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Em debate, Aécio pede a Dilma para juntos debaterem propostas para o Brasil

Aécio pede a candidata petista para juntos honrarem a democracia e debater propostas na última semana antes da votação do segundo turno.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Aécio convida adversária petista a discutir o futuro do Brasil

Em campanha neste sábado (18) em Porto Alegre, o candidato à Presidência da República pela Coligação Muda BrasilAécio Neves, convidou a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) para debater propostas para o futuro do Brasil ao longo da última semana antes da votação do segundo turno.

“Convido a presidente da República para, nesta semana que nos separa da eleição, debatermos os nossos projetos, mostrarmos as diferenças que temos na concepção do Estado, na visão da administração púbica e das nossas prioridades. Estou extremamente otimista nesta reta final e pronto para o embate”, afirmou o candidato, que participou de um ato político, na capital gaúcha, com 3.500 pessoas na quadra da escola de samba Império da Zona Norte.

Em entrevista à imprensa, Aécio acrescentou: “Presidente Dilma, estou aqui na terra que a senhora adotou. Vamos honrar a democracia e vamos debater o Brasil do futuro. Apresente as suas propostas e eu apresento as nossas, e vamos permitir que os brasileiros optem. Vamos respeitar qualquer que seja essa decisão.”

Desespero

Aécio esclareceu estar disposto a discutir propostas para o futuro nas áreas de saúde,educaçãosegurança públicacrescimento econômico e geração de empregos. Ele afirmou, porém, que a campanha da adversária revela desespero.

“Essa é a agenda da sociedade, mas eu vejo um governo à beira do desespero, uma candidata à beira de um ataque de nervos, que, obviamente não tendo como apresentar ao Brasil uma proposta de futuro, prefere fazer uma campanha com os olhos no retrovisor da história”, ressaltou.

Durante a manhã deste sábado, Aécio participou de um café da manhã com líderes políticos do Rio Grande do Sul, como o ex-senador Pedro Simon e o candidato a governador José Ivo Sartori, a senadora Ana AméliaBeto Albuquerque, vice de Marina Silva (PSB), o deputado federal Marchezan Filho (PSDB-RS), o ex-senador José Fogaça, entre outros.

Ringue

Aécio lamentou o fato de a política estar se transformando quase que em um ringue. “A política é feita muito mais de desencontros do que encontros; desencontros de ideias. Nós estamos vendo a política se transformar quase que num ringue pela ação não nossa, mas dos nossos adversários”, reagiu ele.

O candidato afirmou que Dilma Rousseff foge do debate em razão do fracasso de seu governo em várias áreas. “A presidente da República na verdade foge da discussão sobre o seu próprio governo, sobre os equívocos do seu governo”, disse ele, citando os fracassos na condução da economia, na gestão do Estado nacional e nos indicadores sociais.

“Os nossos indicadores sociais pararam de melhorar. Eu chamo a atenção dos senhores para uma crise no Ipea [Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas] em relação aos dados que vêm sendo divulgados pelo governo, que, segundo algumas denúncias, não correspondem exatamente aos dados do próprio Ipea.”

Aécio voltou a protestar contra o “aparelhamento de instituições absolutamente exemplares, conquistas da sociedade brasileira”, citando Ipea, IBGE, Embrapa e Correios. “Esse aparelhamento é uma marca perversa desse governo, que se apoderou do Estado nacional.”

O candidato reiterou as críticas às mentiras disseminadas pela campanha petista, relacionadas especialmente à sua gestão em Minas Gerais. “Se ela quisesse fazer justiça aos mineiros, respeitar os mineiros, lembraria que Minas tem a melhor educação fundamental do Brasil, a melhor saúde da região Sudeste. Não porque eu estou dizendo, porque o governo da presidente é que diz isso.”

Ministério qualificado

Questionado sobre nomes para compor o futuro governo, Aécio afirmou que terá a equipe mais qualificada de todos os tempos. “Eu não tenho ainda a definição de outros nomes, mas eu posso dizer a vocês o seguinte: se eu vencer estas eleições, vamos ter o mais qualificado de todos os governos da história republicana do Brasil, porque eu vou buscar os nomes na sociedade, vou buscar os nomes a partir do conhecimento que cada um tenha.”

Aécio explicou que optou por antecipar o nome de Armínio Fraga para o Ministério da Fazenda com o objetivo de “sinalizar de uma forma muito clara para uma nova condução da política econômica”.

Apoios

Na visita a Porto Alegre, Aécio recebeu um grupo de médicos que pediu apoio e liberdade para que a categoria tenha condições de trabalhar no país. Funcionários da Advocacia Geral da União (AGU) também se reuniram com o candidato e apelaram para o fortalecimento da instituição e da carreira dos servidores do órgão. Também recebeu um abraço da advogada Francieli Janaina que o aguardava para desejar boa sorte nas eleições.

Na escola de samba Império da Zona Norte, Aécio foi recebido por integrantes e simpatizantes. Tomou chimarrão e agradeceu o apoio recebido no Rio Grande do Sul.

Entrevista: Aécio comemora aliança com Marina neste segundo turno

Aécio: “Estou extremamente feliz com apoio de Marina Silva e que, esse apoio tocará fundo no coração de milhões de brasileiros”.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Assuntos: Nossa Senhora Aparecida; apoio de Marina Silva e do PSB; ações de governo

Fala inicial

Quero, em primeiro lugar, dizer da minha alegria de estar aqui na casa da mãe do Brasil, a nossa padroeira Nossa Senhora de Aparecida. Tive um problema com o tempo e não consegui chegar para a missa, mas me sinto realizado poder estar aqui pedindo as bênçãos para Nossa senhora, nessa travessia que nos levará a um Brasil mais justo, mais solidário, onde não prevaleça a tentativa da divisão entre irmãos. Ao contrário, leve a um país cada vez mais próspero, mais unido, com menos diferenças entre as classes sociais, entre as regiões. Para mim é uma alegria poder mais uma vez estar aqui recebendo as bênçãos da nossa padroeira. Devo iniciar essas minhas palavras, agradecendo de forma muito sincera a manifestação que acaba de ocorrer em São Paulo da candidata Marina Silva de apoio a nossa candidatura e declaração do seu voto pessoal.

Marina representa o sentimento de uma parcela muito expressiva da sociedade brasileira que quer voltar acreditar na política como um instrumento de transformação da vida das pessoas. E agora no segundo turno, já que esta foi a vontade de uma parcela importante da população brasileira, no momento que lá chego, venho recebendo apoios sucessivos de forças políticas que se somam a nós nessa caminhada e a chegada de Marina. A meu ver, constrói aquilo que é essencial. Constrói o novo momento da nossa candidatura, de forma definitiva. Com a chegada de Marina Silva, dos seus valores, do seu imenso amor ao Brasil, da sua história de vida, a minha candidatura não é mais a candidatura de um partido político, não é a candidatura sequer de uma aliança partidária. É uma candidatura que representa o profundo sentimento de mudança que hoje se alastra pela sociedade brasileira. Saberei conduzir esta bandeira. Com dignidade, retidão e com coragem porque o que está em jogo não são a eleição de um candidato, a derrota de uma candidata ou vice- versa. O que está em jogo é algo muito mais valioso. É a possibilidade de o Brasil reencontrar-se com seu próprio futuro. É a possibilidade de o Brasil encerrar este ciclo perverso de governo que aí está, que fracassou na economia, na gestão do estado, na busca pela melhora dos nossos indicadores sociais e o que é mais grave, nos exemplos éticos e morais que deveria dar aos brasileiros para podermos iniciar um novo e virtuoso ciclo, onde a decência e a eficiência possam caminhar juntas. Hoje sob as bênçãos da nossa padroeira. É um dia glorioso para nossa caminhada.  Recebo com muita emoção e com enorme responsabilidade a manifestação da companheira Marina Silva. A partir de agora somos um só corpo, um só projeto em favor do Brasil e em favor dos brasileiros.

Conversas com Marina Silva

Recebo com enorme alegria a manifestação que houve [hoje]. Ontem [11/10] à noite conversei por telefone com a candidata Marina que antecipava a sua decisão. Obviamente não cabia a mim anunciá-la antes dela própria. Pelo contrário, respeitar o seu tempo. Ela é representante de um segmento de pensamento na sociedade brasileira e, obviamente ela teve as etapas de conversas com aqueles que acompanham, que acompanharam. Teve uma votação extremamente expressiva e, obviamente, quis como é da sua natureza dar satisfação ouvir aqueles que a seguem e eu fico muito feliz de que sem qualquer tipo de pressão ela tenha tomado a decisão no tempo certo. É uma decisão que engrandece a boa política brasileira e acredito que nós iniciamos já essa reta final e decisiva do segundo turno demonstrando que o Brasil tem possibilidades não apenas de vencer o atual governo que ai está, que demonstra desespero em todas as suas ultimas ações para se manter no poder como temos as melhores condições para governar juntos o Brasil.

Convergências entre os programas de governo de Aécio e Marina

O nosso plano de governo é absolutamente convergente. Na verdade, um plano de governo, sabem disso os mais experientes que eu aqui, mas não mais velhos também um pouco, mas mais experientes, com certeza, Serra e Geraldo Alckmin, que um plano de governo é uma obra em permanente construção. Ninguém pode ter um plano de governo pronto e acabado para demandas que também não cessam que são crescentes e se renovam. Então houve uma convergência muito natural à valorização das ações sociais, nosso compromisso com a manutenção das políticas sociais, a nossa luta permanente pelo desenvolvimento sustentávele emoldurar isso mais uma vez o nosso absoluto e definitivo compromisso com a democracia, com as liberdades coletivas com as liberdades individuais e com a liberdade de imprensa. Tudo isso nos aproximou. Foi algo feito com absoluta tranquilidade. O documento que ontem anunciei em Recife e aqui uma palavra também pública de agradecimento à manifestação, não apenas do PSB nacional e local que eu já havia feito, mas à Renata Campos, viúva do meu amigo e do nosso amigo Eduardo Campos, e de toda a sua família foram pra mim um momento extremamente marcante. Portanto, essa construção foi feita com muita naturalidade e o programa de governo que eu defendo é muito próximo daquilo que Marina sempre defendeu. Hoje é um dia glorioso para a nossa caminhada rumo à Presidência da República.

Participação de Marina Silva na campanha

Acabo de receber uma manifestação dessa dimensão, dessa grandeza, não cabe a mim manifestar absolutamente mais nada. Estou extremamente feliz com esse apoio e que tocará fundo no coração de milhões de brasileiros, eu tenho absoluta certeza disso.

Fim da reeleição e mandato de cinco anos

Eu defendo há muito tempo o mandato de cinco anos coincidentes sem a reeleição. Portanto, essa proposta que consta desde as diretrizes do nosso programa de governo e permanece. E é convergente também com o que propunha Eduardo Campos e o que propõe hoje Marina Silva. Não houve mudança de absolutamente nada. O que houve foi uma valorização de determinados aspectos, de determinados temas, demos a eles uma luz maior nesse momento da caminhada, e foi um acordo programático em favor do Brasil. Essa realmente é a boa política que se pratica no Brasil hoje, não posso dizer a mesma coisa no outro campo.

Apoio dos católicos a Aécio Neves

Tenho dito sempre que o Estado é e deve ser sempre laico. Cabe a cada um de nós manifestarmos a nossa fé da forma que acharmos adequado. Certamente a presidente deve ter tido outros compromissos. Mas, eu pessoalmente estou muito, mas muito, honrado de estar aqui hoje e podem ter certeza, para mim, pro meu coração é algo muito confortante. Eu vou continuar essa minha caminhada sempre tendo como companheira de viagem a minha fé cristã, meus valores que sempre preguei e sempre pratiquei os valores da família e fiz questão de vir com a minha esposa Letícia aqui hoje. E o que posso dizer para vocês é que saio daqui revigorado. Cada vez que saio daqui dessa catedral, dessa basílica. Já recebi as primeiras bênçãos [referindo-se ao apoio de Marina Silva e do PSB]

Ataques do PT

Estamos vendo uma candidata desesperada, à beira de um ataque de nervos. Os ataques que ela tem a me fazer, na verdade, estão no meu currículo. Eu ocupei todos os cargos públicos com extrema dignidade, aqueles os quais fui nomeado, e aqueles que, durante trinta anos, eu ocupei pelo voto popular. Uma trajetória muito diferente, poderíamos dizer até opostos à dela, que construiu toda a sua vida pública por indicações. Não considero isso um demérito, talvez a grande diferença seja que, em todos os cargos que ocupei, seja eles eleitos ou por indicação, eu os honrei, agi com dignidade e com decência. Não podemos dizer a mesma coisa dos indicados da presidente da República, que podem escolher a área. Se não tiver te ocorrendo nenhuma, podemos escolher a Petrobras mesmo.<

Primeiras ações de seu governo

[Quero] resgatar a confiança dos brasileiros na política e nos seus governantes. Nós temos um conjunto de desafios a enfrentar na economia. O principal deles é resgatar a credibilidade perdida do Brasil para que ela nos ajude a recuperar investimentos, a controlar a inflação e a recuperar o crescimento da nossa economia. Uma simplificação do sistema tributário é absolutamente urgente no país, e o início da discussão para a votação de uma Reforma Política me parece também absolutamente necessárias, até para facilitar a discussão de outras questões relevantes. Vamos reorganizar o Estado brasileiro, substituir esse absurdo e nefasto aparelhamento da máquina pública, que gera ineficiência e desvios sucessivos, pela meritocracia, pela qualificação das pessoas. Nós vamos fazer com que o Estado volte a apresentar resultados, nós vamos permitir que a previsibilidade possa nos aproximar de um horizonte mais tranquilo em relação aos indicadores econômicos. Tenho absoluta certeza que nós vamos trabalhar muito – e eu farei isso ao lado de Geraldo Alckmin, ao lado de José Serra, no Senado, nossos parlamentares -, para reconstruir a federação no Brasil. O Brasil se transformou, ao longo dos últimos anos, em um Estado unitário, em que apenas a União tudo pode, tudo tem e tudo decide, e um país das dimensões do Brasil  não pode ser governado de uma forma tão centralizada.

Ruy Barbosa, Serra, dizia quando a Proclamação da República, que o Império ruíra não por ser Império, mas por não ter uma visão federalista do Brasil, ele se dizia, inclusive, federalista antes até de ser republicano. Precisamos reorganizar, governador Geraldo, e isso faremos isso em parceria com a sua experiência, com sua inspiração, a federação para que os Estados e municípios readquiram as condições deles próprios enfrentarem suas demandas crescentes. Equilibrar a federação será também uma das nossas principais prioridades.

A heróica virada de Aécio Neves no primeiro turno

Aécio cresceu em vez de se apequenar quando o terremoto Marina o esmagou de tal forma que ele foi inclusive aconselhado a desistir.

Aécio no segundo turno

Fonte: El País

O segredo da virada de Aécio Neves

O candidato do PSDB cresceu em vez de diminuir quando o terremoto de Marina Silva o esmagou

JUAN ARIAS

Aécio Neves não só foi a surpresa final deste primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras como também sua vitória, maior do que a prevista em todas as pesquisas, deve-se a ele pessoalmente. Tratou-se quase de um fenômeno em termos de psicologia: sua capacidade de reação frente a uma derrota anunciada e de alguma forma já aceita até por seu partido.

Neves cresceu em vez de se apequenar quando o terremoto Marina Silva o esmagou de tal forma que ele foi inclusive aconselhado a desistir. Arregaçou as mangas e anunciou que seria o vencedor capaz de disputar um segundo turno contra a Presidenta candidata Dilma Rousseff, que era tudo o que o partido dela, o PT, não desejava.

Sua posição de terceiro na disputa, um candidato em quem ninguém apostava diante da força da ecologista Silva, o levou a reagir inclusive nos debates, que acabou vencendo.

Não sei se conscientemente ou não, o que garantiu a vitória a Neves foi o fato de ter aparecido em todas as suas manifestações exteriores, entrevistas e debates, como o mais brasileiro de todos os candidatos. Revelou isso de modo cristalino em sua despedida de um minuto e 40 segundos no último e mais importante dos debates televisivos, o da TV Globo, com 50 milhões de telespectadores.

Apesar de aparecer naquele momento como derrotado em todas as pesquisas, Aécio, ao contrário das suas duas adversárias principais, Rousseff e Silva, dirigiu-se à audiência com coração brasileiro, exalando confiança, ou seja, sem dureza, sem agressividade, agradecendo o carinho recebido em suas peregrinações pelo país, revelando sua vontade de prosseguir na disputa, e com a certeza da vitória. Apresentou-se como candidato de todos os brasileiros, aos quais ofereceu certezas e capacidade de Governo, assim como a segurança de que possuía a receita para levantar o país da sua atual frustração. Emocionou-se e apelou à esperança hasteando a bandeira da mudança que a rua pedia. Foi naquela hora o único que acabou sendo aplaudido pela plateia presente.

Ex-senador e ex-governador do segundo Estado mais populoso do país, Minas Gerais, revelou em suas discussões com a candidata que liderava as pesquisas, Rousseff, sua capacidade dialética e uma forma firme, mas ao mesmo tempo brasileira, ou seja, não raivosa, de enfrentar suas adversárias políticas.

Aécio sempre foi criticado, quando na oposição, por não saber bater de frente com o governo. Atribuíam isso a esse espírito mineiro, mais propenso ao diálogo e aos acordos do que à guerra.

Com esse espírito desarmado, enfrentou uma campanha levada a cabo sob o signo dos golpes baixos, sem se deter nem mesmo diante da mentira e das desqualificações pessoais.

Neves nunca caiu nessa armadilha e prosseguiu firme em seu esquema, convencido de que, apesar de ter sido quase selada sua derrota, ele continuava acreditando com fé firme em dar a volta por cima.

Os votos reais, contrariamente ao que as pesquisas anunciavam até os levantamentos de boca de urna, o colocam a seis pontos da Dilma, muito pouco quando se pensa em como ele estava ao iniciar a aventura.

Dilma, que conseguiu menos votos do que na primeira vez em que foi escolhida, em 2010, agora enfrentará Neves, que aparece como surpresa ganhadora e que poderia contar a seu favor com até 60% dos votos da perdedora Marina.

Ele, que já foi surfista, lançou o slogan de que a “onda da razão” havia se erguido no mar da campanha, contra a onda do sentimento.

Seu êxito consistiu em saber, com teimosia, querer ganhar. Também contribuiu para isso sua campanha propositiva e de esperança, as duas fibras do atual coração brasileiro: o afeto e ausência do medo e o sentimento dos brasileiros que, em junho de 2013, haviam começado a usar a razão para exigir um Brasil melhor, que é o que prometeu criar o candidato mineiro, prudente e ao mesmo tempo tenaz.

‘PT cria ministérios para a companheirada’, afirma Aécio

Aécio Neves atacou os governos do PT em entrevista de pouco mais de dez minutos à rádio do Mercadão de Madureira.

Eleições 2014

Fonte: O Tempo

Ministérios para ‘companheirada’

Aécio Neves se refere aos quase 40 órgãos como uma vergonha e promete cortar a metade

candidato do PSDB à Presidência da RepúblicaAécio Neves, atacou os governos do PT em entrevista de pouco mais de dez minutos à rádio do Mercadão de Madureira, tradicional centro de comércio popular da zona norte do Rio de Janeiro, na manhã de ontem. “Quem tem condições de derrotar o PT no segundo turno somos nós”, disse Aécio, sem citar a candidata do PSB, Marina Silva, segunda colocada nas pesquisas. “Me preparei para governar o Brasil e encerrar esse ciclo que está aí, de inflação alta, crescimento baixo e escândalos que não param”, afirmou o tucano.

Aécio voltou a defender na entrevista a redução da maioridade penal e o corte de metade dos ministérios. “Vou acabar com metade dos atuais ministérios. É uma vergonha o Brasil ser hoje administrado por quase 40 ministérios para atender à companheirada”, acusou.

O senador permaneceu por 50 minutos no Mercadão de Madureira, mas não percorreu os boxes. Apenas desceu para a rádio, que fica no subsolo, e depois foi embora. O candidato posou para fotos com eleitores e ganhou de um deles um chapéu panamá, que usou no compromisso de campanha. Ao sair, o senador entrou em um ônibus e presenteou o motorista com o chapéu.

Após uma chegada tumultuada ao mercadão, o candidato falou com os jornalistas em um espaço reservado da rádio local, ao lado de Francisco Dornelles (PP), candidato a vice-governador na chapa de Luiz Fernando Pezão, que tenta a reeleição, e também acompanhado por Índio da Costa, candidato a deputado federal pelo PSD.

Em relação à Marina Silva, Aécio afirmou que a candidata “não atingiu governabilidade”, enquanto o PSDB tem quadros “qualificados”, em uma referência a declarações de Marina, de que gostaria de “governar com os melhores”, independentemente de partido. “Ela fica buscando enxergar no terreno do vizinho o fruto mais vistoso para compor seu pomar”, disse.

Menos impostos. O candidato tucano voltou a falar ontem em simplificação do sistema tributário, caso seja eleito. Ele se referiu especialmente às micro e pequenas empresas. Segundo Aécio, são elas as que mais geram empregos. “Meu compromisso é com simplificação do sistema tributário, facilitando a vida de quem empreende”, disse.

O presidenciável voltou a prometer que, caso seja eleito, irá apresentar ao Congresso Nacional na primeira semana de seu governo um projeto de lei que simplifique impostos. Em discurso voltado à economia, Aécio falou em desburocratizar as empresas brasileiras para que os empreendedores se sintam estimulados a fazer investimentos.

Preços

Sob controle. O tucano disse que seu governo não permitirá um avanço intenso de preços. “Teremos tolerância zero com inflação, que infelizmente este governo permitiu que voltasse”, afirmou.

FHC ironiza Dilma em evento

Nobel. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ironizou a presidente Dilma ao falar para 1.200 empresários em Fortaleza. “Ela merece o Prêmio Nobel da Economia, pois conseguiu arrebentar tudo ao mesmo tempo. Isso é muito difícil de fazer em economia”, disse, sob aplausos. FHC criticou a passagem de Dilma pela ONU. “É triste quando a presidente do Brasil diz que vamos negociar com quem quer degolar”, disse, em referência ao grupo radical Estado Islâmico.]

Segundo turno. Ao lado do candidato ao Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), o ex-presidente FHC pediu votos para Aécio, mas admitiu que é difícil ele ir para o 2º turno. “Se fosse pelas qualidades dele, iria, mas a máquina federal está muito organizada para reeleger a presidente, e o apelo de Marina é forte. Infelizmente, o que vale agora é o ‘marquetismo’, que confunde tudo”. O ex-presidente tem sido um cabo eleitoral ativo de Aécio Neves.

Pesquisa CNT/MDA mostra Aécio e Marina empatados tecnicamente

Se a eleição fosse hoje Dilma teria 40,4% das intenções de voto, Marina 25,2%. e Aécio Neves (PSDB) aparece com 19,8%.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Dilma aumenta vantagem em relação a Marina, aponta pesquisa CNT/MDA

Petista aparece com 40,4%, e com socialista 25,2%. Aécio Neves teria 19,8%

Pesquisa CNT/MDA divulgada nessa segunda-feira aponta que a presidente Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição, aumentou sua vantagem em relação a Marina Silva (PSB). De acordo com o levantamento, se a eleição fosse hoje a petista teria 40,4% das intenções de voto, enquanto a socialista, 25,2%. Aécio Neves (PSDB) aparece como opção para 19,8%.

No levantamento anterior, Dilma foi citada por 36% dos eleitores, e Marina, por 27,4%. Aécio, naquele cenário, tinha 17,6%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, isso demonstra que Aécio cresceu dentro dessa margem, assim como Marina caiu no mesmo patamar. Apesar disso, a diferença entre a socialista e o tucano caiu de 9,8 pontos percentuais para 5,4. Dilma registrou crescimento real, acima dos 2,2 pontos percentuais.

Luciana Genro (PSOL) oscilou de 0,9% para 1,2%; Pastor Everaldo foi de 0,8% para 0,6%. Os outros candidatos aparecem com 0,5%, enquanto votos brancos e nulos atingem 5,9%, e 6,4% não souberam ou não quiseram responder. Somados, os adversários da petista têm 47,3% das intenções de votos.

Numa simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a petista venceria por 47,7%, enquanto a socialista teria 38,7%, uma diferença de nove pontos percentuais. É a primeira vez na pesquisa realizada pela CNT/MDA em que Dilma aparece à frente de Marina no segundo turno.

Num hipotético cenário entre Dilma e Aécio, ela teria a preferência de 49,1%, e o tucano, de 36,8%.

A maioria dos eleitores acredita que Dilma será reeleita – são 61% que pensam dessa forma contra 51,2% no levantamento anterior, feito em 23 de setembro. A avaliação positiva do governo também cresceu e passou de 37,4% para 41%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 28 de setembro e foram ouvidos 2002 eleitores. A margem de erro é de 2.2 pontos percentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob número BR-00892/2014.

Aécio: ‘Nossa eleição garantirá a retomada do crescimento’

Em Caxias do Sul (RS), Aécio Neves reiterou a certeza de que sua eleição vai garantir a retomada do crescimento da economia brasileira.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Leia também:

Aécio diz que Marina é como torcedor que troca de time

Aécio reafirma necessidade de retomada do crescimento da economia

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda BrasilAécio Neves, reiterou nesta quinta-feira (25/09), em Caxias do Sul (RS), a certeza de que sua eleição vai garantir a retomada do crescimento da economia brasileira, possibilitando a geração de empregos e o combate à desindustrialização que afeta o país.

“Chego a Caxias muito confiante na vitória de um projeto de Brasil que interessa a todos os brasileiros, mas aos gaúchos e a Caxias do Sul, em especial, porque a nossa eleição é a que garantirá a retomada do crescimento da economia, com o retorno dos empregos que estão indo embora”, afirmou Aécio.

O candidato alertou sobre o processo de desindustrialização que vive o país e que impacta principalmente nas regiões industrializadas, que geram muitos empregos, como é o caso de Caxias.

Para Aécio, cabe ao governo tomar as medidas necessárias para assegurar a competitividade do setor, prática que não vem sendo seguida pela atual gestão.

“Nós temos que simplificar o nosso sistema tributário. Fazer os investimentos em infraestrutura que vão garantir competitividade a quem produz no Brasil e aumentar os nossos mercados mundo afora. Fazer tudo que o atual governo não vem fazendo. Nossa candidatura é a única que tem as condições de resgatar a confiança dos investidores no Brasil para que nós possamos viver um novo ciclo de crescimento”, ressaltou ele.

Carreata

Usando o lenço vermelho no pescoço que marca a luta farroupilha, Aécio chegou a Caxias do Sul ao lado da senadora Ana Amélia, candidata do PP ao governo do Rio Grande do Sul. Ele tomou chimarrão, foi saudado já no aeroporto da cidade e depois seguiu para uma carreata e caminhada pelas principais ruas da região central da cidade.

Eleitores a pé e em carros se concentraram na Rua Dr. Montaury e depois percorreram ruas e avenidas da cidade, encerrando o percurso na Praça João Pessoa. Aécio foi muito cumprimentado por comerciantes e pedestres e posou para fotos e abraços.

Onda da razão

Aécio afirmou que está confiante na Onda da Razão que vai levar sua candidatura à vitória nas urnas. “Acabo de receber indicadores de pesquisas em São Paulo, onde o nosso crescimento nos últimos quatro dias foi de seis pontos. Agora acaba de ser divulgada uma pesquisa em Santa Catarina, pelo Ibope, onde nossa candidatura cresce cinco pontos, enquanto outras caem. E aqui no Rio Grande do Sul não é diferente. Chegou a hora da Onda da Razão e a Onda da Razão significa votar num projeto que possa transformar sonhos em realidade”, destacou.

O candidato ressaltou que o Brasil merece um governo muito mais eficiente e mais ético do que o atual. “A minha candidatura não é uma candidatura do PSDB, de uma aliança partidária. Eu vou governar com os brasileiros mais qualificados, porque a complexidade dos problemas que nos esperam não é para amadores. A Presidência da República não é o melhor lugar para alguém aprender a governar. Eu não quero, como brasileiro, estar me frustrando daqui a quatro anos por uma escolha malfeita e acho que há essa percepção, hoje, nos eleitores”, explicou.

Dívidas

O candidato defendeu a renegociação da dívida dos Estados com a União e argumentou que o atual modelo restringe a capacidade de investimento dos governadores. “A minha proposta, em primeiro lugar, é aprovar aquilo que está no Congresso Nacional e o governo do PT não permitiu que fosse aprovado. Falo da proposta de renegociação do indexador da dívida, que não pode continuar penalizando os Estados como vem penalizando. Hoje, uma empresa amiga do poder vai ao BNDES e consegue um financiamento para os seus negócios em condições mais favoráveis do que os Estados têm para pagar sua dívida com a União”, argumentou Aécio.

Aécio afirmou que seu governo vai discutir propostas como a da senadora Ana Amélia (PSDB-RS), candidato do partido ao governo do Rio Grande do Sul que o acompanhou à visita a Caxias do Sul. A proposta permite o acerto de contas com a União em várias áreas.

“E vamos aprovar um projeto de minha autoria que impede que as desonerações feitas pelo governo federal impactem nas receitas de Estados e municípios. Quando se dá um desconto, uma desoneração de IPI ou de Imposto de Renda para determinado setor da economia, você impacta nas receitas dos municípios e dos Estados, porque o Imposto de Renda constitui o Fundo de Participação”, afirmou Aécio, lembrando que o governo Federal só poderá fazer desonerações sobre a parcela de receitas da União, caso seja aprovado seu projeto.

Ibope: Em Santa Catarina, Aécio passa Marina e agora é o segundo colado com 25%

Pesquisa Ibope aponta que Dilma (PT) tem 36% das intenções de voto, Aécio Neves (PSDB) tem 25%, e Marina Silva (PSB) tem 19%.

Eleições 2014

Fonte: G1

Em Santa Catarina, Ibope aponta: Dilma, 36%, Aécio, 25%, e Marina, 19%

Instituto entrevistou eleitores entre os dias 21 e 23 de setembro.

Margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (24) aponta que Dilma (PT) tem 36% das intenções de votoAécio Neves (PSDB) tem 25%, e Marina Silva (PSB) tem 19% entre os eleitores de Santa Catarina na disputa pela Presidência da República.

Pastor Everaldo (PSC) aparece com 2%, Eduardo Jorge (PV) e  Luciana Genro (PSOL) aparecem com 1% cada. Brancos e nulos somam 4% e não sabem ou não responderam, 12%. Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iazi (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) não alcançaram 1%.

Veja os números do Ibope para pesquisa estimulada (em que a relação dos candidatos é apresentada aos entrevistados) apenas no estado de Santa Catarina:

Dilma (PT): 36%

Aécio Neves (PSDB): 25%

Marina Silva (PSB):  19%

Pastor Everaldo (PSC): 2%

Eduardo Jorge (PV): 1%

Luciana Genro (PSOL): 1%

Outros com menos de 1%: 1%

Brancos e nulos: 4%

Não sabe ou não respondeu: 12%

No levantamento anterior, entre 14 e 16 de setembro, Dilma tinha 37%, Marina 24% e Aécio 20%. A pesquisa foi encomendada pelo Grupo RBS.

A pesquisa foi realizada entre os dias 21  e 23 de setembro. Foram entrevistados 1008 eleitores em 54 municípios do estado. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levada em conta a margem de erro de três pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) sob o número SC-00027/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00765/2014.

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (24) aponta que Dilma (PT) tem 36% das intenções de votoAécio Neves (PSDB) tem 25%, e Marina Silva (PSB) tem 19% entre os eleitores de Santa Catarina na disputa pela Presidência da República.

Pastor Everaldo (PSC) aparece com 2%, Eduardo Jorge (PV) e  Luciana Genro (PSOL) aparecem com 1% cada. Brancos e nulos somam 4% e não sabem ou não responderam, 12%. Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iazi (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) não alcançaram 1%.

Veja os números do Ibope para pesquisa estimulada (em que a relação dos candidatos é apresentada aos entrevistados) apenas no estado de Santa Catarina:  

Dilma (PT): 36%

Aécio Neves (PSDB): 25%

Marina Silva (PSB):  19%

Pastor Everaldo (PSC): 2%

Eduardo Jorge (PV): 1%

Luciana Genro (PSOL): 1%

Outros com menos de 1%: 1%

Brancos e nulos: 4%

Não sabe ou não respondeu: 12%

No levantamento anterior, entre 14 e 16 de setembro, Dilma tinha 37%, Marina 24% e Aécio 20%. A pesquisa foi encomendada pelo Grupo RBS.

A pesquisa foi realizada entre os dias 21  e 23 de setembro. Foram entrevistados 1008 eleitores em 54 municípios do estado. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levada em conta a margem de erro de três pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) sob o número SC-00027/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00765/2014.