas diversas regiões do Estado. A pesquisa foi registrada no TRE com o número 000056/2014 e no TSE com número 00242/2014 e tem margem de erro 1,77%.

Estadual

A relevância dos padrinhos políticos na hora da decisão do voto para governador é apontada pela pesquisa. Qua[/LEAD]ndo apresentados ao eleitor os apoios do senador Aécio Neves e do ex-governador Antonio Anastasia, o candidato Pimenta da Veiga (PSDB) sobre e chega ao empate técnico com seu concorrente Fernando Pimentel. Neste cenário, o tucano tem 34,1% dos votos, contra 33,7% de Fernando Pimentel, apoiado por Lula e a presidente Dilma Rousseff. Os votos brancos e nulos somam 13,5% e não sabem ou não responderam 10,7%.

“Isso confirma um desconhecimento dos candidatos ao governo. Quando são colocados os padrinhos, o Pimenta leva uma vantagem sobre o Pimentel. Nossa projeção é de que antes de começar o horário eleitoral gratuito na TV, os dois estejam praticamente empatados. O que vai decidir essa eleição é quem tiver a melhor campanha e a melhor estratégia”, comenta o diretor do Instituto, Adriano Silvoni.

Antes da apresentação dos apoios de cada candidato, Pimentel teria 28,2% dos votos, Pimenta da Veiga 18,8% e Tarcísio Delgado (PSB) ficaria com 4,4% da preferência do eleitorado. Os brancos e nulos seriam 24,9% e os que não sabem ou não responderam alcançariam 19,6%.

Pesquisa Minas

Pesquisa OPP – Eleições 2014
Registro/TSE: BR-00242/2014
Registro/TRE-MG: MG-00056/2014
Abrangência: Minas Gerais
Período: 21 a 25/07/2014
Amostra: 3077 eleitores
Margem de erro: 1,77%
Realização: Instituto Veritá
Contratante: Iniciativa própria com recursos próprios

Para o Senado, Anastasia lidera com folga

De acordo com a pesquisa, se as eleições fossem hoje o candidato a senador pela coligação “Todos por Minas”Antonio Anastasia (PSDB), venceria com larga vantagem a disputa pelo Senado Federal, com 50% dos votos.

Josué Alencar (PMDB), que concorre pela coligação “Minas para Você”, aparece em segundo lugar com 7,1% da preferência do eleitorado. Na sequência vem Maria Vieira (PSB), com 2,3%, Edilson Nascimento (PTdoB) com 2,1%, Tarcísio (PSDC) com 1,5% e Pablo Lima (PCB) com 1,3%. Brancos e nulos, neste cenário, somam 21%. Não souberam ou não responderam correspondem a 13,2% dos entrevistados.

Avaliação

A pesquisa também perguntou ao eleitor mineiro a avaliação que faz da maneira como a presidente Dilma Rousseff está conduzindo o Brasil.

Para 6,4% do eleitorado, a petista tem desempenho ótimo, 26,4% consideram bom, 21,3% regular positivo, 17,1% regular negativo, 11,3% ruim e para 17,4% dos eleitores mineiros o governo federal está sendo gerido de forma péssima.

Foi solicitada também a avaliação do desempenho do Governo de Minas Gerais. Para 4,3% dos eleitores mineiros, o governo do Estado é ótimo, 36,6% o consideram bom, 29,7% regular positivo, 12,2% regular negativo, 7,7% ruim e 7,8% julgam o governo péssimo.

Choque de Gestão: economista comenta modelo eficiente

Propostas do Choque de Gestão podem parecer uma solução, face ao brilhantismo da retórica de seus formuladores.

Choque de Gestão

Fonte: Caros Amigos

MG: O que é o choque de gestão de Aécio Neves

Por Ari de Oliveira Zenha

Sucinta e objetivamente, o choque de gestão é, em primeiro lugar, uma forma de gerência de governo, concebido como um conjunto organizado de políticas econômicas e sociais, com vistas a estruturar a economia mineira como se ela fosse uma grande empresa capitalista. Assim, esse “projeto” representa uma aplicação da gestão administrativo-empresarial ao Estado, adequando à administração pública os fundamentos microeconômicos de administração privada, o que seus proponentes chamam de modernização das incumbências do poder público em relação, por exemplo, à infra-estrutura, ao meio ambiente, à educação, ao funcionalismo e à saúde, entre outras.

Nesse sentido, a “modernização” pretendida do aparelho do Estado, através de choque de gestão, é realizada com base em “projetos estruturantes”, incentivadores do desenvolvimento do Estado voltado para as atividades de competência do poder público.

“Planejamento”

O governo concebeu o que ele chama de duplo planejamento ou processo dual. Este conceito de “planejamento” (dual) é necessário porque os agentes econômicos necessitam competir cada vez mais no presente e, ao mesmo tempo, preparar-se para o futuro, dizem eles. A concepção dual diz o seguinte:  “(…) não basta mais uma única estratégia englobando presente e futuro. A abordagem dual exige duas estratégias simultâneas e coerentes entre si. Uma com foco na excelência da gestão das atividades atuais e outra concentrada na competência para gerenciar as mudanças necessárias para o futuro”.

Logo, o conceito de “planejamento” governamental assume uma formatação empresarial, focado na competência de gestão e na competência do que eles chamam de agentes econômicos, onde os responsáveis pelo “planejamento” escolhem uma determinada estratégia própria, definindo claramente as atividades da organização, ou seja, os seguimentos-alvo para gerir essas atividades (…) “com excelência, visando atender às necessidades dos atuais beneficiários”. Beneficiários, acredito, seja a população mineira.

Portanto, a função do “planejamento” passa a ser a gerência e a escolha de alternativas mais viáveis e econômicas na determinação das atuações governamentais através de uma relação custo/beneficio.

Lógica privada

As relações a prevalecer segundo este choque de gestão, no âmbito do funcionalismo público, devem ser equivalentes àquelas estabelecidas para o trabalhador do setor empresarial, o que é um equivoco, pois o funcionalismo público não pode e nem deve ser tratado como um trabalhador do setor privado como o Estado propõe, pois sua atuação está fundamentada em todo um aparato jurídico-institucional diferenciado, suas funções, atribuições e atuações, correspondem à superestrutura da sociedade capitalista (Estado-poder político), que é distinto daquele que é estabelecido para o trabalhador privado. Isso reafirma o que já foi dito anteriormente, a saber, que o capital está impondo seu modus operandi à organização estatal sem subterfúgios.

Entretanto, para os leigos, ou mesmo crédulos, as propostas do choque de gestão podem parecer, à primeira vista, uma solução, face ao brilhantismo da retórica de seus formuladores, pois os escribas do capital também têm competência e capacidade para fazer uma bela peça engenhosa do Estado-empresa, a qual, contudo, não resiste a uma análise criteriosa, crítica e fundamentada de analistas comprometidos com a transformação econômica, social e política do capitalismo.