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Choque de gestão e a modernização das estradas mineiras

Choque de gestão: Proacesso beneficiou cerca de 1,3 milhão de pessoas. Governo de Minas investiu cerca de R$ 4 bilhões para pavimentar mais de 200 trechos.

Choque de Gestão: gestão pública moderna

Fonte: Jogo do Poder

Choque de Gestão: Aécio Neves e as rodovias em Minas Gerais

 Choque de gestão modernizou estradas de Minas

Modelo inovador de gestão públicacriado por Aécio Neves, o Choque de Gestão, possibilitou uma verdadeira revolução viária em Minas Gerais

Choque de Gestão, modelo inovador de gestão pública criado por Aécio Neves em 2003, foi muito mais além do que alterar a lógica nos gabinetes, nas planilhas e na burocracia das repartições do Governo do Estado de Minas Gerais. Ele possibilitou uma revolução nos indicadores sociais mineiros e na modernização da infraestrutura, como foi o caso das rodovias estaduais. Conquistas passíveis de melhoras, mas impressionantes e inéditas pelo curto período de tempo em que os novos métodos de gestão foram colocados em prática.

Como o próprio ex-governador Aécio Neves explicava, o Choque de Gestão nunca “teve o fim em si mesmo”. Ele não era o objetivo, mas sim o instrumento para se alcançar um objetivo maior que passava pela meta de transformar Minas Gerais no melhor estado brasileiro para se viver.

Por isso, após arrumar a casa – máquina enxuta, custos operacionais diminuídos, salários do governador e vice-governador reduzidos e fim do déficit orçamentário crônico -, cada área do Governo de Minas passou a ter uma meta ousada a cumprir: na saúde, reduzir as taxas de mortalidade infantil e materna; na educação, colocar os alunos mineiros entre os três melhores do país em nível de aprendizado; na infraestrutura, dotar mais de 200 municípios de ligação por estadas pavimentadas, o que não era realidade até 2003.

No que tange às estradas estaduais, o Choque de Gestão de Aécio Neves propôs o programa Proacesso, já que 26% das cidades mineiras, principalmente as de baixo Índice de Desenvolvimento humano (IDH), não possuíam ligação asfáltica em 2003. De 2004 a 2012, o Governo de Minas investiu cerca de R$ 4 bilhões para pavimentar mais de 200 trechos.

programa de modernização das estradas estaduais, proposto por Aécio Neves dentro do Choque de Gestão, já beneficiou cerca de 1,3 milhão de pessoas em todas as regiões de Minas Gerais. São pessoas que enfrentavam estradas de terra e enlameadas para chegarem a um hospital, para escoarem as seus produtos agropecuários ou chegarem às escolas e faculdades.

E voltando à premissa do Choque de Gestão, o programa não se encerra em si próprio e não admite uma visão de gestão pública moderna com ações apenas de curto ou médio prazo. Por isso, resolvida a questão das ligações asfálticas, foi pensado, planejado e colocado em ação uma segunda etapa da melhoria da infraestrutura. Assim, ao final do Governo Aécio Neves e início do Governo Antonio Anastasia foi criado o programa Caminhos de Minas.

Neste novo programa, pensando em 2010 dentro da lógica do Choque de Gestão, o Governo de Minas irá pavimentar mais 7.700 quilômetros de estradas estaduais secundárias, aquelas fazem ligações entre municípios próximos, mas não são o principal canal de tráfego. Serão 302 cidades mineiras beneficiadas.

As rodovias estaduais mineiras e a visão de governo sobre a função delas é mais um aspecto que deve ser analisado com maior profundidade quando se discute o Choque de Gestão de Aécio Neves.

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Aécio e Anastasia definem apoios do PSDB para o 2º turno em Minas

PSDB: eleições 2012 – Tucanos vão apoiar Carlin Moura (PCdoB) em Contagem, Bruno Siqueira (PMDB), em Juiz de Fora eLerin (PSB), em Uberaba.

PSDB: eleições 2012

Fonte: Estado de Minas

PSDB sobe em três palanques

Tucanos confirmam apoio no segundo turno a Bruno Siqueira (PMDB) em Juiz de Fora, Carlin Moura (PCdoB) em Contagem e Lerin (PSB) em Uberaba

 PSDB define apoios para o 2º turno em Minas

Eleição 2012: Tucanos vão apoiar Carlin Moura (PCdoB) em Contagem, Bruno Siqueira (PMDB), em Juiz de Fora eLerin (PSB), em Uberaba.

O PSDB anunciou apoio às candidaturas de Carlin Moura (PCdoB), à Prefeitura de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte; a Bruno Siqueira (PMDB), em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e a Lerin (PSB), emUberaba, no Triângulo Mineiro, na briga pelo segundo turno em 28 de outubro. Os partidos que terão a adesão dos tucanos pertencem à base de Dilma Rousseff no governo federal. Os candidatos do PSDB nas duas primeiras cidades ficaram em terceiro lugar na disputa de primeiro turno. Já em Uberaba, o partido se dividiu e acabou em quinto lugar, no apoio a Fahin Sawan (PTB). Os posicionamentos foram definidos ontem em reuniões dos três candidatos com o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB), o senador Aécio Neves (PSDB) e o presidente do partido em Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana.

Além de Contagem, Juiz de For a e Uberaba, haverá segundo turno também em Montes Claros, onde o PSDB ficou em terceiro lugar, com o apoio a Jairo Ataíde (DEM).

Em Juiz de Fora, com a derrota do prefeito Custódio Mattos (PSDB), que tentava a reeleição, o caminho natural era o apoio a Bruno Siqueira (PMDB), já que a outra opção seria a união com Margarida Salomão, do arquirival PT. O que dificultava a negociação era o fato de PSDB ter considerado duros demais os ataques dos peemedebistas a Custódio no primeiro turno. O que também poderia levar o partido a não declarar apoio – formal, pelo menos – ao PMDB, são os altos índices de rejeição de Custódio na cidade. Em suas articulações, Siqueira se movimentava no sentido de ter Anastasia e Aécio ao seu lado, mas não Custódio. Depois da reunião de ontem, no Palácio das Mangabeiras, Pestana disse que o partido já prepara a participação em atos de campanha do peemedebista. “O primeiro já deve acontecer na sexta-feira”, informou o parlamentar.

Sem polarização A definição em Contagem pode ter sido ainda mais drástica. O partido teve que optar entre o PT e o mais tradicional aliado do partido da estrela, o PCdoB. Os comunistas, no entanto, antes mesmo da confirmação do segundo turno, já adotavam discurso para atrair os tucanos. “Nosso projeto é de todos os que querem o bem de Contagem”, afirmou Carlin Moura na confirmação do segundo turno, no dia 7. O rival do PCdoB na cidade é Durval Ângelo (PT). Pelo lado dos tucanos, o concorrente foi Ademir Lucas. “Estamos produzindo uma carta com pontos que vamos adotar junto com a coligação no segundo turno”, afirmou Pestana ao final da reunião com Carlin. A presidente estadual do PCdoB, Jô Moraes, afirmou que não se pode nacionalizar a eleição em Contagem, colocando em lados opostos o PT e o PSDB, os dois partidos que deverão disputar o governo federal em 2014. “Na união pela cidade aceitamos todos os votos que vierem”, defendeu a dirigente partidária.

Em Uberaba, apesar do apoio definido ontem pelos caciques a Lerin (PSB), o PSDB enfrenta um problema interno. Os diretórios estadual e municipal se estranharam na discussão sobre o lançamento de candidatura própria ou o apoio a nome de outro partido. O comando da legenda na cidade decidiu lançar Fahin Sawan (PSDB), enquanto o diretório estadual optou pelo apoio ao deputado estadual Lerin (PSB), que disputará o segundo turno com Paulo Piau (PMDB). Com a falta de apoio do próprio partido, Sawan ficou em quinto lugar na disputa e agora precisará ser adulado para fazer campanha para o rival. “Nossa expectativa é que o diretório municipal se alinhe ao estadual”, diz o vice-presidente do PSDB em Minas, deputado federal Domingos Sávio.

PSDB: eleições 2012 – Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/10/16/interna_politica,323662/psdb-sobe-em-tres-palanques-mineiros.shtml

2014: gestão das obras do Mineirão é referência para Fifa

2014: gestão das obras do Mineirão é destaque. Secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, elogia gestão das obras pelo Governo Anastasia.

2014: Copa do Mundo e a gestão eficiente do Mineirão

Fonte: Agência Minas

 2014: gestão das obras do Mineirão é destaque

2014: gestão das obras do Mineirão é destaque. Secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, elogia gestão das obras pelo GovernoAnastasia.

Secretário-geral da FIFA destaca Mineirão como exemplo a ser seguido por outras sedes

Governador Anastasia acompanhou vistoria da FIFA, representada por Jérôme Valcke, e do Comitê Organizador Local, às obras do Mineirão

O governador Antonio Anastasia, acompanhado do secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, vistoriou, nesta terça-feira (16), as obras do Estádio Governador Magalhães Pinto, Mineirão. Faltam 66 dias para a conclusão das obras do estádio, 241 dias para a Copa das Confederações e 604 dias para a Copa de 2014.

“Estamos cumprindo rigorosamente o nosso cronograma e os encargos que foram determinados pela FIFA para a realização dos dois grandes momentos do futebol internacional. No ano que vem, a Copa das Confederações e, em 2014, a Copa do Mundo. Há um trabalho integrado, muito harmônico, entre o governo federal, o governo estadual e a prefeitura de Belo Horizonte, para desenvolvermos, em todos os aspectos, os compromissos assumidos com a FIFA”, disse o governador, convidando o secretário-geral da FIFA para a inauguração do Mineirão.

Jérôme Valcke foi recebido pelo governador, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, no Aeroporto da Pampulha. O governador, o prefeito e o secretário de Estado Extraordinário para Coordenação de Investimentos, Fuad Noman, fizeram um balanço do estágio das obras na capital mineira, incluindo as obras de mobilidade e de hotelaria.

Durante a vistoria ao Mineirão, o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, afirmou estar impressionado com o andamento das obras do estádio.

“É muito bom ver que o Mineirão está quase pronto. Parabéns a todos. O Mineirão será entregue dentro do prazo e poucos estádios estão no prazo como ele. É um recado, inclusive, para outras sedes. Este estádio é importante para a FIFA, para o país e para Belo Horizonte. Estou impressionado. O Brasil pode jogar aqui as oitavas (Copa do Mundo) e a semifinal (Copa das Confederações) e milhões de pessoas assistirão aos jogos que serão realizados em Belo Horizonte. Eu já tinha ouvido falar bem dos mineiros, mas, hoje, pude comprovar que é verdade”, ressaltou Valcke.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também destacou o andamento das obras para a Copa no Estado. “Minas tem dois dos mais tradicionais times de futebol do Brasil e do mundo. Possui esse belo estádio, que agora transformado e adaptado para receber a Copa do Mundo e a Copa das Confederações. É, seguramente, uma das mais belas e uma das mais modernas arenas. Minas está com suas obras implantadas não somente no estádio, mas nas obras de mobilidade urbana”, disse.

Gramado começa a ser semeado

Os visitantes foram recebidos no campo pela mascote Tatu Bola que, pela primeira vez, participou de uma vistoria realizada pela FIFA. O governador e demais autoridades iniciaram o semeamento do gramado. Para cobrir o campo, a espécie escolhida foi a “Bermuda celebration”. Essa espécie é, atualmente, a mais indicada para gramados esportivos de clima tropical e é utilizada nos melhores campos de futebol do mundo. No Mineirão, serão usadas 60 mudas por metro quadrado, totalizando aproximadamente 540 mil mudas em toda área gramada. O gramado poderá ser utilizado num prazo de até 90 dias.

Cerca de 2.900 operários trabalham nas obras, que estão 84% concluídas. Atualmente, 99% dos pré-moldados e da arquibancada inferior, 99% do piso do estacionamento, 96% do piso da esplanada e 100% da fundação da via de integração do Mineirinho já foram concluídos. As treliças da cobertura já foram instaladas e já teve início a colocação da membrana.

Estão em execução as obras de infraestrutura elétrica e hidráulica e de drenagem, além da colocação das esquadrias de alumínio e dos vidros dos camarotes, da instalação dos guarda-corpos na área da esplanada e das estruturas que receberão as catracas.

Os próximos passos são o acabamento na área dos vestiários dos atletas; conclusão de instalação das cadeiras (50% já concluídas); e o início do trabalho de construção das calçadas e da implementação do paisagismo no entorno do estádio.

Capacidade para 64 mil

O estádio terá capacidade para 64 mil torcedores, espaço para cerca de 3.000 jornalistas durante a Copa, com estúdios, sala de conferência e área para entrevistas. O Mineirão é o único estádio no país com área externa com capacidade para 65 mil pessoas. A esplanada será ligada por passarela ao Mineirinho.

A área vip terá aproximadamente 11 mil m² e vai abrigar um restaurante com vista para o campo e 98 camarotes com 1.500 lugares. Terá ainda outros 3.500 assentos e será instalada a poucos metros do campo. O estacionamento terá 2.521 vagas para carros.

Raio X do Novo Mineirão

Assentos: 64 mil lugares

Esplanada: espaço no entorno do Mineirão com 80 mil m2 e capacidade para 65 mil pessoas

Área VIP e camarote: a área de quase 11 mil m2 vai abrigar um restaurante com vista para o campo e 80 camarotes com 1.500 lugares; já a área VIP terá cerca de 3,5 mil assentos a poucos metros do campo e lounges.

Estacionamento: 2.521 vagas para carros, sendo 1.534 vagas cobertas e 987 descobertas

Imprensa: capacidade para cerca de 3 mil jornalistas, com estúdios, sala de conferência e área para entrevistas.

Ligação Mineirão-Mineirinho: 15 m de largura

Comércio: uma área total de 7.064 m2, abrangendo tanto o interior quanto a esplanada externa

Museu dedicado ao futebol: espaço dedicado à preservação da memória do futebol.

Obra verde: o Mineirão pretende obter a certificação LEED, uma espécie de selo verde para a obra. Para isso, adota práticas ambientalmente sustentáveis.

Resíduos: reaproveitamento de 90% dos resíduos da obra

Madeira: reaproveitamento da madeira por artesãos mineiros para produção de arte popular.

Cobertura: placas fotovoltaicas vão captar energia solar e transformá-la em energia elétrica que será lançada na rede. A quantidade de energia é suficiente para atender 1.200 residências de médio porte.

Reaproveitamento da água de chuva: em um reservatório de aproximadamente 6 milhões de litros, quantidade suficiente para descargas dos sanitários, irrigação do gramado e jardins e limpeza das áreas externas por três meses. Com a economia gerada, em três anos haverá compensação financeira para esse investimento.

Copa 2014: Mineirão – Link da matéria: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/multimidia/galerias/secretario-geral-da-fifa-destaca-mineirao-como-exemplo-a-ser-seguido-por-outras-sedes/

Aécio presidente: De 2014, vamos cuidar somente em 2014

Aécio presidente: De 2014, nós vamos cuidar só em 2014. PSDB vai construir uma proposta alternativa mais ousada nos campos das grandes reformas.

Aécio: presidente 2014

Fonte: O Tempo

Entrevista com Aécio Neves

 Aécio presidente: De 2014, vamos cuidar somente em 2014

Aécio presidente: ‘De 2014, nós vamos cuidar somente em 2014′

Aécio diz que PSDB terá lado nas cidades com 2º turno

Qual é o balanço do desempenho do PSDB das eleições em Minas? O partido elencou algumas prioridades e entre essas cidades sofreu derrotas …

Aécio Neves – Primeiramente, quando você fala em uma análise eleitoral, você não pode restringi-la a um partido. Nós temos uma base muito ampla em Minas Gerais desde o meu governo. Nós apoiamos inúmeros candidatos dessa base no interior do Estado. Ontem, inclusive, fizemos uma reunião no Palácio das Mangabeiras com o governador e algumas lideranças políticas do Estado. A vitória da base de sustentação do governo chega perto de 85% do total das prefeituras do Estado. O PSDBcontinua sendo um partido majoritário em Minas Gerais. O resultado é uma confirmação da aprovação da população mineira a um modelo de gestão que foi implantado em 2003, depois que venci em 2002, e que se mantém vivo e sólido até hoje.

O senhor pode adiantar a posição do PSDB nessas quatro cidades que terão segundo turno?

Aécio Neves – Para não precipitar o processo, nós estamos ouvindo primeiro as lideranças locais do partido e dos candidatos que disputaram as eleições, mas a nossa ideia é termos posição nos quatro municípios.

OUÇA – Aécio Neves fala sobre os erros da campanha do PT na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte:

E em relação a Belo Horizonte …

Aécio NevesO resultado foi excepcional. O que ocorreu foi o segundo turno no primeiro. O momento em que o Palácio do Planalto intervém diretamente no processo eleitoral e retira uma candidatura colocada naquele instante, isso levou um movimento na mesma direção no nosso campo político. A polarização da eleição no primeiro turno foi, talvez, o primeiro equívoco daqueles que quiseram nacionalizar a campanha. Não podemos desprezar a força da presença da presidente da República, que tem uma avaliação muito alta. Foi um resultado extraordinário. Eu acho que o equívoco que o PT cometeu nesse processo e que o levou a mais essa derrota foi colocar em segundo plano o interesse de Belo Horizonte. Desconheceu que havia uma administração em Belo Horizonte em curso séria, bem-avaliada, com investimentos extremamente importantes. Então, nós colocamos o interesse de Belo Horizonte à frente. Eu não fiquei preocupado em contabilizar no meu mapa eleitoral mais um “x”, uma vitória do PSDB, mas, sim, uma vitória importante para Belo Horizonte.

OUÇA – Senador mineiro explica o seu apoio a Marcio Lacerda na prefeitura da capital mineira:

O PT saiu da aliança ou o PSDB o empurrou para fora dela?

Aécio NevesFoi o PT que saiu da aliança, mais uma vez por priorizar o interesse do PT. O PT saiu da aliança por um motivo fútil, porque queria eleger mais “x” vereadores. Ele queria que o PSB fizesse o papel que o PMDB se dispôs a fazer para ele nessa eleição, que foi abdicar de ter uma bancada. O PMDB praticamente desapareceu, elegeu apenas um vereador. Está comprovado, agora, que o PSB tinha razão. O PSB tem que constituir sua bancada para dar sustentação ao prefeito. O prefeito não pode ser chantageado o tempo inteiro por não ter uma bancada do seu partido minimamente sólida.

O senhor acredita que a administração de Belo Horizonte vai ter o perfil do PSDB?

Aécio NevesEu acho que ela será mais ágil e mais eficiente. O Marcio sempre reclamou muito das pressões internas que recebia, esse modo do PT de indicação de cargos a todo instante. Imagina o gabinete do vice-prefeito com 30 cargos comissionados. Nem lugar para sentar essas pessoas tinham. Me falam em mais de 900 cargos comissionados. Eu acho que o prefeito vai ter uma administração mais leve. Sempre fui defensor da tese de que se deve gastar menos com a estrutura, seja do Estado ou da prefeitura, para investir mais nas políticas públicas. Eu acho que o Marcio terá mais liberdade para fazer um governo mais meritório. Eu acho que ele pode fazer uma administração extraordinária porque ele não terá as amarras que teve até aqui.

O Marcio Lacerda se credencia para as eleições em 2014?

Aécio NevesIsso é precipitado dizer. O Marcio tem reafirmado seu interesse em ficar na administração municipal. Ele acaba de ser reeleito, então, é até um desrespeito com a população de Belo Horizonte antecipar essa questão. Agora, é preocupar em renovar a administração, estabelecer as novas metas, cuidar de Belo Horizonte. De 2014, nós vamos cuidar somente em 2014.

A eleição em Recife e aqui coloca o PSB em destaque dentro do quadro nacional. Como o senhor imagina que vai ser a relação do PSB com o PSDB em 2014?

Aécio NevesO PSDB tem uma aliança com o PSB em vários Estados e, talvez aqui, uma das mais sólidas, que é uma aliança natural, que não foi construída para ganhar uma aliança seja nacional, seja estadual. Desde minha primeira eleição, o PSB participa formalmente da nossa aliança, participa dos governos, participou da minha reeleição, participa com Anastasia. Nós apoiamos aqui, em Belo Horizonte, um candidato do PSB e temos várias outras alianças com o PSB no Estado. Mas, o PSB em nível nacional participa da aliança do governo. Seria indelicado da minha parte dizer que o PSB estaria no nosso campo amanhã. O PSDB vai construir uma proposta alternativa mais ousada nos campos das grandes reforma, das parcerias com o setor privado, alavancar os investimentos em infraestrutura. Quais serão os nossos aliados? O tempo é que vai dizer. Eu não posso dizer que alguém que está hoje na base vai vir para se juntar a nós. Quanto mais consistente for o nosso projeto, mais apoio eu acho que vai conquistar, inclusive da sociedade, não apenas dos partidos políticos. Eu tenho muita confiança de que o PSDB estará muito competitivo adiante.

Mas e sua relação com o governador Eduardo Campos?

Aécio NevesEu tenho do ponto de vista pessoal uma relação muito próxima com o Eduardo (Campos, presidente nacional do PSB). Nem sempre estamos no mesmo palanque, mas não é impossível que isso possa ocorrer lá na frente. O PSB vai saber, no tempo certo, a sua posição.

Em relação às eleições nacionais, o PSDB teve um desempenho bom?

Aécio NevesSim, e tem um fato que eu ressalto: o PSDB se restabeleceu no Nordeste e no Norte do Brasil. Se fizermos uma análise superficial, no Sul e no Centro-Oeste, nós sempre tivemos nas eleições nacionais um ótimo desempenho. Vencemos em todos esses Estados porque ali há um perfil de atividade econômica – produtores rurais em boa parte – que se aproxima mais da visão do PSDB. Mantivemos no Sudeste uma posição sólida nos dois maiores colégios eleitorais, em São Paulo e em Minas. Ganhamos em Belo Horizonte e estamos disputando agora em São Paulo, com reais chances. Mas tivemos um fracasso muito grande no Nordeste e no Norte nas últimas eleições. Nessa eleição municipal, nós já vencemos no primeiro turno em Maceió, com o PSDB, em Aracaju, com o Democratas. Estamos disputando Salvador, João Pessoa, Campina Grande, Teresina, São Luís e em outras capitais. No Norte, estamos disputando em Belém e em Manaus, e o PT não está nessas disputas. Houve aí o início do processo de reinserção da oposição no Nordeste, que eu reputo como o fato que mais me chamou a atenção. As oposições saem muito vivas dessas eleições e devem se preocupar, em 2013, de buscar uma nova interlocução com a sociedade, identificar os grandes gargalos que o Brasil tem e que levam ao crescimento pífio da economia.

Quais os equívocos do governo Dilma que podem ser diretriz do seu projeto de 2014?

Aécio Neves – O PT, desde lá de trás, acomodou-se. Abriu mão de ter uma projeto ousado para o país para se contentar com o projeto de poder. As grandes reformas não foram feitas. Nenhuma dessas questões foram enfrentadas. O governo do PT é pouco generoso com os Estados e os municípios e é ineficiente. Em relação a Minas, O PT tem uma dívida muito grande.

Aécio: presidente 2014 – Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=213499,OTE&IdCanal=1

Aécio Neves: royalties precisam de mobilização

Aécio Neves: royalties precisam de mobilização. Senador comenta projeto e resistência das mineradoras em aceitar nova alíquota.

Aécio Neves: royalties

Fonte:  Hoje em Dia

Campanha Minério com Mais Justiça 

 Aécio Neves: royalties precisam de mobilização

Campanha Minério com Mais Justiça

Aumento do royalty, só com mobilização, diz Aécio Neves em entrevista exclusiva

Relator do projeto no Senado que aumenta os royalties do minério de ferro, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) está otimista: segundo ele, a mudança deve ser aprovada até o final do ano. Um dos fundadores da campanha “Minério com mais justiça”, Aécio fala, nesta entrevista ao Hoje em Dia, sobre a importância do projeto, a resistência das mineradoras e falta de vontade do governo federal para ajudar o Estado.

Por que somente agora o governo de Minas decidiu lançar a campanha?

Aécio Neves – Quando estava no governo, cheguei a conversar com o presidente Lula e as mineradoras sobre a necessidade de aumentar os royalties do minério. Na época, o presidente manifestou simpatia pelo assunto, mas seu governo não avançou no debate. Quando estava em campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff afirmou que seu governo elaboraria e mandaria ao Congresso Nacional a proposta de um novo marco regulatório para o setor mineral, que abrangeria a questão dos royalties. Em fevereiro, estive com o ministro Lobão (Edison Lobão, de Minas e Energia) e ele assegurou que o governo enviaria o marco regulatório até o final do semestre. Aguardamos para ver se o ministro cumpriria o que prometeu. Como nada aconteceu, resolvemos lançar a campanha para mobilizar a sociedade em relação à questão do aumento dos royalties do minério, que é fundamental para o Estado.

O que a campanha reivindica?

Aécio Neves – Como relator do projeto do senador Flexa Ribeiro (PA), estou propondo que os royalties sejam de 4% do faturamento bruto das mineradoras. Hoje, são de 2% sobre o faturamento líquido. O aumento da arrecadação (estima-se que os recursos destinados a Minas saltem de R$ 180 milhões para cerca de R$ 1 bilhão anuais) será usado para recuperação ambiental das áreas degradadas e diversificação da economia das regiões mineradoras. O ciclo de mineração está se encerrando, por exemplo, em cidades como Itabira e Ouro Branco. Temos que investir nestas cidades para que elas encontrem outra atividade econômica.

Como a campanha pode ajudar?

Aécio Neves – É a mobilização da sociedade que vai fazer com que a mudança seja aprovada. Como disse, o governo federal não demonstrou até agora vontade de ajudar o Estado nesta questão e nem de enfrentar o lobby das mineradoras.

Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as mineradoras, se opõe abertamente à mudança nos royalties, alegando que as mineradoras perderiam competitividade.

O Ibram sabe que as mudanças virão de uma forma ou de outra. Então, é melhor que venham agora, com a participação e entendimento de todas as partes. Sabemos que as mineradoras tem um lobby forte no Congresso, mas elas também terão que compreender a importância do projeto. Estive com o presidente da Vale, Murilo Ferreira, e mostrei a ele a importância do assunto. Precisamos compreender que se trata de um projeto fundamental para os estados mineradores. Hoje, perdemos duas vezes: com os royalties baixos e com a isenção de ICMS sobre as exportação de minério. Então, não estamos pedindo nenhum favor às mineradoras. Acredito que elas podem abrir mão de R$ 1 bilhão ou R$ 2 bilhões de seus lucros.

Como estão as negociações no Senado?

Aécio Neves – Não conseguiremos votar o projeto antes das eleições. Mas acredito que estará aprovado no Senado e na Câmara dos Deputados até o final do ano. Para isso, precisaremos de uma grande mobilização social.

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Aécio: grandes reformas continuam por fazer

Aécio: grandes reformas continuam por fazer – Senador criticou Governo do PT pela falta de discussão para redução da carga tributária.

 Aécio: reformas – gestão deficiente

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Senador Aécio Neves: “O ideal seria que o governo gastasse menos com a estrutura do Estado para gastar mais com as pessoas” 

Governo perdeu a capacidade de iniciativa, diz senador Aécio Neves

 Aécio: grandes reformas continuam por fazer

Aécio: grandes reformas continuam por fazer – Senador criticou Governo do PT pela falta de discussão para redução da carga tributária.

Governo Federal não apresentou qualquer medida estruturante para enfrentar os gargalos de crescimento do Brasil, na avaliação do senador Aécio Neves. O senador acredita que o governo do PT perdeu a capacidade de iniciativas consistentes e tem apresentado apenas medidas paliativas, voltados para setores específicos, sem se dispor a discutir com o Congresso Nacional as grandes reformas que o Brasil necessita.

“O que estamos percebendo é que a crise econômica se agrava, os problemas estruturais do Brasil são os mesmos, os gargalos para o crescimento maior da economia continuam até agora inalterados, intocados e isso nos deixa, infelizmente, com cenário sombrio pela frente. Lamentavelmente, o governo Dilma perdeu a capacidade de iniciativa e se não fez nos dois primeiros anos, infelizmente, acho muito difícil que possa fazer nos últimos anos”, afirmou o senador Aécio Neves em entrevista em que faz um balanço do primeiro semestre deste ano.

Para o senador Aécio Neves, o atual cenário econômico do país – com fraco desempenho da indústria nacional e do PIB de 2012 – exige medidas mais consistentes e estruturantes do governo federal.

“O governo prefere gastar muito tempo com medidas paliativas do que discutir com o Congresso Nacional reformas mais profundas, reformas que permitam, por exemplo, espaço fiscal para diminuição da carga tributária, não setorialmente, não para aqueles segmentos da economia mais organizados ou com cadeia mais adensada, ou mesmo com maior poder de pressão”, criticou o senador Aécio Neves.

Gastos com a máquina pública

senador Aécio Neves alerta para a necessidade de o governo enxugar seus gastos com custeio da máquina, que vem crescendo ano a ano.

O alerta é para investir mais nas atividades-fins dos poderes públicos, atender a população em saúde, segurança e educação.

“O ideal seria que o governo voltasse a fazer aquilo que é regra em todas as  economias que crescem consistentemente no mundo: gastar menos com a estrutura do Estado, para gastar mais com as pessoas. O peso da máquina pública no Brasil vem se agigantando ao longo dos últimos anos. Por incrível que pareça, há muitos anos o Brasil vem vendo os seus gastos correntes avançarem num patamar superior ao que cresce a própria economia e isso é uma conta que não fecha. Infelizmente, estamos sempre repetindo a velha receita do mais do mesmo, sem nenhuma medida, repito, estrutural. E, no momento em que a situação econômica externa se agrava, com consequências no Brasil, o governo se vê amarrado na sua própria armadilha”, salientou o senador Aécio Neves.

Para o senador Aécio Neves, é preciso ficar atento ao processo de desindustrialização que vem ocorrendo no Brasil, e que ele considera “gravíssimo”, lembrando que o país está voltando à década de 50, quando era exportador de commodities. Por outro lado, o senador critica ainda a falta de apoio do governo federal a estados e municípios.

“É perceptível que há uma paralisia absoluta do governo, uma má gestão generalizada em praticamente todas as áreas, e uma omissão do governo em áreas fundamentais, como saúde e segurança pública, onde  o governo federal gasta, cada vez menos, do que gastam os estados e municípios”, disse o senador.

Transcrição da entrevista concedida pelo senador Aécio Neves

Qual o balanço que o senhor faz desse primeiro semestre?

Aécio Neves – Um ano confuso onde o governo federal, mais uma vez, peca por não ter iniciativas consistentes, iniciativas estruturais, as grandes reformas continuam por fazer. A agenda de hoje é a mesma agenda de 10, 15 anos atrás.

Assistimos a um primeiro ano da presidente Dilma, um ano onde ela se viu quase que o tempo todo dedicada a substituir ministros acusados de desvios, de corrupção.

Neste segundo ano, com a criação da CPMI, uma boa parte do trabalho legislativo fica também comprometido. Acho que o governo, que já entrará após o período eleitoral, que comprometerá em parte também o segundo semestre, e já na última metade do mandato, sabemos que as grandes questões, questões relativas, por exemplo, a uma reforma previdenciária, a questão tributária, a própria reforma política, são questões que devem ser enfrentadas no início de um mandato, no início de um governo, ou pelo menos na primeira metade de um governo.

O que estamos percebendo é que a crise econômica se agrava, os problemas estruturais do Brasil são os mesmos, os gargalos para o crescimento maior da economia continuam até agora inalterados, intocados e isso nos deixa, infelizmente, com cenário sombrio pela frente.

Lamentavelmente, o governo Dilma perdeu a capacidade de iniciativa e se não fez nos dois primeiros, infelizmente, acho muito difícil que possa fazer nos últimos anos.

Senador Aécio Neves, a indústria vem caindo mês a mês. A previsão do PIB era de 7,5% agora é de menos de dois, tem gente que diz que vai ser menos de 1%. Como o senhor avalia esse cenário?

Aécio Neves – Na verdade, as previsões do governo têm se mostrado absolutamente distantes da realidade, Desde o primeiro ano as previsões eram muito acima daquilo que se efetivou.

O governo prefere gastar muito tempo com medidas paliativas do que discutir com o Congresso nacional reformas mais profundas, reformas que permitam, por exemplo, espaço fiscal para diminuição da carga tributária, não setorialmente, não para aqueles segmentos da economia mais organizados ou com cadeia mais adensada, ou mesmo com maior poder de pressão.

O ideal seria que o governo voltasse a fazer aquilo que é regra em todas as economias que crescem consistentemente no mundo: gastar  menos com a estrutura do Estado, para gastar mais com as pessoas.

O peso da máquina pública no Brasil vem se agigantando ao longo dos últimos anos. Por incrível que pareça, há muitos anos, o Brasil vem vendo os seus gastos correntes avançarem num patamar superior ao que cresce a própria economia e isso é uma conta que não fecha. Infelizmente, estamos sempre repetindo a velha receita do mais do mesmo, sem nenhuma medida, repito, estrutural.

E no momento em que a situação econômica externa se agrava, com consequências no Brasil, o governo se vê amarrado na sua própria armadilha.

Eu não espero, lamentavelmente, nenhuma medida de fora, de vigor, que permita a economia e, principalmente, a indústria brasileira crescer com o vigor que deveria crescer.

Na verdade, vivemos mais um gravíssimo processo de desindustrialização do Brasil. Estamos voltando ao que éramos na década de 50, de exportadores de commodities, e é perceptível que por, outro lado, há uma paralisia absoluta do governo, uma má gestão generalizada em praticamente todas as áreas, e uma omissão do governo em áreas fundamentais, como saúde e segurança pública, onde o governo federal gasta, cada vez menos, do que gastam os estados e municípios.

Aécio: Reformas – gestão deficiente – Link da matéria: http://www.jogodopoder.com/blog/aecio-neves-politica/aecio-grandes-reformas-continuam-por-fazer/#ixzz21mphFAJO

Aécio Neves: avanços no tratamento da aids

Aécio Neves: artigo do senador fala sobre avanços no tratamento da aids e lembra ações do governo Fernando Henrique na quebra de patentes.

Aécio Neves: artigo do senador

 Aécio Neves: avanços no tratamento da aids

Aécio Neves: artigo do senador comenta os avanços no tratamento da Aidsno governo Fernando Henrique

Fonte: artigo senador Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Guerra contra a Aids

Aécio Neves: artigo do senador – Passadas três décadas da eclosão da Aids, com sua marcha trágica de milhões de vítimas fatais pelo planeta afora e uma mudança de comportamento sem precedentes, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um balanço que permite enxergar o cenário com mais otimismo. O lema atual lançado é “Juntos vamos eliminar a Aids“, um apelo impensável nos anos 80, quando o tempo de vida dos soropositivos era de apenas cinco meses, em média.

De acordo com o relatório do Unaids, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids, houve uma queda de 24% no número de mortes causadas pela doença entre 2005 e 2011, quando se registraram, respectivamente, 2,2 milhões e 1,7 milhão de óbitos. No horizonte até 2015, a meta agora consiste em atingir 15 milhões de pessoas com o tratamento antirretroviral no mundo, o que representaria a sua universalização em apenas três anos. Pretende-se também zerar a transmissão do vírus entre mães e bebês.

A história internacional de bons resultados obtidos no combate à Aids deve muito à experiência brasileira. Não se trata de uma afirmação meramente ufanista. Os fatos estão reconhecidos internacionalmente na comunidade científica e nos governos.

Nos anos 90, no governo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, firmou-se uma política de distribuição gratuita de antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Registre-se também, nesse período em que José Serra era ministro da Saúde, a atuação firme do Brasil no confronto com os grandes laboratórios farmacêuticos privados internacionais, no episódio da ameaça de quebra das patentes e em defesa do direito de obtenção dos remédios do coquetel anti-Aids a um preço mais barato.

De uma maneira geral, o país soube manter-se no bom caminho, aliando inovação com determinação na dura batalha contra a doença e o preconceito gerado em torno dela. A saúde é a área da administração pública que talvez mais se preste à união de esforços acima de diferenças políticas, ideológicas ou partidárias. O engajamento brasileiro na luta contra a Aids deveria ser elevado a motivo de orgulho nacional.

Vejam o que disse Michel Sidibé, diretor executivo do Unaids, ao divulgar o relatório do órgão e abordar os desafios atuais: “Esta é uma era de solidariedade global e responsabilidade mútua”. Infelizmente, trata-se de uma afirmação aplicável a poucos temas nas sempre conturbadas relações entre os países.

Entretanto, se há luz no fim do túnel, o tamanho do inimigo continua a assustar. Em 2011, nada menos que 34,2 milhões de pessoas viviam com Aids no mundo todo, entre elas 4,9 milhões de jovens. O alerta continua bem aceso.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna

Aécio Neves: artigo do senador – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/56025-guerra-contra-a-aids.shtml