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Aécio estará na linha de frente da oposição ao Governo Dilma

“Hoje ele é a personificação do sentimento por mudança expresso por 48% da população”, afirmou Marcus Pestana, presidente do PSDB-MG.

Oposição mais forte

Fonte: Valor Econômico

Aécio buscará liderança da oposição

Quando voltar ao SenadoAécio Neves (PSDB-MG) não ficará limitado à “camisa de força” da atuação parlamentar se quiser manter seu nome na cabeça do eleitorado. A ideia é evitar que ele encarne figura de oposição frontal a qualquer proposta do novo mandato de Dilma Rousseff, mas que ao mesmo tempo seja o contraponto a seu governo.

Recluso com a família numa fazenda, Aécio ainda não se sentou com o PSDB para alinhar a atuação que ele terá no Senado e como presidente nacional do PSDB. Mas em seu partido lideranças apontam os passos que esperam vê-lo dar.

“Assim que voltar ao Senado, ele terá de ser muito mais o líder das oposições e o presidente do PSDB do que propriamente aquele senador que faz o embate do dia a dia”, disse ao Valor PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor, o presidente do PSDB de Minas, o deputado federal Marcus Pestana.

Para esse embate no SenadoPestana diz que o PSDB conta com nomes de destaque da bancada atual, como o de Aloysio Nunes Ferreira (SP) como outros da tropa recém-eleita que inclui Antonio Anastasia (MG) José Serra (SP) e Tasso Jereissati (CE).

Aécio não pode ficar preso na camisa de força parlamentar. A sociedade não acompanha a vida no Parlamento”, disse ele.

“Hoje ele é a personificação do sentimento por mudança expresso por 48% da população. Ele vai encarnar isso menos no Senado e mais na sociedade”, afirmou, referindo-se ao percentual de votos que o tucano obteve no segundo turno da eleição presidencial.

Ao fugir do confinamento do Senado, Aécio terá de buscar estar à frente de eventos, de campanhas temáticas e ajudando a mobilizar setores da sociedade, defende Pestana – numa opinião que coincide com a de outros parlamentares tucanos.

O esforço, segundo essa visão, é para manter Aécio na cabeça do eleitorado. “Temos que alimentar isso, mas sem precipitar as coisas pensando em 2018.”

O mandato de Aécio Neves como presidente do PSDB vai até maio de 2015. “Ele vai ocupar todo esse espaço de contraponto deste governo e não só na tribuna do Senado“, disse o presidente do PSDB paulista, o deputado federal Duarte Nogueira.

Durante a campanha, Aécio evitou dar indicações mesmo a tucanos próximos como seria sua atuação no caso de derrota. “Até a eleição, ele era senador e presidente do partido. O papel será diferente agora, de liderar todo esse time [da oposição] na fiscalização, cobrança de reformas, de medidas contra inflação e para crescimento econômico e na elucidação dos escândalos da Petrobras.”

Durante seus primeiros quatro anos de mandato como senador, Aécio não se destacou por ter sido o tucano que esteve à frente de grandes embates com o governo Dilma nem o orador de discursos mais virulentos na tribuna. Não é um papel que parece se encaixar em seu perfil, mas com o respaldo de mais de 50 milhões de votos para presidente, ele volta ao Senado com influência muito maior.

Ainda mais porque o período de lua de mel que Dilma poderá ter tende a ser muitíssimo menor do que quando foi eleita em 2010. Ela terá uma agenda econômica complicada associada aos escândalos da Petrobras.

Para o deputado Marcus Pestana, é chave traduzir o apoio que Aécio teve em ação partidária. “Não só com resistência [a medidas e ações do governo], mas também com atitudes propositivas”.

Ao lado da mulher e dos filhos pequenos, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deve tirar alguns dias de descanso em uma viagem para fora do país. Antes, porém, ele faz uma primeira parada na fazenda da família em Cláudio (MG).

Candidata derrotada no primeiro turno, Marina Silva (PSB) tende a manter a aproximação com Aécio. “Marina e Aécio conversaram muito na campanha e construíram uma ponte entre eles”, disse ontem o deputado Walter Feldman, aliado de Marina e uma das lideranças que trabalham na criação do Rede Sustentabilidade. Mas, acrescentou o deputado, ela deve caminhar com disposição de diálogo com o governo Dilma: “O partido será de oposição, crítico ao governo, mas aberto a construir uma agenda. Todos os partidos devem estar abertos a uma concertação.”

Entrevista: Aécio comemora aliança com Marina neste segundo turno

Aécio: “Estou extremamente feliz com apoio de Marina Silva e que, esse apoio tocará fundo no coração de milhões de brasileiros”.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Assuntos: Nossa Senhora Aparecida; apoio de Marina Silva e do PSB; ações de governo

Fala inicial

Quero, em primeiro lugar, dizer da minha alegria de estar aqui na casa da mãe do Brasil, a nossa padroeira Nossa Senhora de Aparecida. Tive um problema com o tempo e não consegui chegar para a missa, mas me sinto realizado poder estar aqui pedindo as bênçãos para Nossa senhora, nessa travessia que nos levará a um Brasil mais justo, mais solidário, onde não prevaleça a tentativa da divisão entre irmãos. Ao contrário, leve a um país cada vez mais próspero, mais unido, com menos diferenças entre as classes sociais, entre as regiões. Para mim é uma alegria poder mais uma vez estar aqui recebendo as bênçãos da nossa padroeira. Devo iniciar essas minhas palavras, agradecendo de forma muito sincera a manifestação que acaba de ocorrer em São Paulo da candidata Marina Silva de apoio a nossa candidatura e declaração do seu voto pessoal.

Marina representa o sentimento de uma parcela muito expressiva da sociedade brasileira que quer voltar acreditar na política como um instrumento de transformação da vida das pessoas. E agora no segundo turno, já que esta foi a vontade de uma parcela importante da população brasileira, no momento que lá chego, venho recebendo apoios sucessivos de forças políticas que se somam a nós nessa caminhada e a chegada de Marina. A meu ver, constrói aquilo que é essencial. Constrói o novo momento da nossa candidatura, de forma definitiva. Com a chegada de Marina Silva, dos seus valores, do seu imenso amor ao Brasil, da sua história de vida, a minha candidatura não é mais a candidatura de um partido político, não é a candidatura sequer de uma aliança partidária. É uma candidatura que representa o profundo sentimento de mudança que hoje se alastra pela sociedade brasileira. Saberei conduzir esta bandeira. Com dignidade, retidão e com coragem porque o que está em jogo não são a eleição de um candidato, a derrota de uma candidata ou vice- versa. O que está em jogo é algo muito mais valioso. É a possibilidade de o Brasil reencontrar-se com seu próprio futuro. É a possibilidade de o Brasil encerrar este ciclo perverso de governo que aí está, que fracassou na economia, na gestão do estado, na busca pela melhora dos nossos indicadores sociais e o que é mais grave, nos exemplos éticos e morais que deveria dar aos brasileiros para podermos iniciar um novo e virtuoso ciclo, onde a decência e a eficiência possam caminhar juntas. Hoje sob as bênçãos da nossa padroeira. É um dia glorioso para nossa caminhada.  Recebo com muita emoção e com enorme responsabilidade a manifestação da companheira Marina Silva. A partir de agora somos um só corpo, um só projeto em favor do Brasil e em favor dos brasileiros.

Conversas com Marina Silva

Recebo com enorme alegria a manifestação que houve [hoje]. Ontem [11/10] à noite conversei por telefone com a candidata Marina que antecipava a sua decisão. Obviamente não cabia a mim anunciá-la antes dela própria. Pelo contrário, respeitar o seu tempo. Ela é representante de um segmento de pensamento na sociedade brasileira e, obviamente ela teve as etapas de conversas com aqueles que acompanham, que acompanharam. Teve uma votação extremamente expressiva e, obviamente, quis como é da sua natureza dar satisfação ouvir aqueles que a seguem e eu fico muito feliz de que sem qualquer tipo de pressão ela tenha tomado a decisão no tempo certo. É uma decisão que engrandece a boa política brasileira e acredito que nós iniciamos já essa reta final e decisiva do segundo turno demonstrando que o Brasil tem possibilidades não apenas de vencer o atual governo que ai está, que demonstra desespero em todas as suas ultimas ações para se manter no poder como temos as melhores condições para governar juntos o Brasil.

Convergências entre os programas de governo de Aécio e Marina

O nosso plano de governo é absolutamente convergente. Na verdade, um plano de governo, sabem disso os mais experientes que eu aqui, mas não mais velhos também um pouco, mas mais experientes, com certeza, Serra e Geraldo Alckmin, que um plano de governo é uma obra em permanente construção. Ninguém pode ter um plano de governo pronto e acabado para demandas que também não cessam que são crescentes e se renovam. Então houve uma convergência muito natural à valorização das ações sociais, nosso compromisso com a manutenção das políticas sociais, a nossa luta permanente pelo desenvolvimento sustentávele emoldurar isso mais uma vez o nosso absoluto e definitivo compromisso com a democracia, com as liberdades coletivas com as liberdades individuais e com a liberdade de imprensa. Tudo isso nos aproximou. Foi algo feito com absoluta tranquilidade. O documento que ontem anunciei em Recife e aqui uma palavra também pública de agradecimento à manifestação, não apenas do PSB nacional e local que eu já havia feito, mas à Renata Campos, viúva do meu amigo e do nosso amigo Eduardo Campos, e de toda a sua família foram pra mim um momento extremamente marcante. Portanto, essa construção foi feita com muita naturalidade e o programa de governo que eu defendo é muito próximo daquilo que Marina sempre defendeu. Hoje é um dia glorioso para a nossa caminhada rumo à Presidência da República.

Participação de Marina Silva na campanha

Acabo de receber uma manifestação dessa dimensão, dessa grandeza, não cabe a mim manifestar absolutamente mais nada. Estou extremamente feliz com esse apoio e que tocará fundo no coração de milhões de brasileiros, eu tenho absoluta certeza disso.

Fim da reeleição e mandato de cinco anos

Eu defendo há muito tempo o mandato de cinco anos coincidentes sem a reeleição. Portanto, essa proposta que consta desde as diretrizes do nosso programa de governo e permanece. E é convergente também com o que propunha Eduardo Campos e o que propõe hoje Marina Silva. Não houve mudança de absolutamente nada. O que houve foi uma valorização de determinados aspectos, de determinados temas, demos a eles uma luz maior nesse momento da caminhada, e foi um acordo programático em favor do Brasil. Essa realmente é a boa política que se pratica no Brasil hoje, não posso dizer a mesma coisa no outro campo.

Apoio dos católicos a Aécio Neves

Tenho dito sempre que o Estado é e deve ser sempre laico. Cabe a cada um de nós manifestarmos a nossa fé da forma que acharmos adequado. Certamente a presidente deve ter tido outros compromissos. Mas, eu pessoalmente estou muito, mas muito, honrado de estar aqui hoje e podem ter certeza, para mim, pro meu coração é algo muito confortante. Eu vou continuar essa minha caminhada sempre tendo como companheira de viagem a minha fé cristã, meus valores que sempre preguei e sempre pratiquei os valores da família e fiz questão de vir com a minha esposa Letícia aqui hoje. E o que posso dizer para vocês é que saio daqui revigorado. Cada vez que saio daqui dessa catedral, dessa basílica. Já recebi as primeiras bênçãos [referindo-se ao apoio de Marina Silva e do PSB]

Ataques do PT

Estamos vendo uma candidata desesperada, à beira de um ataque de nervos. Os ataques que ela tem a me fazer, na verdade, estão no meu currículo. Eu ocupei todos os cargos públicos com extrema dignidade, aqueles os quais fui nomeado, e aqueles que, durante trinta anos, eu ocupei pelo voto popular. Uma trajetória muito diferente, poderíamos dizer até opostos à dela, que construiu toda a sua vida pública por indicações. Não considero isso um demérito, talvez a grande diferença seja que, em todos os cargos que ocupei, seja eles eleitos ou por indicação, eu os honrei, agi com dignidade e com decência. Não podemos dizer a mesma coisa dos indicados da presidente da República, que podem escolher a área. Se não tiver te ocorrendo nenhuma, podemos escolher a Petrobras mesmo.<

Primeiras ações de seu governo

[Quero] resgatar a confiança dos brasileiros na política e nos seus governantes. Nós temos um conjunto de desafios a enfrentar na economia. O principal deles é resgatar a credibilidade perdida do Brasil para que ela nos ajude a recuperar investimentos, a controlar a inflação e a recuperar o crescimento da nossa economia. Uma simplificação do sistema tributário é absolutamente urgente no país, e o início da discussão para a votação de uma Reforma Política me parece também absolutamente necessárias, até para facilitar a discussão de outras questões relevantes. Vamos reorganizar o Estado brasileiro, substituir esse absurdo e nefasto aparelhamento da máquina pública, que gera ineficiência e desvios sucessivos, pela meritocracia, pela qualificação das pessoas. Nós vamos fazer com que o Estado volte a apresentar resultados, nós vamos permitir que a previsibilidade possa nos aproximar de um horizonte mais tranquilo em relação aos indicadores econômicos. Tenho absoluta certeza que nós vamos trabalhar muito – e eu farei isso ao lado de Geraldo Alckmin, ao lado de José Serra, no Senado, nossos parlamentares -, para reconstruir a federação no Brasil. O Brasil se transformou, ao longo dos últimos anos, em um Estado unitário, em que apenas a União tudo pode, tudo tem e tudo decide, e um país das dimensões do Brasil  não pode ser governado de uma forma tão centralizada.

Ruy Barbosa, Serra, dizia quando a Proclamação da República, que o Império ruíra não por ser Império, mas por não ter uma visão federalista do Brasil, ele se dizia, inclusive, federalista antes até de ser republicano. Precisamos reorganizar, governador Geraldo, e isso faremos isso em parceria com a sua experiência, com sua inspiração, a federação para que os Estados e municípios readquiram as condições deles próprios enfrentarem suas demandas crescentes. Equilibrar a federação será também uma das nossas principais prioridades.

Aécio Neves confirma Aloysio Nunes como vice

Segundo Aécio, razão da escolha não é a conveniência da campanha, mas o interesse do Brasil. FHC sempre considerou Aloysio a melhor escolha.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Aloysio Nunes é escolhido como vice de Aécio Neves com apoio de FH e Serra

Presidente do DEM será coordenador-geral da campanha tucana à Presidência

senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) foi oficializado nesta segunda-feira como candidato à vice-presidente de Aécio Neves, que disputará a Presidência da República. Aécio se reuniu na manhã de hoje com a Executiva Nacional do partido para convalidar as chapas estaduais e fechou o nome do vice. O candidato Aécio Neves disse que a escolha de Aloysio foi “politicamente acertada”.

– Hoje tenho a alegria enorme de anunciar o senador Aloysio como meu companheiro de chapa. É uma homenagem à coerência, algo que está em falta na política – disse Aécio ao anunciar a escolha do vice. – Aloysio é um homem honrado, competente e que honra a política brasileira – disse Aécio.

Aloysio, em seguida, disse que continua bastante emocionado por esse momento da sua vida política. Ele brincou que tentara ser mais zen, que gostaria de assumir o espírito de Dalai Lama, mas que não consegue.

Aécio disse que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sempre considerou Aloysio a melhor escolha. O tucano disse que o ex-senador José Serra também comemorou e acrescentou que ele terá papel importante na campanha. Aécio fechou o nome de Aloysio ontem, às 22h, e recebeu telefonema de Serra às 6h30 de hoje. – Serra hoje é talvez dos interlocutores mais próximos que tenho. Acordei hoje com telefonema dele para me parabenizar pela escolha. Dentro de casa mesmo, poderemos ter posições divergentes sobre esse ou aquele assunto, Mas não se pode tirar de Serra que ele tem nome e espírito público. Ele terá um papel muito importante, o PSDB está mais unido do que nunca – disse Aécio.

Ele disse que não encontraria melhor vice na chapa em outros partidos:

– Teria que andar muito pelo Brasil, mais do que tenho andado, mas não escolheria melhor vice.

Para compensar o Nordeste, que poderia disputar a vice presidência representado no Tasso Jereissati (CE), o PSDB vai colocar como coordenador-geral da campanha o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN). Com essa escolha, o PSDB também reserva lugar especial ao partido na aliança. Aécio disse que conversou sobre isso hoje pela manhã com o representante do DEM.

– Somos um só grupo político a partir de agora. O senador Aloysio soma, e muito, nessa caminhada, mas, sobretudo, pelo homem honrado que é – disse Aécio.

Em seguida, Aloysio disse que será um “militante político”.

– Serei um vice muito dedicado, muito leal, muito correto. Orgulhoso por ter alguém do porte, da envergadura, do carisma como Aécio Neves na nossa liderança. Serei um militante político – disse Aloysio.

CHAPA PURO SANGUE REFORÇA SP

Os dirigentes tucanos minimizam o fato de o PSDB ter optado por uma chapa pura e ressaltam a necessidade de reforçar o maior colégio eleitoral tucano no país, São Paulo.

– Não creio que a questão seja geográfica. A construção de uma chapa deve levar em conta conceitos e imagem. Temos experiencia de vice de outras regiões como do Nordeste que não produziram votos. O reforço tem de ser onde tem mais potencial de votos. A escolha não está equivocada – disse o senado Álvaro Dias (PSDB-PR).

O líder do PSDB na CâmaraAntonio Imbassahy, disse que o critério não é de território, mas sim de importância de colégio eleitoral e São Paulo atende a esse quesito.

– O Aloysio conhece bem a estrutura paulista e as pessoas nesse que é o colégio eleitoral mais importante do país. Ele traz para o Aécio um reforço grande – disse. – (a chapa Aécio e Nunes) Encerra essa história de que há um conflito Minas São Paulo, mas esse conflito nunca existiu.

PARA ANALISTA, ESCOLHA TRAZ VOTOS DE SP PARA O MINEIRO AÉCIO

O cientista político do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/Uerj) Felipe Borba avalia que Nunes aparece como forma de “compensar” os paulistas pela mudança de eixo do partido.

— Ele poderia atrair para o mineiro Aécio o voto de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. E sua escolha também seria importante porque, desde 1989, o candidato tucano à presidência é paulista. Desta vez não será, e Nunes poderia equilibrar isso — pondera Borba.

PSDB: Aécio discute alianças em encontro com Serra

Aécio e Serra fizeram um diagnóstico das alianças nos estados. Aécio deve anunciar seu vice em junho na convenção do PSDB.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

Com vice indefinido, Aécio se reaproxima de Serra

Senador e ex-governador paulista tiveram encontro reservado na quinta

Composição da chapa para disputar o Planalto foi tema tratado apenas lateralmente, disseram os tucanos a aliados

Em meio às especulações sobre a indicação para a vaga de vice em sua chapa na campanha presidencial, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi ao encontro do ex-governador José Serra na última quinta-feira, em São Paulo.

A reunião aconteceu em local reservado. Foi a primeira vez que eles estiveram a sós para conversar desde o ano passado. Segundo disseram a interlocutores, fizeram um diagnóstico das alianças do partido nos Estados.

O assunto da composição da chapa presidencial teria sido tratado lateralmente, sem que chegassem a uma conclusão sobre o tema.

Antes do encontro com AécioSerra disse a aliados temer que as especulações acabassem por colocá-lo como alguém que esteja pleiteando a vaga. “Ele ouve o que temos a dizer sobre o assunto com calma, mas fala pouquíssimo, mesmo quando provocado”, resume um de seus homens de confiança no PSDB.

Aécio, por sua vez, tem consultado líderes de partidos aliados sobre o assunto. Segundo relato de pessoas com quem ele conversou, o mineiro sempre deixa claro que não tem posição fechada sobre o assunto e aborda o nome de Serra atribuindo à imprensa sua entrada na lista de possíveis vices.

Em conversa com Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, uma das siglas que fechou apoio ao seu nome, por exemplo, Aécio pediu uma avaliação sobre o impacto de uma possível aliança com Serra.

Outro político consultado foi o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), que irá compor o palanque de Aécio na Bahia. Procurado, ele confirmou ter tratado do tema, mas não quis expor suas considerações publicamente.

Nasceu de aliados de Serra a teoria de que o ex-governador seria um bom nome para a vice. Circula ainda no partido a versão de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso seria a favor.

Em entrevista à GloboNews, exibida na madrugada de ontem, FHC evitou se comprometer com o assunto. “Não sei se ele [Serra] quer nem se o Aécio vai topar. Não sei. Esse tema não chegou às minhas mãos”, disse FHC.

Entre os tucanos, o único consenso é de que o tema acabou por contribuir para que o clima entre Aécio e Serra venha se tornando menos tempestuoso. Os dois disputaram por anos o protagonismo político dentro do PSDB.

Em 2013, Aécio reuniu as forças mais significativas da sigla em torno de seu nome e consolidou sua candidatura à Presidência quase como unanimidade dentro do partido. Serra, que inicialmente se colocou na disputa e chegou a negociar deixar o PSDB pelo PPS para ser candidato, acabou ficando no partido, mas guardou distância da pré-campanha de Aécio.

Desde que as especulações sobre a composição de uma chapa puro-sangue com o mineiro começaram a aparecer, Serra se reaproximou.

Esteve em jantar oferecido ao senador pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) e prestigiou uma feira de agronegócio na qual cruzou com Aécio durante um almoço. Mesmo com a reaproximação, a possibilidade de um acerto entre os dois ainda é considerada remota no PSDB.

A lista de possíveis vices de Aécio inclui representantes de outros três partidos. No PSDB, além de Serra, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) era tido como principal nome. Na última semana, no entanto, ele se envolveu em uma briga com um blogueiro do PT e foi criticado por seu temperamento. A deputada Mara Gabrilli (SP) também é a outra cotada no PSDB.

Aécio deve anunciar seu vice até 14 de junho, data da convenção do PSDB.

Aécio lançará candidatura em março

Eleições 2014: senador revelou ainda que existe maior possibilidade de a campanha começar em São Paulo.

PSDB e as eleições 2014

Fonte: O Globo

Ao lado de Serra, Aécio diz que candidatura será lançada em março

Senador mineiro desconversou sobre possibilidade de aproximação com o PMDB do Rio

Apesar de não se colocar oficialmente como candidato, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, revelou na noite desta segunda-feira que a campanha do nome escolhido pela legenda para disputar a Presidência da República terá início em março.

– A ideia é que até o final de março possa haver, mesmo que de forma oficiosa, o lançamento do candidato que conduzirá as bandeiras do PSDB – disse Aécio, após participar da comemoração dos 70 anos do Dia Mundial de Memória das Vítimas do Holocausto, em São Paulo.

O senador revelou ainda que existe maior possibilidade de a campanha começar em São Paulo, mas afirmou que o assunto ainda será discutido pela cúpula do partido.

Questionado sobre a possibilidade de aproximação com o PMDB do Rio por causa da decisão do PT de entregar os cargos na gestão do governador Sérgio CabralAécio desconversou:

– É muita especulação.

O senador se sentou durante o evento ao lado do seu colega de partido José Serra. Foi o primeiro encontro público dos dois desde que o ex-governador paulista postou no Facebook, no ano passado, um texto em que se colocava fora da disputa presidencial.

– Confesso que estava com saudade já – disse Aécio, ao ser indagado sobre o encontro.

Aécio Presidente 2014: os desafios da caminhada

Aécio Presidente 2014: senador vai amarrar palanques estaduais, assegurar a unidade do partido e tentar minar a base de apoio de Dilma.

Aécio Presidente 2014

Fonte: Veja Online 

Os obstáculos na caminhada de Aécio

Enquanto se consolida como o nome tucano para disputar a Presidência em 2014, o senador mineiro se depara com desafios que terão de ser superados se o partido não quiser passar mais quatro anos na oposição

campanha eleitoral de 2014 só deve tomar corpo a partir de março. Mas, desde já, os candidato começaram a mapear os obstáculos que encontrarão no ano que vem. No caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que deverá ser o adversário tucano de Dilma Rousseff, algumas dificuldades já são claras. Para construir uma candidatura sólida, será preciso amarrar os palanques estaduais, assegurar a unidade interna do partido e tentar minar a ampla base de apoio de Dilma – já que é pouco provável que o PSDB consiga causar alguma defecção no bloco dominante.

Durante algum tempo, a falta de unidade interna foi apontada como o principal problema para a consolidação da candidatura de Aécio: a ala paulista do partido, especialmente o grupo ligado ao ex-governador José Serra, ofereceria resistência ao projeto do senador mineiro. Aos poucos, a oposição a Aécio foi se enfraquecendo: em maio, ele assumiu a presidência do partido. Mesmo o governador de São PauloGeraldo Alckmin, e o líder do partido na Câmara, o paulista Carlos Sampaio, afirmam que o momento é de Aécio. Na última semana, depois que Aécio lançou as bases programáticas de sua campanha eleitoralSerra deu um sinal de que consente com a candidatura do mineiro – embora aliados afirmem que ele não tenha cedido definitivamente.

A prioridade de Aécio, agora, passa a ser a montagem de palanques (que não vai mal) e a atração de partidos aliados (que não vai bem).

​Entrevista: Anastasia quer fórmula mineira no Planalto: ‘Menos governo, mais administração’

PSDB tem, por exemplo, o governador do Pará, Simão Jatene, e o prefeito de Manaus, Artur Virgílio, o que deve garantir bons palanques nos dois principais Estados da região Norte. No maior Estado do Nordeste, a Bahia, os tucanos terão o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), como cabo eleitoral – e esperam montar um palanque forte, com a presença do PMDB, na disputa pelo governo estadual. A legenda tem o governo do Paraná, com Beto Richa, e conversas bem-encaminhadas para fechar alianças com o PP no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No Centro-Oeste e no Sudeste, a expectativa é manter a vantagem obtida pelo partido nas eleições de 2010, com José Serra.

Mas também há indefinições: em Minas Gerais, o partido ainda não decidiu quem será o candidato. O ex-ministro Pimenta da Veiga e o deputado federal Marcus Pestana são os nomes mais prováveis. Ambos têm desempenho ainda tímido nas pesquisas eleitorais em que o petista Fernando Pimentel e o peemedebista Clésio Andrade aparecem como os candidatos mais lembrados.

No Rio de Janeiro, o tucano ainda não sabe quem será seu candidato. O PSDB é fraco no Estado, e o projeto de César Maia (DEM) não empolga Aécio. O tucano quer convencer o técnico de vôlei Bernardinho a disputar a sucessão de Sérgio Cabral (PMDB), mas a aposta é incerta. Em São Paulo, Aécio pode ter um clima não tão amigável. Geraldo Alckmin não deve ter uma eleição fácil na busca pelo sexto mandato consecutivo para o PSDB no Estado. E ainda não se sabe como José Serra vai se comportar durante a campanha.

Parcerias – O tucano terá de formar uma coligação sólida, não só para garantir os palanques regionais, mas para assegurar um bom tempo de exposição na TV e no rádio durante o período de propaganda eleitoral gratuita. Hoje, ele tem como seguros apenas os apoios do DEM e do novo Solidariedade. O primeiro partido, esvaziado desde as eleições de 2010, tem 26 deputados. O segundo, por ser recém-criado, tem direito apenas ao tempo mínimo na propaganda eleitoral.

No campo das alianças partidárias, a candidatura do governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) tornou o cenário mais árido para Aécio: o PPS, que esteve com os tucanos em 2006 e 2010, já anunciou apoio ao candidato socialista.

Pelas contas do time de Aécio, a aliança atual renderia cerca de quatro minutos de exibição em cada programa eleitoral. A coligação da presidente Dilma Rousseff teria cerca de doze minutos, enquanto Eduardo Campos ficaria com pouco mais de dois minutos. Os tucanos querem assegurar ao menos cinco minutos na TV e no rádio – e estimam que sete seria o melhor cenário possível.

Mas a formação de alianças tem se mostrado uma tarefa árdua: o único partido com negociações abertas além do DEM e do Solidariedade é o PV. Fora isso, resta aos tucanos manter conversas com PTB, PR, PP e PDT para, ao menos, garantir a neutralidade dessas siglas. Desta forma, o tempo de TV das legendas seria distribuído entre os outros partidos, o que amenizaria o desequilíbrio de forças.

Firmadas as alianças, o mais provável é que o DEM pleiteie o posto de vice na chapa. E aí surgirá outro dilema para os tucanos: agradar os tucanos paulistas ou o aliado leal de quase duas décadas? Na primeira hipótese, o nome pode ser o do senador Aloysio Nunes Ferreira. Na segunda, pode ser o também senador José Agripino Maia (RN).

Agripino, aliás, já avisa: “Quando um partido com a história e a estrutura do DEM compõe uma aliança, é de se supor que isso pressuponha a participação na chapa”, diz. Certo é que os tucanos querem que o vice seja de São Paulo ou do Nordeste, para facilitar a conquista de votos em áreas onde Aécio tem tereno a ganhar.

Oposição – Aécio Neves nunca fez parte da linha de frente da oposição: no Senado, foi criticado por se esquivar do confronto com o governo nos momentos mais agudos, como as crises que derrubaram ministros durante o governo Dilma. Nos últimos meses, o senador elevou o tom de seu discurso. Mas ainda precisa acertar o tom da campanha: não por acaso, o marqueteiro Renato Pereira deixou a equipe do tucano há poucos dias.

Parte das discordâncias diriam respeito à interação do tucano pelas redes sociais. O time do tucano criou uma ofensiva virtual, mas o próprio Aécio não interage diretamente com os internautas.

A aproximação – virtual e física – de Aécio com os eleitores é outro tema que precisará ser aprimorado no ano que vem. Especialmente nas regiões onde o senador é pouco conhecido. O tucano já começou a percorrer o país, mas tem se dedicado a encontros com lideranças políticas e do setor produtivo. O corpo a corpo ainda não está em pauta.

Enquanto isso, a presidente Dilma Rousseff elevou a quantidade de viagens e de eventos públicos já no início de 2013. A grande exposição da petista na televisão é uma desvantagem que Aécio ainda não combate com eficiência: para garantir espaço nos meios de comunicação, é preciso gerar fatos relevantes: uma declaração contundente, o anúncio de uma medida original ou uma atitude inusitada – são célebres as fotos de Fernando Henrique Cardoso em cima de um jegue, na campanha presidencial de 1994.

presidente do PSDB mineiroMarcus Pestana, diz que o mais importante é assegurar ao candidato uma exposição positiva no horário eleitoral e nos telejornais. O deputado federal, que também é um dos estrategistas de Aécio, relativiza o peso dos palanques regionais e dos comícios: “É evidente que a eleição presidencial se decide muito mais pela comunicação de massa, particularmente pela TV. Em 1989, o PRN só tinha um prefeito e o Collor virou presidente”, diz. As urnas mostrarão se a estratégia é adequada.

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Cinco desafios para Aécio Neves

Aumentar alianças

Hoje, Aécio Neves pode apenas contar com o recém-criado partido Solidariedade para as eleições de 2014. A sigla, capitaneada pelo deputado Paulo Pereira da Silva, nasceu com o apoio do senador mineiro. O DEM ainda não bateu o martelo, mas deve estar ao lado dos tucanos no ano que vem. O PV, que tem pouco peso político, também pode chegar. E é só: mesmo o PPS, que se aliou aos tucanos em 2006 e 2010, já anunciou apoio a Eduardo Campos (PSB). Sem uma boa aliança, Aécio corre o risco de ter pouco tempo de televisão. Os próprios tucanos admitem que ele teria apenas um terço do espaço destinado à presidente Dilma Rousseff.

Popularizar-se

Hoje, Aécio Neves pode apenas contar com o recém-criado partido Solidariedade para as eleições de 2014. A sigla, capitaneada pelo deputado Paulo Pereira da Silva, nasceu com o apoio do senador mineiro. O DEM ainda não bateu o martelo, mas deve estar ao lado dos tucanos no ano que vem. O PV, que tem pouco peso político, também pode chegar. E é só: mesmo o PPS, que se aliou aos tucanos em 2006 e 2010, já anunciou apoio a Eduardo Campos (PSB). Sem uma boa aliança, Aécio corre o risco de ter pouco tempo de televisão. Os próprios tucanos admitem que ele teria apenas um terço do espaço destinado à presidente Dilma Rousseff.

Achar o tom da campanha

Aécio Neves trocou de marqueteiro recentemente: Renato Pereira deixou a equipe por divergências com o senador e sua equipe. É uma prova de que o pré-candidato ainda precisa encontrar o tom adequado para sua campanha. Na última semana, ele lançou um documento com críticas ao governo e propostas para o país. Mas o formato do evento pouco revelou sobre o que virá na campanha eleitoral. O senador ainda chama pouca atenção do noticiário.

Escolher o vice

Em 2010, José Serra optou por Alvaro Dias, também tucano. Mas o DEM ameaçou romper a aliança e acabou forçando os tucanos a optar pelo democrata Indio da Costa – hoje no PSD. Neste ano, a pressão por um vice do PSDB deve se intensificar, já que o DEM perdeu peso político desde 2010 e o recém-criado Solidariedade é ainda menos expressivo. O vice de Aécio deve ser nordestino ou paulista, para conquistar votos em áreas-chave para o candidato. A decisão deve sair apenas na reta final da campanha.

Unificar o partido

O gesto de José Serra, que sugeriu na última semana que dirigentes do PSDB formalizem o do nome de Aécio como candidato, foi interpretado como uma desistência, mas pode ser apenas um sinal de que a disputa interna ainda não terminou: a ala paulista do partido ainda não aderiu totalmente à candidatura de Aécio. E, mesmo que tenha o consentimento do PSDB de São Paulo para sua candidatura, Aécio não sabe se vai contar com todo o empenho da ala serrista do partido durante a campanha eleitoral.

Aécio apresenta pré-programa de governo e critica descaso do PT

Aécio: o presidente do PSDB defendeu compromisso com a ética, combate à corrupção e radicalização da democracia e respeito às instituições.

Eleições 2014

Fonte: Correio Braziliense

Aécio eleva tom contra o PT

Presidenciável elogia decisão de Serra de desistir da disputa interna e lança cartilha com propostas para para ser a opção anti-Dilma em 2014

Um dia depois do anúncio do ex-governador José Serra (PSDB-SP) de que não disputará internamente a candidatura tucana ao Palácio do Planalto, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi ontem à tribuna do auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, para lançar uma série de propostas da legenda com vistas às eleições do ano que vem (veja quadro). “É um conjunto de ideias colhidas a partir de debates e conversas em todo o país. Propostas do Brasil real, que se contrapõem ao Brasil virtual da propaganda oficial”, disse Aécio, alfinetando o governo do PT.

Incorporando cada vez mais o figurino de candidato, Aécio disse que é o momento de “o país começar um novo ciclo”. Ele elogiou a postura do ex-governador Serra, que, em sua conta em uma rede social, na segunda-feira, deixou claro que o candidato do PSDB ao Planalto é o senador mineiro. ”Não deixo de reconhecer que é um gesto importante na direção da unidade partidária, um gesto que chamaria de desprendimento do ex-governador”, declarou.

Aécio desconversou, contudo, sobre o conselho de Serra e de outras lideranças tucanas de que é preciso lançar logo a candidatura presidencial. “Não é momento para isso. Se eu for candidato, serei candidato fruto do desejo de um conjunto de forças do partido, não de um desejo pessoal meu”, completou.

Mais Médicos
A exemplo do que fez em relação ao Bolsa Família, quando assegurou que o PSDB não extinguirá o benefício caso vença a disputa presidencial de 2014Aécio incluiu o Programa Mais Médicos na lista de programas que vão ser mantidos em um eventual governo tucano. E garantiu apoio aos médicos cubanos que estão no país. “Os médicos cubanos continuarão no Brasil. Mas vamos pagar para eles o salário de R$ 10 mil porque o governo brasileiro não pode financiar ditaduras de companheiros a partir de programas eleitorais“, declarou. Pelo contrato firmado entre o governo brasileiro e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), os profissionais cubanos só recebem R$ 4 mil dos R$ 10 mil referentes ao contrato do Programa Mais Médicos. A defasagem seria uma exigência do convênio, com base em acordo com o governo cubano.

Aécio lembrou que, em junho, os brasileiros foram às ruas avisar que não se sentem representados pela classe política. E defendeu que o PSDB assuma esse papel de catalisador dos anseios da população. “Nós encarnamos a mudança de verdade que o Brasil precisa neste momento. Nós estabilizamos a economia com o Plano Real, criamos a Lei de Responsabilidade Fiscal e universalizamos o ensino básico”, enumerou. “Temos de acabar com essa divisão entre eles e nós, criada pelo PT“, finalizou o presidenciável do PSDB.

Líder da conciliação
O deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA) é o novo líder da bancada tucana na Câmara. A decisão foi tomada na noite de ontem, por aclamação, para evitar a disputa entre parlamentares mineiros e paulistas pelo cargo. A escolha de Imbassahy foi influenciada diretamente pelo presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, que não queria ver uma queda de braço que prejudicasse a campanha eleitoral do ano que vem.

Cartilha tucana
Os 12 pontos que o PSDB propõe para o debate eleitoral

Confiança
1) Compromisso com a ética, o combate à corrupção, a radicalização da democracia e o respeito às instituições
2) Recuperação da credibilidade e construção de um ambiente
adequado para o investimento e o desenvolvimento do país

Cidadania
3) Estado eficiente, a serviço dos cidadãos
4) Educação de qualidade 
5) Superação da pobreza e construção de novas oportunidades
6) Segurança pública como responsabilidade nacional
7) Mais saúde para os brasileiros

Prosperidade
8) Mais autonomia para estados e municípios
9) Meio ambiente e sustentabilidade
10) Agenda da produtividade: infraestrutura, inovação e competitividade
11) Apoio à agropecuária
12) Política externa para reintegrar o Brasil ao mundo