• novembro 2017
    S T Q Q S S D
    « set    
     12345
    6789101112
    13141516171819
    20212223242526
    27282930  
  • Categoria

  • Mais Acessados

  • Arquivo

  • Twitter Blog Aécio Neves

Brasil não aceita mais manipulação da verdade, diz Aécio

Aécio Neves: “O Brasil não aceita mais a manipulação da verdade e a simples repetição de velhas promessas que, ao longo de 12 anos, infelizmente, não saíram do papel.”

Aécio: líder da oposição

Fonte: O Globo

Aécio rebate discurso de Dilma e diz que Brasil não aceita mais manipulação da verdade

Em nota, tucano afirma que país merece mais que discursos, promessas e propaganda

O presidente nacional do PSDBAécio Neves, divulgou nota sexta-feira dizendo que o partido inicia o novo ano revigorado e disposto a cumprir seu papel de maior partido na oposição. Segundo o tucano, a luta se dará ao lado das 51 milhões de pessoas que votaram contra a continuação do governo petista.

A nota, entretanto, responde ao discurso de posse de Dilma. O tucano não respondeu ao ex-ministro Gilberto Carvalhoque disse em sua despedida ter orgulho de pertencer à quadrilha a que Aécio se referiu como sendo o governo Dilma Rousseff.

“O Brasil não aceita mais a manipulação da verdade e a simples repetição de velhas promessas que, ao longo de 12 anos, infelizmente, não saíram do papel. Nosso país merece mais que discursos, promessas e propaganda. Queremos o Brasil honrado e justo a que todos temos direito. Por ele e ao lado de milhões de brasileiros damos as boas vindas a 2015!”, diz a nota de Aécio.

Segundo o tucano, as esperanças dos brasileiros em 2015 só serão honradas com a realização de mudanças que signifiquem conquistas efetivas na economia, na geração de empregos e de oportunidades para todos, que signifiquem a superação da drástica situação que o País enfrenta na Saúde e na Segurança pública.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy (BA), respondeu no mesmo tom o ex-ministro Gilberto Carvalho, que disse em sua despedida ter orgulho de pertencer à quadrilha a que Aécio Neves se referiu como sendo o governo Dilma Rousseff. Há alguns meses Carvalho chamou Aécio de “playboyzinho” e o candidato derrotado nas eleições de outubro devolveu, lembrando seu envolvimento no escândalo de propinas de Santo André, que resultou na morte do ex-prefeiro Celso Daniel. Hoje Imbassahy disse que o petista é o primeiro réu confesso da quadrilha do PT.

LÍDER DO PSDB RESPONDE GILBERTO CARVALHO

O líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy (BA), respondeu no mesmo tom o ex-ministro Gilberto Carvalho. Há alguns meses Carvalho chamou Aécio de “playboyzinho” e o candidato derrotado nas eleições de outubro devolveu, lembrando seu envolvimento no escândalo de propinas de Santo André, que resultou na morte do ex-prefeiroCelso Daniel. Hoje, Imbassahy disse que o petista é o primeiro réu confesso da quadrilha do PT.

– Essa palavra quadrilha vai ser muito repetida ao longo do ano em consequência das investigações em curso no país. Ao ser demitido do governo, o ex-ministro Gilberto Carvalho acaba por se tornar também o primeiro réu confesso da quadrilha do PT. A frase do ex-ministro deve ser guardada para posteridade até porque será muito útil ao MP e às autoridades nas investigações que vem ocorrendo – disse Imbassahy.

Anúncios

PSDB pede ao TSE cassação do mandato de Dilma Rousseff

PSDB pediu ao TSE cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff por suposto abuso de poder econômico e uso indevido da máquina pública.

PSDB acusou Dilma e Temer de receber dinheiro de origem ilegal de empreiteiras investigadas por envolvimento em fraudes na Petrobras.

Fonte: O Globo

PSDB pede cassação do mandato de Dilma

Partido alega que houve ilegalidades desde a convocação de rede nacional de rádio e TV para comemorar o Dia da Mulher até gastos da campanha acima dos limites

PSDB pediu ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff por suposto abuso de poder econômico e uso indevido da máquina pública durante a campanha eleitoral. Os advogados do partido protocolaram o pedido pouco antes da solenidade de diplomação da presidente e do vice-presidente Michel Temer. Na ação assinada também pelos partidos que se aliaram aos tucanos nas eleições presidenciais, aponta como ilegalidades desde a convocação de rede nacional de rádio e TV para comemorar o Dia da Mulher até gastos da campanha acima dos limites estabelecidos inicialmente.

“A eleição presidencial de 2014, das mais acirradas de todos os tempos, revelou-se manchada de forma indelével pelo abuso de poder, tanto político quanto econômico, praticado em proveito dos primeiros réus, Dilma Vana Rousseff e Michel Miguel Elias Temer Lulia, reeleitos Presidente e Vice-Presidente da República, respectivamente”, diz o texto. O PSDB alega que, com o pretexto de celebrar o Dia da Mulher, a presidente fez propagada de seu governo. No pronunciamento na TV, Dilma destacou o número de empregos e outras conquistas das mulheres durante sua administração.

PSDB acusou Dilma e Temer de receber dinheiro de origem ilegal de empreiteiras investigadas por envolvimento em fraudes na Petrobras. Para os tucanos, além de abusar nos gastos, a presidente e o vice-presidente da República “também abusaram do poder econômico — gastando acima do limite inicialmente informado e recebendo doações oficiais de empreiteiras contratadas pela Petrobras como parte da distribuição de propinas”.

Como base da acusação, o PSDB cita declaração do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa que, em depoimento à Justiça Federal em agosto, disse que parte da propina recebida de empreiteiras com contratos com a estatal era destinada ao PT. Na ação, o PSDB destaca ainda as doações que as empreiteiras fizeram ao PT em 2012 e 2013. O PSDB aponta ilegalidades ainda na manipulação de dados oficiais desfavoráveis ao governo e o uso de empresas públicas.

Centista político diz que oposição aumentou poder

Oposição não ficou apenas mais aguerrida, mas teve, segundo cientistas políticos ouvidos, uma mudança de comportamento.

PT não terá tréguas no Congresso

Fonte: O Globo

‘Houve aumento do poder da oposição’, diz cientista político

Políticos contrários ao governo se aproximam do modelo petista na gestão FH e ficam mais aguerridos

Desde que a presidente Dilma Rousseff foi reeleita com a diferença de pouco mais de três milhões de votos, a oposição não ficou apenas mais aguerrida, mas teve, segundo cientistas políticos ouvidos pelo GLOBO, uma mudança de comportamento. Professor da FVG-SP, Oscar Vilhena diz que o resultado que quase a levou ao poder fez com que a “ natureza” da oposição passasse por uma transformação, o que pode levá-la ao modelo que o PT exercia durante os governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

— No Congresso, houve aumento de poder da oposição. Com isso, nas áreas administrativas, acredito que vá agir como o PT agia no governo FH, com muita dureza. Na área econômica, como o PT fez uma agenda de convergência, acho que vai ser dura, mas não uma oposição sistemática, não da forma irresponsável que o PT fazia. Acredito que possa haver distinção — diz Vilhena, destacando que em alguns casos a oposição se mostrará “contundente e ambígua”: — Em relação à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), parte da oposição viu que era preciso pensar na governança e que colocar a presidente no fogo podia afetar os governos oposicionistas. Mas é preciso ainda lembrar que existem duas oposições. A majoritária, com PSB e PSDB, e uma mais voltada à direita, com (JairBolsonaro, (RonaldoCaiado. Mesmo com a nova composição do Congresso, a partir de fevereiro, esses blocos vão ter que dialogar. E é cedo para saber como isso vai se dar.

Mas nem só a oposição tem criado dificuldades e imposto derrotas ao Planalto. A base aliada, desde a reeleição, também pouco deu trégua.

— Dilma ter ganho com pouca diferença faz com que a base veja o PT e ela enfraquecidos. Com a questão econômica e as denúncias da Petrobras, o PMDB e os demais partidos sabem que Dilma vai precisar de apoio e, por isso, barganham. Na votação da LDO, o PMDB deu um voto de confiança ao Planalto, mas vai querer ter seus pleitos atendidos — diz Ricardo Ismael, da PUC-Rio.

Professor da UnB, David Fleischer diz que o “toma lá dá cá deve diminuir depois do anúncio do Ministério”:

— Mas como nem todos serão contemplados, é provável que a eleição do peemedebista Eduardo Cunha para a presidência da Câmara vire motivo de barganha. Com a oposição mais dura, o novo mandato vai ser um desafio.

Aécio promete oposição incansável ao governo Dilma

Oposição: “As pessoas querem continuar participando do processo político. Temos uma responsabilidade enorme para com o Brasil”, comentou Aécio.

Oposição mais forte

Fonte: PSDB

Aécio Neves afirma que Dilma enfrentará oposição conectada com a sociedade

Presidente do PSDB participou hoje, em Florianópolis (Santa Catarina) de reunião da Executiva Estadual do partido

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, participou, nessa segunda-feira (01/12), em Florianópolis (SC), de reunião da Executiva Estadual do partido. Durante o encontro, Aécio agradeceu a expressiva votação que recebeu em Santa Catarina na disputa presidencial e ressaltou que o PSDB e os partidos contam com o apoio da sociedade para fazer uma oposição incansável ao governo da presidente Dilma Rousseff. 

“Hoje, existe uma oposição àqueles que ganharam as eleições com uma conexão direta com a sociedade. Percebi isso em todas as visitas que fiz depois das eleições. As pessoas querem continuar participando do processo político. Temos uma responsabilidade enorme para com o Brasil. Vamos cumprir agora, na oposição, com a mesma determinação, com a mesma coragem, com a mesma responsabilidade para com o país o papel que nos foi determinado. Fiscalizar as ações do governo, cobrar as suas contradições, e os compromissos que assumiu com os brasileiros”, disse Aécio.

Aécio foi recebido na reunião pelo presidente do PSDB de Santa Catarina, senador Paulo Bauer. O encontro contou com a participação de lideranças regionais, como os ex-governadores Esperidião Amin e Leonel Pavan e de militantes do partido.

Ao falar com a imprensa, o tucano destacou que os catarinenses protagonizaram uma das mais belas páginas da história política brasileira ao votarem em peso no projeto de mudança defendido pelo PSDB. No estado, Aécio recebeu 64,59% dos votos válidos.

“Agradeço pessoalmente não apenas os votos, mas o empenho, a mobilização, a confiança do povo catarinense na mudança de valores, na mudança de visão de gestão pública, e também na visão de mundo. Santa Catarina protagonizou, nessas eleições, uma das mais belas páginas, acredito eu, da história política do Brasil. Porque foi às ruas, se mobilizou, e disse ao Brasil que o caminho da mudança era o caminho da verdade”, frisou o presidente nacional do PSDB.

Aécio destacou que o resultado não lhe tirou o entusiasmo de continuar defendendo os ideais que pregou na campanha.

“Acho que aqui plantamos uma semente extremamente fértil. De algo que o Brasil precisará ainda viver. Se não foi agora, acredito que será num futuro próximo. Um tempo de maior respeito, inclusive, aos adversários. Onde a disputa política não enverede mais para o caminho da infâmia, dos ataques pessoais, e possa ser o espaço do debate político, do bom debate político”, afirmou Aécio.

Aécio diz que perdeu eleições para organização criminosa

Aécio afirmou que não perdeu para um partido político, mas para uma “organização criminosa” existente em empresas apoiadas pelo governo Dilma.

Eleições 2014

Fonte: O Globo 

‘Eu perdi a eleição para uma organização criminosa’, diz Aécio Neves

Na TV, tucano relacionou escândalos de corrupção à ação do PT para reeleger Dilma

senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato à Presidência derrotado nas eleições de outubro, afirmou que não perdeu nas urnas para um partido político, mas para uma “organização criminosa” existente em empresas apoiadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT). A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Roberto D’Ávila, da GloboNews, que foi ao ar na noite de sábado.

— Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está — disse o tucano.

Na entrevista, Aécio fez várias outras críticas a Dilma, sua adversária nas eleições de outubro. Ele afirmou que Dilma se mantém no poder às custas do que classificou como “sordidez” investida contra os oponentes, em especial durante a campanha eleitoral.

— Essa campanha passará para a História. A sordidez, as calúnias, as ofensas, o aparelhamento da máquina pública, a chantagem para com os mais pobres, dizendo que nós terminaríamos com todos os programas sociais. Não só eu fui vítima disso. O Eduardo (Campos) foi vítima disso, a Marina (Silva) foi vítima disso e eu também. Essa sordidez para se manter no poder é uma marca perversa que essa eleição deixará — disse Aécio a Roberto D’Ávila.

Para o tucano, um ataque em campanha eleitoral, com respeito a determinados limites, “faz parte do jogo”. Ele ressaltou que a disputa entre candidatos deve ser de ideias, não de caráter pessoal. O senador lembrou que os embates com a presidente durante a campanha foram duros:

— Eu tinha que ser firme, mas sempre busquei ser respeitoso. Mas, nesses embates, eu representava o sentimento que eu colhia no dia anterior, ou no mesmo dia de manhã, de uma viagem que eu tinha feito por alguma região do Brasil. Eu passei a ser porta-voz de um sentimento de mudança e também de indignação com tudo isso que aconteceu no Brasil.

A comparação do PT com uma organização criminosa feita por Aécio não caiu bem no partido da presidente. O secretário nacional de Comunicação do partido, José Américo, considerou a declaração irresponsável e típica de quem não sabe se conformar com a derrota na eleição. José Américo disse que não viu a entrevista toda, mas vai pedir ao departamento jurídico do PT para analisar se é o caso de buscar alguma ação na Justiça contra o tucano.

— É desagradável. Aécio mostra que não sabe perder. Não é só um problema político, ele está abalado psicologicamente. A derrota em Minas abalou Aécio porque, ao perder no seu estado, perdeu também a corrida dentro do próprio PSDB. Está em desvantagem na sociedade e no PSDB. E aí faz uma acusação irresponsável desse tipo.

Na mesma entrevista, Aécio alertou para o risco de o Judiciário brasileiro ser politizado pelas indicações que a presidente Dilma fará para tribunais superiores. Ao longo do novo mandato, a petista indicará pelo menos seis dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque cinco dos atuais ocupantes das cadeiras completarão 70 anos, limite para a aposentadoria compulsória, até 2018. A outra vaga foi aberta em julho deste ano, quando o ministro Joaquim Barbosa pediu aposentadoria.

ATENÇÃO ÀS INDICAÇÕES PARA TRIBUNAIS

A presidente Dilma também fará seis nomeações para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) nos próximos quatro anos. O STJ é composto de 33 ministros. Antes de tomar posse, o ministro escolhido precisa passar por sabatina no Senado. Aécio pediu atenção aos parlamentares.

— É preciso que o Congresso esteja muito atento às novas indicações, seja para o STJ, seja para o STF. Não podemos permitir que haja qualquer tipo de alinhamento político do Judiciário brasileiro. A sociedade está mais atenta do que nunca para que as nossas instituições sejam preservadas — disse.

PSDB irá ao STF contra manobra orçamentária, afirma Aécio

Para Aécio, a nova lei, se aprovada, concede uma anistia à presidente pelo não cumprimento da meta fiscal.

Brasil sem rumo

Fonte: PSDB

Aécio diz que PSDB irá ao STF caso Congresso  aprove alteração da LDO
 
senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou, nesta terça-feira (25/11), que o partido irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso a base governista aprove o projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), isentando, na prática, a presidente Dilma de cumprir a meta fiscal de 2014. “Se modificada a LDO, a meu ver, de forma inconstitucional, vamos ao Supremo Tribunal Federal com uma ação em relação à modificação da LDO, permitindo que o déficit vire superávit”, afirmou Aécio em entrevista à imprensa no Congresso.
 
Para Aécio, a nova lei, se aprovada, concede uma anistia à presidente pelo não cumprimento da meta fiscal. Ele afirmou que o exemplo que a chefe do Executivo dá aos brasileiros é o pior possível.
 
“Não há mais Lei de Responsabilidade Fiscal. Ninguém vai ter mais autoridade de cobrar de um prefeito ou de um governador que cumpra também os seus percentuais mínimos de investimento em saúde e educação. Por que a presidente pode descumprir e o Congresso Nacional dar a ela esta anistia, e os prefeitos respondem inclusive criminalmente se não cumprirem as suas metas?”, questionou.
 
Aécio voltou a cobrar da presidente o controle dos gastos públicos. “O que eu questiono é a capacidade deste governo de cumprir aquilo que a legislação determina. Não podemos viver num país onde a legislação é alterada em função dos interesses do governante de plantão e de uma eventual maioria que amanhã pode estar no outro campo”, criticou o presidente nacional do PSDB.
 
Retrocesso
 
O senador também criticou a pressão exercida pelo Planalto sobre o Legislativo. Nesta terça, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, convocou sessão conjunta da Câmara e do Senado para apreciar os vetos presidenciais que estão trancando a pauta e impedindo a votação do projeto proposto por Dilma.
 
“É muito grave aquilo que estamos vendo aqui hoje. Sou parlamentar na essência, presidi essa Casa. Vou lutar até o último instante para defender as prerrogativas do Congresso Nacional. Não se trata mais de questão eleitoral, porque se não amanhã vamos iniciar uma nova legislatura com um retrocesso absurdo em relação à legislatura anterior”, ressaltou.
 
Aécio também afirmou que a sociedade precisa ficar atenta às negociações feitas entre o governo e a base aliada para aprovação do projeto. “É importante estarem atentos para as negociações que estão acontecendo nos porões, hoje, do Palácio. Porque você vê gente da base aguardando que cargos sejam distribuídos, que emendas sejam liberadas, ministérios sejam definidos para votar essa violência em relação à Constituição”, ressaltou.
 
Aécio também fez um alerta para as consequências caso o projeto que modifica a LDO seja aprovado. “A nota de crédito do Brasil vai ser rebaixada, investimentos vão continuar distantes do Brasil. Isso significa menos empregos e menos desenvolvimento. Quem paga ao final desta conta de um governo ineficiente, perdulário, que enganou a população brasileira é o cidadão brasileiro, principalmente o mais pobre”, afirmou.
 
Estelionato eleitoral
 
Aécio voltou a criticar a falta de transparência do governo federal sobre a realidade das contas públicas. Ele lembrou que, durante a campanha, cobrou uma posição da presidente, e a resposta era de que a situação estava sob controle.
 
“Até um mês antes das eleições, autoridades da área econômica diziam que as metas seriam cumpridas, cobrei da presidente da República durante debates o cumprimento dessas metas, a resposta dela era de que as contas estavam equilibradas. Tivemos o pior agosto, o pior setembro e o pior outubro, no que diz respeito às contas públicas, da década. Porque será? Infelizmente o Brasil viveu um grande estelionato eleitoral há poucos meses”, lamentou.

Aécio estará na linha de frente da oposição ao Governo Dilma

“Hoje ele é a personificação do sentimento por mudança expresso por 48% da população”, afirmou Marcus Pestana, presidente do PSDB-MG.

Oposição mais forte

Fonte: Valor Econômico

Aécio buscará liderança da oposição

Quando voltar ao SenadoAécio Neves (PSDB-MG) não ficará limitado à “camisa de força” da atuação parlamentar se quiser manter seu nome na cabeça do eleitorado. A ideia é evitar que ele encarne figura de oposição frontal a qualquer proposta do novo mandato de Dilma Rousseff, mas que ao mesmo tempo seja o contraponto a seu governo.

Recluso com a família numa fazenda, Aécio ainda não se sentou com o PSDB para alinhar a atuação que ele terá no Senado e como presidente nacional do PSDB. Mas em seu partido lideranças apontam os passos que esperam vê-lo dar.

“Assim que voltar ao Senado, ele terá de ser muito mais o líder das oposições e o presidente do PSDB do que propriamente aquele senador que faz o embate do dia a dia”, disse ao Valor PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor, o presidente do PSDB de Minas, o deputado federal Marcus Pestana.

Para esse embate no SenadoPestana diz que o PSDB conta com nomes de destaque da bancada atual, como o de Aloysio Nunes Ferreira (SP) como outros da tropa recém-eleita que inclui Antonio Anastasia (MG) José Serra (SP) e Tasso Jereissati (CE).

Aécio não pode ficar preso na camisa de força parlamentar. A sociedade não acompanha a vida no Parlamento”, disse ele.

“Hoje ele é a personificação do sentimento por mudança expresso por 48% da população. Ele vai encarnar isso menos no Senado e mais na sociedade”, afirmou, referindo-se ao percentual de votos que o tucano obteve no segundo turno da eleição presidencial.

Ao fugir do confinamento do Senado, Aécio terá de buscar estar à frente de eventos, de campanhas temáticas e ajudando a mobilizar setores da sociedade, defende Pestana – numa opinião que coincide com a de outros parlamentares tucanos.

O esforço, segundo essa visão, é para manter Aécio na cabeça do eleitorado. “Temos que alimentar isso, mas sem precipitar as coisas pensando em 2018.”

O mandato de Aécio Neves como presidente do PSDB vai até maio de 2015. “Ele vai ocupar todo esse espaço de contraponto deste governo e não só na tribuna do Senado“, disse o presidente do PSDB paulista, o deputado federal Duarte Nogueira.

Durante a campanha, Aécio evitou dar indicações mesmo a tucanos próximos como seria sua atuação no caso de derrota. “Até a eleição, ele era senador e presidente do partido. O papel será diferente agora, de liderar todo esse time [da oposição] na fiscalização, cobrança de reformas, de medidas contra inflação e para crescimento econômico e na elucidação dos escândalos da Petrobras.”

Durante seus primeiros quatro anos de mandato como senador, Aécio não se destacou por ter sido o tucano que esteve à frente de grandes embates com o governo Dilma nem o orador de discursos mais virulentos na tribuna. Não é um papel que parece se encaixar em seu perfil, mas com o respaldo de mais de 50 milhões de votos para presidente, ele volta ao Senado com influência muito maior.

Ainda mais porque o período de lua de mel que Dilma poderá ter tende a ser muitíssimo menor do que quando foi eleita em 2010. Ela terá uma agenda econômica complicada associada aos escândalos da Petrobras.

Para o deputado Marcus Pestana, é chave traduzir o apoio que Aécio teve em ação partidária. “Não só com resistência [a medidas e ações do governo], mas também com atitudes propositivas”.

Ao lado da mulher e dos filhos pequenos, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deve tirar alguns dias de descanso em uma viagem para fora do país. Antes, porém, ele faz uma primeira parada na fazenda da família em Cláudio (MG).

Candidata derrotada no primeiro turno, Marina Silva (PSB) tende a manter a aproximação com Aécio. “Marina e Aécio conversaram muito na campanha e construíram uma ponte entre eles”, disse ontem o deputado Walter Feldman, aliado de Marina e uma das lideranças que trabalham na criação do Rede Sustentabilidade. Mas, acrescentou o deputado, ela deve caminhar com disposição de diálogo com o governo Dilma: “O partido será de oposição, crítico ao governo, mas aberto a construir uma agenda. Todos os partidos devem estar abertos a uma concertação.”