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Ações da Petrobras caem 14%, menor valor em 11 anos

Petrobras não tem o que comemorar em 2015: o ano mal começou e as ações da estatal já perderam R$ 17,7 bilhões em valor de mercado.

Denúncias de corrupção e mercado internacional afetam a Petrobras

Fonte: O Globo

Ação da Petrobras cai ao menor valor em 11 anos e já perdeu 14% em 2015

Bolsa fecha em queda de 2,05%; dólar chega a R$ 2,73 mas encerra valendo R$ 2,70

Petrobras não tem o que comemorar em 2015: o ano mal começou e as ações da estatal já caíram 14% na Bolsa, perdendo R$ 17,7 bilhões em valor de mercado em apenas dois pregões. Nesta segunda-feira, com preocupações sobre a Grécia e desaceleração na China e informações desencontrados do governo sobre ajustes na economia fizeram os papéis da petrolífera despencarem ao menor valor em mais de 11 anos, encerrando cotadas bem abaixo de R$ 9. Com a queda forte da companhia, a Bolsa brasileira inicia a semana em terreno negativo. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário local, caiu 2,05%, aos 47.516 pontos. Já no mercado de câmbio, o dólar comercial avançava 0,59% ante o real, a R$ 2,707 na compra e a R$ 2,709 na venda. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a valer R$ 2,732.

Na Grécia, a preocupação é que a crise política gere instabilidade na região, e já se especula a saída do país da União Europeia. Já na China o temor dos investidores é de uma desaceleração ainda maior na economia do país asiático. Essa redução no ritmo de crescimento tem afetado fortemente o preço de commodities, o que prejudica os países emergentes exportadores de matérias-primas, como o Brasil.

O euro caiu ao seu menor valor contra o dólar em quase nove anos. Além do temor de uma saída grega, a moeda é pressionada pelas especulações de que o Banco Central Europeu (BCE) está próximo de iniciar um grande programa de compra de ativos para estimular a economia. No meio da tarde, a moeda europeia caía 0,7% frente à divisa americana, a US$ 1,191. O euro chegou a valer a US$ 1,186, menor valor desde março de 2006.

É o menor preço das commodities, além das denúncias de corrupção no âmbito da Lava Jato, que tem prejudicado o desempenho das ações da Petrobras, que já aprofundaram a queda no início da tarde. O preço do petróleo tipo Brent opera novamente em queda, abaixo dos US$ 54 o barril. Os papéis preferenciais da estatal fecharam em queda de 8,01%, a R$ 8,61, e os ordinários recuaram 8,11%, a R$ 8,27 — o menor valor desde 30 de setembro de 2003, quando fechou valendo R$ 8,23. O valor de mercado da companhia é de R$ 109,7 bilhões.

— A principal força negativa nos mercados hoje é a cotação do petróleo, que cai com as perspectivas negativas de crescimento global e com o fato de os EUA prever se tornar exportador de petróleo, algo inédito — explicou Maurício Pedrosa, estrategista da Queluz Asset Management.

— A Petrobras é afetada, além do preço do petróleo, pelo fato de não haver qualquer alteração nos seus quadros mesmo diante de situação tão grave. A sensação que dá é que, quem investe na companhia no longo prazo, está investindo no escuro — analisou Alvaro Bandeira, sócio da Órama.

Além dos fatores externos, Adriano Moreno, estrategista da Futura Invest, destaca uma influência negativa interna sobre o mercado.

— Pegou muito mal a presidente Dilma ter desautorizado o ministro do Planejamento sobre mudanças no cálculo do reajuste do salário mínimo. Isso aconteceu logo na virada do ano e deixou a sensação de que talvez a autonomia da nova equipe econômica será limitada — afirmou o analista.

No final de semana, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, precisou divulgar uma nota afirmando que a política de reajuste não será alterada após a presidente Dilma Rousseff demonstrar descontentamento com as declarações.

“Em 24 horas a presidente já começou a tirar a autoridade dos principais ministros. Preocupante, até porque o salário mínimo tem crescido acima do aumento de produtividade dos trabalhadores brasileiros”, afirmou, em relatório a clientes, os analistas da Yield Capital.

Apesar das pressões negativas, Adriano Moreno acredita que a Bolsa brasileira tem pouco espaço para cair mais nos próximos dias, uma vez que já vem de uma queda de 3% no primeiro pregão do ano, na sexta-feira.

SETOR DE EDUCAÇÃO SOFRE COM MUDANÇA NO FIES

Apesar de a valorização do dólar ter sido global, mudanças no programa de intervenção do Banco Central também contribuíram internamente para a tendência. O BC anunciou no fim de dezembro que reduziria em 2015 de US$ 200 milhões para R$ 100 milhões a oferta diária de contratos de swap cambial — operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro e que busca desvalorizar a moeda estrangeira. O BC também disse que o programa vai vigorar por pelo quatro meses, em vez dos seis meses de a renovação que a autarquia vinha promovendo.

Entre as ações, o Ibovespa operou em queda generalizada, com praticamente todas papéis registrando desvalorização. Depois da Petrobras, a principal contribuição negativa veio da rede de universidades Kroton, que caiu 6,35%. As companhias do setor de educação são afetadas pela mudança nas regras do Fies, programa de financiamento universitário do governo federal. A partir deste ano, os estudantes precisarão atingir pelo menos 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não zerar a redação para conseguirem o financiamento. O programa responde por uma parcela importante das receitas das universidades privadas. A ação da Estácio caiu 5,71%.

Em cenário negativo para a economia global, a Vale registrou queda de 1,50% (ON) e 1,07% (PN). Outras “blue chips” (ações mais líquidas e importantes da Bolsa) também pressionaram o índice. A Ambev recuou 2,19%. O Banco do Brasil caiu 2,08%.

Entrevista: Aécio comemora aliança com Marina neste segundo turno

Aécio: “Estou extremamente feliz com apoio de Marina Silva e que, esse apoio tocará fundo no coração de milhões de brasileiros”.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Assuntos: Nossa Senhora Aparecida; apoio de Marina Silva e do PSB; ações de governo

Fala inicial

Quero, em primeiro lugar, dizer da minha alegria de estar aqui na casa da mãe do Brasil, a nossa padroeira Nossa Senhora de Aparecida. Tive um problema com o tempo e não consegui chegar para a missa, mas me sinto realizado poder estar aqui pedindo as bênçãos para Nossa senhora, nessa travessia que nos levará a um Brasil mais justo, mais solidário, onde não prevaleça a tentativa da divisão entre irmãos. Ao contrário, leve a um país cada vez mais próspero, mais unido, com menos diferenças entre as classes sociais, entre as regiões. Para mim é uma alegria poder mais uma vez estar aqui recebendo as bênçãos da nossa padroeira. Devo iniciar essas minhas palavras, agradecendo de forma muito sincera a manifestação que acaba de ocorrer em São Paulo da candidata Marina Silva de apoio a nossa candidatura e declaração do seu voto pessoal.

Marina representa o sentimento de uma parcela muito expressiva da sociedade brasileira que quer voltar acreditar na política como um instrumento de transformação da vida das pessoas. E agora no segundo turno, já que esta foi a vontade de uma parcela importante da população brasileira, no momento que lá chego, venho recebendo apoios sucessivos de forças políticas que se somam a nós nessa caminhada e a chegada de Marina. A meu ver, constrói aquilo que é essencial. Constrói o novo momento da nossa candidatura, de forma definitiva. Com a chegada de Marina Silva, dos seus valores, do seu imenso amor ao Brasil, da sua história de vida, a minha candidatura não é mais a candidatura de um partido político, não é a candidatura sequer de uma aliança partidária. É uma candidatura que representa o profundo sentimento de mudança que hoje se alastra pela sociedade brasileira. Saberei conduzir esta bandeira. Com dignidade, retidão e com coragem porque o que está em jogo não são a eleição de um candidato, a derrota de uma candidata ou vice- versa. O que está em jogo é algo muito mais valioso. É a possibilidade de o Brasil reencontrar-se com seu próprio futuro. É a possibilidade de o Brasil encerrar este ciclo perverso de governo que aí está, que fracassou na economia, na gestão do estado, na busca pela melhora dos nossos indicadores sociais e o que é mais grave, nos exemplos éticos e morais que deveria dar aos brasileiros para podermos iniciar um novo e virtuoso ciclo, onde a decência e a eficiência possam caminhar juntas. Hoje sob as bênçãos da nossa padroeira. É um dia glorioso para nossa caminhada.  Recebo com muita emoção e com enorme responsabilidade a manifestação da companheira Marina Silva. A partir de agora somos um só corpo, um só projeto em favor do Brasil e em favor dos brasileiros.

Conversas com Marina Silva

Recebo com enorme alegria a manifestação que houve [hoje]. Ontem [11/10] à noite conversei por telefone com a candidata Marina que antecipava a sua decisão. Obviamente não cabia a mim anunciá-la antes dela própria. Pelo contrário, respeitar o seu tempo. Ela é representante de um segmento de pensamento na sociedade brasileira e, obviamente ela teve as etapas de conversas com aqueles que acompanham, que acompanharam. Teve uma votação extremamente expressiva e, obviamente, quis como é da sua natureza dar satisfação ouvir aqueles que a seguem e eu fico muito feliz de que sem qualquer tipo de pressão ela tenha tomado a decisão no tempo certo. É uma decisão que engrandece a boa política brasileira e acredito que nós iniciamos já essa reta final e decisiva do segundo turno demonstrando que o Brasil tem possibilidades não apenas de vencer o atual governo que ai está, que demonstra desespero em todas as suas ultimas ações para se manter no poder como temos as melhores condições para governar juntos o Brasil.

Convergências entre os programas de governo de Aécio e Marina

O nosso plano de governo é absolutamente convergente. Na verdade, um plano de governo, sabem disso os mais experientes que eu aqui, mas não mais velhos também um pouco, mas mais experientes, com certeza, Serra e Geraldo Alckmin, que um plano de governo é uma obra em permanente construção. Ninguém pode ter um plano de governo pronto e acabado para demandas que também não cessam que são crescentes e se renovam. Então houve uma convergência muito natural à valorização das ações sociais, nosso compromisso com a manutenção das políticas sociais, a nossa luta permanente pelo desenvolvimento sustentávele emoldurar isso mais uma vez o nosso absoluto e definitivo compromisso com a democracia, com as liberdades coletivas com as liberdades individuais e com a liberdade de imprensa. Tudo isso nos aproximou. Foi algo feito com absoluta tranquilidade. O documento que ontem anunciei em Recife e aqui uma palavra também pública de agradecimento à manifestação, não apenas do PSB nacional e local que eu já havia feito, mas à Renata Campos, viúva do meu amigo e do nosso amigo Eduardo Campos, e de toda a sua família foram pra mim um momento extremamente marcante. Portanto, essa construção foi feita com muita naturalidade e o programa de governo que eu defendo é muito próximo daquilo que Marina sempre defendeu. Hoje é um dia glorioso para a nossa caminhada rumo à Presidência da República.

Participação de Marina Silva na campanha

Acabo de receber uma manifestação dessa dimensão, dessa grandeza, não cabe a mim manifestar absolutamente mais nada. Estou extremamente feliz com esse apoio e que tocará fundo no coração de milhões de brasileiros, eu tenho absoluta certeza disso.

Fim da reeleição e mandato de cinco anos

Eu defendo há muito tempo o mandato de cinco anos coincidentes sem a reeleição. Portanto, essa proposta que consta desde as diretrizes do nosso programa de governo e permanece. E é convergente também com o que propunha Eduardo Campos e o que propõe hoje Marina Silva. Não houve mudança de absolutamente nada. O que houve foi uma valorização de determinados aspectos, de determinados temas, demos a eles uma luz maior nesse momento da caminhada, e foi um acordo programático em favor do Brasil. Essa realmente é a boa política que se pratica no Brasil hoje, não posso dizer a mesma coisa no outro campo.

Apoio dos católicos a Aécio Neves

Tenho dito sempre que o Estado é e deve ser sempre laico. Cabe a cada um de nós manifestarmos a nossa fé da forma que acharmos adequado. Certamente a presidente deve ter tido outros compromissos. Mas, eu pessoalmente estou muito, mas muito, honrado de estar aqui hoje e podem ter certeza, para mim, pro meu coração é algo muito confortante. Eu vou continuar essa minha caminhada sempre tendo como companheira de viagem a minha fé cristã, meus valores que sempre preguei e sempre pratiquei os valores da família e fiz questão de vir com a minha esposa Letícia aqui hoje. E o que posso dizer para vocês é que saio daqui revigorado. Cada vez que saio daqui dessa catedral, dessa basílica. Já recebi as primeiras bênçãos [referindo-se ao apoio de Marina Silva e do PSB]

Ataques do PT

Estamos vendo uma candidata desesperada, à beira de um ataque de nervos. Os ataques que ela tem a me fazer, na verdade, estão no meu currículo. Eu ocupei todos os cargos públicos com extrema dignidade, aqueles os quais fui nomeado, e aqueles que, durante trinta anos, eu ocupei pelo voto popular. Uma trajetória muito diferente, poderíamos dizer até opostos à dela, que construiu toda a sua vida pública por indicações. Não considero isso um demérito, talvez a grande diferença seja que, em todos os cargos que ocupei, seja eles eleitos ou por indicação, eu os honrei, agi com dignidade e com decência. Não podemos dizer a mesma coisa dos indicados da presidente da República, que podem escolher a área. Se não tiver te ocorrendo nenhuma, podemos escolher a Petrobras mesmo.<

Primeiras ações de seu governo

[Quero] resgatar a confiança dos brasileiros na política e nos seus governantes. Nós temos um conjunto de desafios a enfrentar na economia. O principal deles é resgatar a credibilidade perdida do Brasil para que ela nos ajude a recuperar investimentos, a controlar a inflação e a recuperar o crescimento da nossa economia. Uma simplificação do sistema tributário é absolutamente urgente no país, e o início da discussão para a votação de uma Reforma Política me parece também absolutamente necessárias, até para facilitar a discussão de outras questões relevantes. Vamos reorganizar o Estado brasileiro, substituir esse absurdo e nefasto aparelhamento da máquina pública, que gera ineficiência e desvios sucessivos, pela meritocracia, pela qualificação das pessoas. Nós vamos fazer com que o Estado volte a apresentar resultados, nós vamos permitir que a previsibilidade possa nos aproximar de um horizonte mais tranquilo em relação aos indicadores econômicos. Tenho absoluta certeza que nós vamos trabalhar muito – e eu farei isso ao lado de Geraldo Alckmin, ao lado de José Serra, no Senado, nossos parlamentares -, para reconstruir a federação no Brasil. O Brasil se transformou, ao longo dos últimos anos, em um Estado unitário, em que apenas a União tudo pode, tudo tem e tudo decide, e um país das dimensões do Brasil  não pode ser governado de uma forma tão centralizada.

Ruy Barbosa, Serra, dizia quando a Proclamação da República, que o Império ruíra não por ser Império, mas por não ter uma visão federalista do Brasil, ele se dizia, inclusive, federalista antes até de ser republicano. Precisamos reorganizar, governador Geraldo, e isso faremos isso em parceria com a sua experiência, com sua inspiração, a federação para que os Estados e municípios readquiram as condições deles próprios enfrentarem suas demandas crescentes. Equilibrar a federação será também uma das nossas principais prioridades.

Aécio: Armínio Fraga será ministro da Fazenda

Armínio Fraga: “Estamos assumindo o compromisso de ter metas bem definidas, calculadas de maneira transparente, sem uso de artifícios.”

Entrevista com Armínio Fraga

Fonte: O Estado de S.Paulo

Armínio Fraga aposta em responsabilidade fiscal para reduzir ‘nível de incerteza’ do País

Nome de economista foi anunciado pelo candidato Aécio Neves para assumir Ministério da Fazenda em caso de vitória

Enquanto a candidata Marina Silva (PSB) gera dúvidas sobre a condição de sua eventual política econômica, o concorrente ao Planalto do PSDBAécio Neves, anunciou na noite desta terça-feira, 26, que, se eleito, o economista Armínio Fraga será seu ministro da Fazenda. A ideia é se diferenciar da adversária e passar um clima de previsibilidade ao mercado. O ex-presidente do Banco Central falou nesta quarta, 27, ao Estado e reafirmou sua política ortodoxa – no início do ano, chegou a dizer que o salário mínimo do Brasil havia subido demais. Nesta entrevista, disse que a responsabilidade fiscal é compromisso dos tucanos para reduzir “o nível de incerteza” no País.

O que haverá no seu ministério da Fazenda que não existe na pasta atualmente?

Um compromisso firme com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa foi uma grande conquista que não aconteceu da noite para o dia, mas que foi cristalizada na Lei de Responsabilidade Fiscal. Com certeza, nós estamos assumindo o compromisso de ter metas bem definidas, calculadas de maneira transparente, sem uso de artifícios ou de despesas não recorrentes. De forma que isso dê tranquilidade para que as pessoas aqui no Brasil reduzam o nível de incerteza e que isso ajude a construir as condições para termos no País uma taxa de juros mais normal e para valer, de maneira sustentável, não voluntarista. Isso contribuiria muito para fazer essa economia funcionar melhor.

O tema da transparência também é muito importante. Precisamos ter o orçamento que seja um só. Que não tenhamos orçamentos espalhados por outras áreas de governo, como em bancos públicos. Que ele seja computado de uma forma que cumpra com seu papel político e democrático. Ser um fórum – e apenas um – de discussão da sociedade, sobre o que fazer com os recursos. Isso dá a eficiência do ponto de vista econômico e dá também uma melhor governança para o País.

Com o que o senhor se compromete, o que não terá no seu ministério?

Falta de transparência, criatividade contábil, decisões que propõem muito peso no curto prazo em detrimento do bem maior a médio e longo prazo. Um exemplo que vem acontecendo é desenhar os leilões de concessões de uma forma para maximizar receita em vez de ter uma visão mais completa de longo prazo. É preciso observar a eficiência do preço na economia como um todo e, obviamente, também em relação ao que é bom para o consumidor.

Há uma crítica de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não teria autonomia suficiente para conduzir a pasta por causa da ascendência da presidente Dilma Rousseff sobre o ministério. Em um eventual governo Aécio o senhor como ministro teria mais liberdade para trabalhar?

Todos os ministros se reportam ao presidente, trabalhando com aquilo que ele determinar. No dia a dia da gestão do ministério haveria, sim, independência, mas muitas das decisões são de natureza política. É evidente que o presidente definiria quais seriam as metas, como por exemplo de superávit primário e outras mais qualitativas, como dereforma tributária. Caberia ao Ministério da Fazenda tratar de atingir essas metas. É um aspecto absolutamente central de uma democracia que o orçamento seja discutido dentro do Executivo e do Legislativo também. O Ministério da Fazenda faz muitas outras coisas, como agenda de reformas microeconômicas importantes para o crescimento. Elas seriam conduzidas pela Fazenda e também com outros ministérios. Como por exemplo, temas do mundo do crédito, várias dimensões do custo Brasil, itens da infraestrutura, mercado de capitais, etc.

Como o senhor escalaria a sua equipe no Ministério da Fazenda?

Vamos ter gente com experiência de fato comprovada em várias dessas áreas que são notoriamente difíceis, como Tesouro, área internacional, áreas de política econômica. Precisamos ter pessoas com competência, energia e com um alinhamento de visão do mundo, uma visão moderna, século 21. Além da experiência, trazer pessoas mais jovens. Tem muita gente na faixa dos 30 e dos 40 anos que traz energia, uma perene abertura para ideias novas. Estou em contato com gente que quer colaborar, não só com sugestões, mas que quer arregaçar as mangas e ir para Brasília.

Como seria a política do salário mínimo do governo Aécio?

A política de aumento real do mínimo continua (com o atual modelo, que leva em conta o PIB). São palavras do próprio Aécio.

Propostas Aécio: retomada do crescimento da economia

Aécio disse que pessoalmente é otimista com relação à potencialidade do País e em resgatar a capacidade de crescimento da economia.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas 

País poderá retomar crescimento sustentável, diz Aécio

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, rebateu neste domingo, 3, a estratégia que vem sendo utilizada pela presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT), sua adversária nesta corrida presidencial, de taxar a oposição de pessimista. Após caminhada no centro de São José dos Campos, Aécio disse que pessoalmente é otimista com relação à potencialidade do País e em resgatar a capacidade de crescimento da economia e do desenvolvimento da sociedade brasileira. “Contudo, a incapacidade do atual governo para sinalizar um cenário melhor para o futuro é a razão do pessimismo não apenas da oposição, mas dos empresários e de vários setores da economia, basta olhar os índices da FGV.”

Segundo o tucano, o discurso da oposição não pode ser classificado de pessimista, simplesmente porque reflete, no seu entender, a realidade que o País vive atualmente. “O governo petista fracassou na gestão do Estado, o Brasil é hoje um cemitério de obras paradas e eles (PT) fracassaram não apenas na economia, mas na educação, saúde e outras áreas essenciais. Vivemos um quadro de estagflação e crescimento econômico pífio. Além disso, falta decência, eficiência e ousadia aos inquilinos que estão hoje no poder (governo petista)”, argumentou.

Para o candidato do PSDB, “o atual governo, pela incapacidade gerencial, pela incompreensão da verdade do mundo, pelo aparelhamento absurdo da máquina pública, permitiu que o Brasil viva hoje um cenário preocupante, que se reflete nos investimentos“. E destacou que todos aguardam o que vai acontecer nas eleições para saber o que irão fazer. E previu que sua eventual vitória nas urnas vai criar um ambiente adequado, com regras claras, marcos regulatórios compreensíveis e simplificação do sistema tributário para que o País possa, a partir de 2015, retomar um ciclo de crescimento sustentável por um longo período. “Cada vez mais eu me convenço de que isso é possível”, frisou.

Aécio visitou neste domingo o Mercado Municipal da cidade, situada no Vale do Paraíba, ao lado de correligionários tucanos, como o governador do Estado e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, o candidato ao Senado José Serra e o suplente José Aníbal, o vice em sua chapa, senador Aloysio Nunes Ferreira, o ex-governador Alberto Goldman, e líderes locais, como o ex-prefeito e deputado federal Emanuel Ferreira.

No mercadão, o presidenciável tucano comeu pastel e um pão de queijo. Indagado sobre a qualidade da iguaria mineira, disse que estava muito bom, “no padrão mineiro.” Cerca de 100 pessoas participaram da visita, que durou cerca de meia hora. Após essa agenda, as lideranças tucanas foram para o diretório da sigla na cidade, onde concederam entrevistas e fizeram breves discursos aos militantes.

sabatina na CNI: Aécio critica a política econômica do atual governo

Aécio Neves: “O atual governo perdeu a capacidade de garantir as condições básicas para a retomada do investimento”.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Sobre economia e superávit primário.

O Brasil só tem um caminho para o futuro: crescimento. O atual governo perdeu a capacidade de garantir as condições básicas para a retomada do investimento, algo fundamental para que possamos aumentar o crescimento da nossa economia. A verdade é que, a partir de 2009, o atual governo optou pelo estímulo ao consumo quase que exclusivamente através da oferta de crédito farto na economia, o que é importante, foi necessário, mas esqueceu da outra parte dessa equação, tão essencial quanto essa, que era a garantia da ampliação da oferta, através da criação de um ambiente adequado para os investimentos. Hoje, estamos com um crescimento do consumo no seu limite. Grande parte das famílias brasileiras hoje já está endividada e todos os investimentos de infraestrutura que deveriam ter ocorrido lá atrás, como alavanca também ao crescimento da nossa economia na outra ponta, deixaram de acontecer.

O que quero oferecer ao Brasil é um ambiente de segurança jurídica. Com a simplificação do nosso sistema tributário, que seria a primeira medida a ser tomada no início do nosso governo. Na verdade, focando na criação de um IVA a partir da diminuição dos mil e um impostos indiretos que estão aí. Resgate das agências reguladoras como um instrumento da sociedade, com a sua composição feita de forma meritocrática. Tudo isso, o choque de infraestrutura no Brasil, a partir da atração não apenas de capitais privados internos, mas criando a segurança jurídica necessária para a ação também de capital externo. Simplificação do sistema jurídico, estímulo a que as nossas empresas possam investir em inovação, com a criação inclusive de novos fundos. Isso, a meu ver, e o compromisso com a manutenção das regras, criará um ambiente propício para que nós possamos retomar a capacidade de investimento do país e voltar a crescer. Não teremos um 2015 fácil. Na verdade, 2015 já está, em boa parte, precificado pelo atual governo. Seja em relação à desorganização do setor elétrico, por exemplo, que precisará ser enfrentada, a própria situação da Petrobras, que precisará ser redefinida, qual que é o seu papel no desenvolvimento da economia brasileira. Hoje ela se transformou quase que exclusivamente em instrumento de política econômica do governo.

Tudo deve ser orientado, pela manutenção da solidez e dos nossos pilares macroeconômicos: metas de inflaçãosuperávit primário e câmbio flutuante. O superávit será o possível. Ele deverá sempre existir, mas será o possível. E será feito de forma, talvez essa seja a grande novidade, absolutamente transparente, diferente daquilo que ocorre hoje. Osuperávit de 1,9% alcançado no ano passado foi constituído na sua metade, praticamente, por receitas não recorrentes: Libra, R$ 15 bilhões, e Refis, cerca de R$ 20 bilhões. Esse é mais um resultado da alquimia contábil do governo, que contribuiu muito para a nossa perda de credibilidade.

Vamos buscar sim constituir sempre o superávit primário. Mas ele será transparente e será o superávit possível. Ao final, assumi hoje aqui como meta a ser alcançada pelo nosso governo, isso passa por essa nova ambiência de negócios que tem se habilitado no país, alcançarmos uma taxa de investimentos da nossa economia e do grupo privado em torno de 24% do PIB. Ousada, no primeiro momento, mas factível, realizável, se houver a mobilização do governo, do setor privado e, obviamente, a garantia de competitividade de setores como o industrial, que a perderam ao longo dos últimos anos.

Sobre política para o etanol.

Talvez uma das faces mais perversas da incapacidade que o governo teve de definir prioridades se dá exatamente na desorganização do setor de etanol, que atinge toda a cadeia, desde o plantador da cana em pequenos municípios brasileiros, em especial no Nordeste e mais especial ainda em Alagoas, pela sua tradição, até a indústria. O Brasil vive de desconfiança, que não é sem razão, desconfiança nos agentes públicos. Um dos exemplos talvez mais claros que justificam essa desconfiança foi dado no ano de 2008. Um ano em que, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o presidente Lula lançava o programa de desenvolvimento da indústria, e citava naquele instante o etanol como o melhor dos modelos de novas fronteiras que o Brasil tinha desenvolvido, e, portanto, um setor exemplar que obviamente viria a público no governo. De lá para cá, a equivocada política de regulação, de cruzamento de preços feito pela Petrobras, entre outras consequências negativas para o país e para a própria Petrobras, que tem hoje sua capacidade de investimento extremamente limitada, é exatamente com a desorganização do setor do etanol.

Mais de 40 usinas foram fechadas no Brasil nos últimos anos. 15 se encontram hoje em processo de liquidação judicial. Cerca de um milhão de empregos diretos e indiretos deixaram de ser gerados no país. Teremos o compromisso claro com o resgate do programa do etanol, com um programa absolutamente estratégico, do ponto de vista econômico, pelo que movimenta, do ponto de vista social, em especial pela sua empregabilidade, não apenas nas indústrias, mas também no campo, e do ponto de vista ambiental. O Brasil hoje vai na contramão do mundo.

O Brasil hoje subsidia combustíveis fósseis, algo inimaginável a um tempo atrás para um país que desenvolveu tecnologia, expertise, em um setor em que todo mundo buscava alternativas. Portanto, resgatar novas fontes de energia partindo, por exemplo, da biomassa, que apenas aquilo que São Paulo produz hoje poderia nos permitir a geração de energia equivalente a uma usina de Belo Monte. Isso tudo é uma demonstração clara da dimensão do equívoco, e no nosso governo haverá um diálogo com o setor, um compromisso grande com o resgate da sua capacidade de investimento, através de algo que se chama previsibilidade. Essa é a palavra mágica em falta hoje em várias ações do governo, em especial da condução da política econômica por todas as suas perversas consequências.

Na sabatina, o Sr. falou que o governo atual fez escolhas erradas. Quais?

São inúmeras. Poderíamos ficar a tarde toda aqui falando delas. Mas vou elencar algumas. A primeira começa antes do inicio desse governo. Próximo da segunda metade do segundo mandato do presidente Lula, quando começa a haver a flexibilização dos pilares macro econômicos. A inflação começa a ser tratada com certa leniência e começa a haver um processo de maquiagem no nosso superávit primário. Isso se agrava no governo da presidente, que opta desde a largada por uma ação absolutamente centralizadora. A característica desse governo não foi em hora alguma a do dialogo e impõe as decisões à sociedade e à economia brasileira de forma absolutamente unilateral.

Talvez o retrato mais nocivo dessa visão unilateral tenha sido a intervenção no setor elétrico brasileiro. Uma opção errada do governo por maiores que tenham sido os nossos alertas desde aquele momento. A pretexto da diminuição da conta de luz para indústria e para as famílias brasileiras, ela não foi pelo caminho mais fácil, que apontávamos como o adequado para a diminuição das contas de energia, que todos queremos, conta de energia mais baratas para as famílias, conta de energia mais competitiva para a indústria, que era a desoneração do PIS/CONFINS. Isso por si só poderia ter diminuído naquele instante, no final de 2012, alguma coisa, algo em torno de 5% as contas de luz e das famílias, dasindústrias brasileiras. Optou-se por uma descoordenada e desorganizada intervenção no setor e, hoje, já foram  R$ 53 bilhões do Tesouro, através de financiamentos com mesmo o fundo perdido, investido nesse setor. Dinheiro que poderia estar indo para fortaleceras ações nas áreas de segurança pública, na saúde, na educação ou mesmo em outros setores da economia. Essa foi uma decisão errada do governo.

A outra, vir diminuindo passo a passo, ano a ano, a participação do governo central no financiamento da saúde pública. O Governo do PT, quando assumiu o governo, a participação do governo federal era de 54%, no total do conjunto dos investimentos em saúde. Passaram-se onze anos, e hoje essa participação é de 45%. E quem menos tem? São as prefeituras, são aqueles que em maior parte da conta vem pagando.

Outra decisão absolutamente equivocada diz a respeito a nossa política externa. O Brasil optou por um alinhamento ideológico na condução da nossa política internacional, o que o afastou o Brasil de acordos bilaterais enquanto o mundo avança de forma celebre, de forma vigorosa nas custas desses acordos. E o tempo perdido em relação ao acordo com União Europeia, e mesmo com o enorme atraso, poderia ter sido efetivado esse ano, porque a própria União Europeia está negociando, por exemplo, com países como os Estados Unidos e parte do espaço que existiria lá para produtos, por exemplo, do agronegócio, estarão sendo ocupadas  por produtos de outros países. Esse é um exemplo de que na política o tempo é o bem mais valioso. E a ausência de ação do governo na busca de acordos bilaterais tem prejudicado nosso produto brasileiro.

A gestão centralizada do governo e a ampliação sem limites da estrutura do Estado brasileiro é outra decisão equivocada. A Presidente da República submete o Estado ao seu projeto de poder, se submetendo a pressões e negociações, junto a partidos políticos, a forças políticas com o intuito, mais recente, pelo menos, de ampliar seu tempo de televisão na disputa eleitoral. É, portanto, a agenda eleitoral se impondo à agenda do Estado brasileiro. Há algum tempo não temos uma presidência full time no Brasil. Temos uma candidata a presidente da República, essa sim, atuando full time.

Sobre corte de cargos comissionados.

 Estamos calculando que pelo menos um terço deles podem ser extintos imediatamente. E falo com autoridade de quem fez isso em Minas Gerais, reduziu o número de secretarias, extinguiu cerca de três mil cargos comissionados, acabamos com empresas públicas que não tinham qualquer razão para existirem e fizemos com que Minas Gerais se transformasse no melhor exemplo de gestão pública eficiente do Brasil. Minas, e esse é o modelo que podemos trazer para o plano nacional, é o único estado brasileiro onde 100% dos servidores têm metas a serem alcançadas e são avaliados em razão dessas metas e alcançadas essas metas são remunerados. Recebem um bônus no final do ano correspondente a mais um salário.

Para mostrar o que significou, exemplificar a importância disso, o que nos trouxe hoje a ter a melhor educação fundamental do Brasil, a melhor saúde de toda região Sudeste segundo os ministérios do governo federal e o maior conjunto de experiências de parcerias com o setor privado também em execução no Brasil, começa pela área da saúde, passa pela área de saneamento, chega a área rodoviária e alcança a área prisional. Minas tem hoje as principais e ainda únicas experiências de Parceiras Público Privadas na área prisional, algo também que pode alcançar o governo federal.

Sobre corte de ministérios.

Se eu tivesse esse desenho certamente teria um prazer enorme de antecipá-lo, mas não temos. Temos uma determinação de diminuir para algo em torno da metade dos 39, podia se ter um número fixo, mas algo muito próximo da metade. Quando o presidente Fernando Henrique deixou o governo, nós tínhamos se não me engano 23 ministérios. Existe um estudo da Universidade de Cornell, nos EUA, que fique pelo menos para a inspiração dos senhores, feito em mais de 100 países ao redor do mundo, que diz que os governos mais exitosos, mais eficientes são aqueles que têm alguma coisa entre 21 e 23 ministérios, portanto esse me parece uma boa inspiração. Logo que esse desenho estiver pronto nós vamos apresentar para a sociedade brasileira. E o foco será a eficiência do estado nacional para nos contrapormos ao aparelhamento e a ineficiência as duas principais marcas do atual governo.

Aécio propostas: mudanças na política externa

Sabatina CNI: Aécio afirmou que  que seu compromisso será pelo realinhamento da política externa com a agenda comercial e não ideológica.

Eleições 2014

Fonte: Exame 

Aécio propõe mudanças na política externa

O candidato tucano afirmou que seu compromisso será pelo realinhamento da política externa com a agenda comercial “e não ideológica”

Após sua apresentação a empresários presentes no evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira, 30, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, teve de responder questionamento sobre o que pretende fazer para melhorar a situação do comércio internacional do Brasil.

O candidato tucano afirmou que seu compromisso será pelo realinhamento da política externa com a agenda comercial “e não ideológica”.

O tucano disse que será ágil caso ganhe as eleições “na busca do tempo perdido” com as negociações comerciais. “O Brasil ainda é uma economia fechada“, comentou Aécio.

O candidato afirmou ainda que é essencial estimular a internacionalização das empresas brasileiras, enfrentando a bitributação. E aproveitou para dizer que não cabe “a governo nenhum estabelecer taxa de retorno para quem queira investir”, mas apenas reconhecer o potencial de investimento. “Cabe ao governo estimular investimento com regras claras e sem o nefasto intervencionismo.”

Vinculação ideológica

Aécio também criticou a condução do atual governo na área de relações externas. Para o tucano, o comercio com outros países vem “sofrendo pelas amarras da vinculação ideológica”. “O Brasil vem perdendo oportunidade de avançar no entendimento com a União Europeia”, considerou.

O tucano defendeu a transição de Mercosul de união aduaneira para área de livre comércio: “O Mercosul hoje vem nos amarrando“, afirmou.

Sem dar detalhes, Aécio também ressaltou por vários momentos que é necessário criar “um arcabouço” para que se avance “em novo ambiente de negócios”.

“Estabilidade macroeconômica precisa ser resgatada no Brasil para que tenhamos ambiente de tranquilidade. É absolutamente essencial que governo busque isonomia maior entre setores da economia“, disse.

Uma das principais bandeiras do governo de Fernando Henrique Cardoso, o fortalecimento das agências reguladoras, também foi alvo de defesa do candidato. “O resgate das agências reguladoras parece urgente e possível de ser enfrentada nos primeiros dias de governo.”

Medidas impopulares

Citando o episódio em que foi criticado pelo PT por propor “medidas impopulares”, o candidato do PSDB afirmou que foi o governo dos petistas que adotou medidas impopulares.

“Essas políticas levaram ao crescimento pífio da economia e o recrudescimento da inflação que vem punindo os que menos têm”, declarou Aécio.

O tucano disse que, caso eleito, não lhe faltará coragem política desde o início do seu governo para propor mudanças. Dentre as medidas citadas por Aécio está a simplificação do sistema tributário e a compensação de créditos de forma ampla.

O candidato disse, no entanto, que só haverá espaço fiscal para reduzir a carga tributária no Brasil caso haja um “controle efetivo e claro do crescimento de gastos correntes do governo”. Segundo ele, na gestão da presidente Dilma Rousseff não há controle desses gastos e é necessário equilibrar esse índice com o do crescimento da economia.

Aécio Neves: Não dá mais para terceirizar responsabilidades

Para a candidato, PSDB tem a capacidade de gerar confiança aos agentes econômicos e administrativos do país.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Assuntos: eleições 2014; encontro com empreendedores sociais; economia

Para esse evento dou uma relevância enorme porque acho que o Estado brasileiro, governos de todos os níveis, tem que ter a humildade de reconhecer as experiências exitosas que o terceiro setor viveu e vive e aprender com elas. É o que estamos buscando aqui nesses nossos diálogos que se criam hoje. Acho que não é nem uma ONG. É uma organização que vai colocar no papel avanços do ponto de vista da legislação, do ponto de vista das relações, também com o setor privado, com as empresas na sua desburocratização. Na verdade, dando escala a experiências extraordinárias que essas entidades, ou que essas pessoas que aqui vieram, tiveram ao longo de duas décadas de atuação.

É algo novo. O Brasil desperdiça um potencial enorme que tem de experiências que resgataram gente do crime, que permitiu jovens fora da idade escolar voltarem à escola, pessoas a se qualificarem para entrarem adequadamente no mercado de trabalho, pra citar apenas alguns exemplos. É algo que me encanta e me anima muito nessa caminhada. Esses diálogos no Brasil são uma belíssima iniciativa na direção do novo, que o Brasil efetivamente busca.

Sobre a carta do Santander e declaração da candidata do PT Dilma. O Sr. acredita que há interferência do mercado no cenário politico-eleitoral?

De forma alguma. E não adianta o dirigente partidário questionar, cobrar demissões dentro de uma instituição financeira porque teriam que demitir, praticamente, todos os analistas de todas as instituições financeiras, porque todos eles são muito céticos em relação ao cenário da economia brasileira, se continua o atual governo.

O que o Santander fez foi explicitar isso. Não cabe a mim fazer qualquer comentário, se de forma adequada ou não. A resposta adequada do governo não é de questionamento de uma nota ou pedir que cabeças rolem. A resposta adequada do governo seria garantir um ambiente estável, de confiança, regulado, para que os investimentos pudessem voltar ao País, para que a inflação pudesse ser controlada, para que nós tivéssemos um crescimento da economia que não pífio que estamos vivendo hoje.

A verdade é que a resposta da presidente, vi isso há poucos dias em uma entrevista que ela deu, é da terceirização de responsabilidades. Não dá mais para terceirizar responsabilidades. No período Fernando Henrique e no período Lula tivemos um crescimento do Brasil muito próximo à média do crescimento da América Latina. No período da presidente Dilma, vamos crescer dois pontos a menos, em média, do que cresceu a América Latina. E o mundo está aí para todos. Por isso, o esforço do governo em desconhecer o período da presidente Dilma. Eles buscam fazer sempre, vocês devem ter percebido isso, uma avaliação em relação à soma dos períodos da presidente Lula e da atual presidente Dilma, como se não fossem dois governos. E, sem reconhecer que no período do presidente Lula, principalmente até a primeira metade do segundo governo, houve sim os reflexos da bendita herança do governo Fernando Henrique com a estabilidade da moeda, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, com o Proer, com as privatizações, complementado com um ambiente externo – aí sim reconheço, mais favorável.

Mas, o que acontece é que o período da presidente Dilma será lembrado como o período de pior crescimento da nossa economia em tempos recentes, de perda crescente da credibilidade, da confiança dos investidores. Basta você ver – pode sair da nota do Santander -, por exemplo, os indicadores da Fundação Getúlio Vargas dos últimos meses. A cada mês, aumenta o nível de desconfiança em relação ao Brasil. Seja na indústria, seja dos empresários da área de serviços, enfim, de todo o conjunto da economia.

E concluo essa longa resposta para dizer o seguinte: infelizmente, para o Brasil de hoje, quanto mais provável, eventualmente, estiver a reeleição da presidente, os indicadores econômicos serão piores. Quanto mais provável estiver a possibilidade da candidatura da oposição, melhora o ambiente e as expectativas de futuro que movem a economia. Disse ontem e repito: economia se move com expectativas. E esse governo perdeu a capacidade de gerar expectativas positivas na economia brasileira. E o Caged já está mostrando que, inclusive no emprego, os sinais também são muito preocupantes.

Sobre economia e candidaturas à Presidência da República.

Tenho muito respeito pela candidatura de Eduardo Campos, enquanto candidatura da oposição. Ele é uma alternativa da oposição, do nosso campo, cabe a nós fortalecermos a nossa, as nossas propostas, deixarmos que elas fiquem cada vez mais claras. E tenho muita confiança de que poderemos estar no segundo turno. Mas respeito à candidatura deEduardo. O que eu quis dizer [foi que] se aumentam a expectativa de vitória da presidente, o cenário, o ambiente econômico se deteriora, porque não há mais confiança. Ela perdeu a capacidade de gerar confiança nos vários agentes econômicos. Ao contrário, a nossa candidatura, a candidatura da oposição, acho que tem essa capacidade, até porque serão candidaturas que renovarão o ambiente econômico e administrativo do país.

Sobre o governador Geraldo Alckmin e a candidatura do PSB.

O que posso dizer é que, para mim, é extremamente honroso poder ter o apoio explícito, a linkagem da campanha do governador Alckmin com a nossa. Vocês são testemunhas disso. Hoje mesmo já falei duas vezes com o governador, temos falado sobre o programa de governo, sobre parcerias com São Paulo. É incrível como uma cidade da complexidade da capital, com toda a sua região metropolitana e o estado de São Paulo, não conte com apoio da União nas suas principais obras de mobilidade urbana, em especial a ampliação do Metrô, por exemplo. O que quero é resgatar uma parceria com o estado de São Paulo.

Para mim, é muito confortável a nossa situação hoje em São Paulo, isso já se reflete nas pesquisas. Pesquisas recentemente publicadas já mostram o empate da nossa candidatura com a da atual presidente, tendo ela um nível de conhecimento muito além do nosso. Na região Sudeste, já temos pesquisas internas que nos colocam na frente da presidente. E hoje fizemos uma grande reunião, que alguns de vocês acompanharam, mostrando o vigor das nossas alianças estaduais. Acredito que mesmo no Nordeste, região onde tivemos resultado ruim nas últimas eleições, avançamos para melhorar muito nosso desempenho. O que posso dizer é que estou extremamente feliz, estimulado com as adesões espontâneas que a nossa campanha vem recebendo. Estaremos no segundo turno e lá nos prepararemos para vencer as eleições.

Sobre sabatina da candidata do PT à Folha e declarações sobre o Mensalão.

Não é uma manifestação feliz da presidente. Acho que tudo tem que ser julgado, independente de a qual partido pertencem aqueles que são acusados. No caso do PT, não tivemos ainda foi uma palavra da presidente, se ela concorda com o ex-presidente Lula de que foi um julgamento político. O Supremo Tribunal Federal, todos sabem, é composto na sua maioria por indicações do atual ciclo de governo e condenou membros do partido. Por mais que isso incomode ao PT, é um fato. E falo muito pessoalmente, vocês se lembrarão, nunca torci por condenação de A ou pela condenação de B, mas venho de um estado que ensina muito cedo que decisão judicial se respeita e se cumpre.

Supremo Tribunal Federal condenou e eles estão cumprindo penas. Que isso sirva de exemplo para todos aqueles agentes públicos de todos os partidos. Aqueles que ainda estão com direito de se defender, que se defendam. Repito o que disse mais de uma vez: no caso do PSDB, se eventualmente alguém ligado ao partido ou filiado ao partido cometer algum delito e for punido por ele, não trataremos como heróis, como buscou fazer o PT. Até porque isso, do ponto de vista pedagógico, é um desserviço, sobretudo às novas gerações de brasileiros.