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Pimentel é investigado por ter recebido dinheiro de sindicato de empresas de ônibus

Antiga empresa de consultoria do governador de Minas Gerais teria recebido R$ 1,1 milhão do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram).

Patrimônio do Sintram também não justifica o pagamento de R$ 1,1 milhão: é de apenas R$ 2,5 milhões, segundo balanço patrimonial oficial.

Empresas associadas ao sindicato negaram terem tido os bens avaliados pela consultoria

Fonte: O Globo

Pimentel é investigado por ter recebido dinheiro de sindicato de empresas de ônibus

Polícia Federal suspeita que se trata de caixa dois para a campanha do petista e investiga o caso. Foto: Alan Marques.


PF investiga ligação de sindicato com suposto caixa 2 de Pimentel

Antiga empresa do governador de MG recebeu R$ 1,1 milhão de entidade

A antiga empresa de consultoria do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), recebeu R$ 1,1 milhão do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram), que reúne concessionárias do transporte público na Grande BH e tem interesse direto nas decisões do governo estadual. A Polícia Federal suspeita que se trata de caixa dois para a campanha do petista e investiga o caso. Oficialmente, os pagamentos foram realizados a título de “avaliação mercadológica” do patrimônio do sindicato e das empresas.

No entanto, várias associadas negaram ao GLOBO terem tido os bens avaliados. O patrimônio do Sintram também não justifica o pagamento de R$ 1,1 milhão: é de apenas R$ 2,5 milhões, segundo balanço patrimonial oficial.

A empresa que recebeu os pagamentos, a OPR Consultoria Imobiliária, se chamava P-21 Consultoria até 2012 e tinha sociedade composta por Pimentel e seu assessor Otílio Prado. Pimentel deixou a sociedade no mesmo ano em que a empresa mudou de nome e de objeto social. No fim de 2014, depois da eleição do petista, Otílio transferiu a empresa para o seu filho, Alexandre Allan Prado. Atualmente, Otílio é assessor especial da Secretaria de Estado da Fazenda, com vencimento de R$ 23 mil.

Em junho deste ano, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na sede da OPR e na casa de Alexandre Prado, no âmbito da Operação Acrônimo, que investiga Pimentel. Além do Sintram, outras entidades patronais de Minas teriam realizado pagamentos suspeitos à OPR e a empresas sob influência de Otílio Prado. O inquérito corre sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), por causa do foro privilegiado do governador.

PAGAMENTO FOI PARCELADO

Fundado em 2001, o Sintram reúne as empresas de transporte de passageiros entre municípios que integram a Grande BH. Por lei, concessionárias de serviços públicos não podem fazer doações eleitorais.

A empresa contratada pelo Sintram para realizar sua avaliação patrimonial não tem autorização para realizar o serviço, pois não está inscrita no Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG). Segundo o órgão, a “atribuição de valor mercadológico de um bem” deve ser realizada por inscritas e o exercício ilegal da profissão enseja “ação penal”.

Os pagamentos à OPR foram realizados em quatro parcelas, pagas entre setembro de 2014 e fevereiro deste ano, na véspera e logo depois das eleições. O diretor financeiro do Sintram, Ermelindo da Rocha Faria Junior, disse que a “crise” foi um dos motivos do pagamento de R$ 1,1 milhão à consultoria de Alexandre Prado.

— A situação está difícil, não temos dinheiro para pagar o 13º salário. Para pedir financiamento em banco, a gente tem que saber o patrimônio das empresas — afirmou o diretor.

Faria Júnior garantiu que “todas as associadas” teriam sido contatadas para receberem visitas. Para o Sintram, o trabalho também buscaria “garantir o equilíbrio econômico-financeiro das empresas”.

— Eles visitaram as garagens, fizeram laudo, foto, tudo direitinho — afirmou.

EMPRESAS DESCONHECEM OPR

No entanto, donos e funcionários de associadas ao Sintram negaram ao GLOBO terem sido visitados pela OPR.

— Não tenho conhecimento disso — afirmou o dono da Viação Cuiabá, de Sabará (MG), Elio Moreira Marques.

Mesma resposta do dono da Vianel, Levi Lobato de Araújo:

— Desconheço o trabalho.

Eduardo Pudim, gerente da Viação Fênix, disse que “nunca ouviu falar” da OPR. Adenilson Henrique, da Transrosa, afirmou que não recebeu “nem comunicado” sobre o trabalho. Para o supervisor da garagem do Expresso Unir, Gilberto Tavares, “não teve”.

Dono de cinco empresas associadas ao Sintram, o grupo Rodap disse que se manifestaria apenas por meio de nota. Sem entrar em detalhes, afirmou que “participou da avaliação patrimonial informada”. O GLOBO procurou, então, os gerentes e funcionários de garagens administradas pelo Rodap.

— Que eu saiba, não teve isso — disse Jaqueline Rodrigues, da garagem Santa Luzia.

— Comigo aqui, não teve — afirmou Guilherme Silveira, gerente da garagem São Benedito. Até fevereiro, ele cuidava da garagem Justinópolis e afirmou não ter ocorrido avaliação no local. Gerente da unidade Venda Nova, Marcos Lessa disse “não ter conhecimento” de avaliação patrimonial.

Em nota, o Sintram afirmou que a OPR teria produzido “aproximadamente 50 laudos”. Se considerado o valor pago, é como se cada laudo tivesse custado, em média, o preço de um carro popular: R$ 22 mil.

Alexandre Prado não quis dar entrevista, nem responder a perguntas sobre a OPR e o contrato com o Sintram. Por meio do advogado, Estevão Melo, informou que “dados de interesse da Justiça serão respondidos a tempo e modo à Polícia Federal e ao Judiciário”.

O governador divulgou nota para afirmar “que nunca participou da OPR”. Ele é fundador e foi sócio da firma na época em que ela se chamava P-21. Disse não ter “conhecimento dos contratos firmados e trabalhos realizados” por ela. Perguntado sobre a suspeita de que empresas ligadas a Otílio Prado tenham sido usadas para financiar sua campanha, o governador não respondeu.

Oposição comprova mentiras do Governo Pimentel sobre diagnóstico de Minas

Oposição desmentiu item por item as informações do diagnóstico elaborado pelo governo Pimentel, que agiu de má fé e tentou enganar os mineiros.

PT mente

Fonte: PSDB

Governo Pimentel mente sobre diagnóstico de Minas, comprova oposição

Gustavo Valadares (PSDB), afirmou que o governador passou os primeiros quatro meses de sua gestão recorrendo a mentiras para desacreditar seus antecessores. Foto: Willian Dia/ALMG

Deputados comprovam com dados oficiais  mentiras e erros de diagnóstico do governo do PT

O Bloco Verdade e Coerência mostrou que mentiras são rebatidas com provas e dados concretos. Nesta quinta-feira (16/04), os deputados de oposição desmentiram item por item as informações do diagnóstico elaborado pelo governo, provando que, mais uma vez, Fernando Pimentel do PT agiu de má fé e tentou enganar os mineiros. Os dados apresentados em coletiva de imprensa, realizada na Assembleia Legislativa de Minas, fazem parte do site Observatório MG que entrará no ar na próxima semana.

Utilizando dados oficiais do próprio governo, do IBGE e o Tesouro Nacional os deputados do bloco desmascararam, por exemplo, a mentira sobre o novo orçamento em Minas, em que Fernando da Dilma ao tentar desfocar a crise econômica que o país atravessa, faz jogo de palavras, sugerindo falsos rombos e déficits, e até mesmo esconde, no atual orçamento, o aumento de R$ 1,54 bilhões na arrecadação do ICMS da energia.

Dados oficiais comprovam que Minas Gerais foi um dos poucos estados a fechar no azul. Esta semana o desmentido veio também da Agência internacional Standard & Poor’s que manteve a nota de Minas Gerais em decorrência do equilíbrio nas contas e da boa gestão dos governos anteriores.

“Tudo que foi colocado no diagnóstico pelo atual governo não é real. E a forma como este governo vem dirigindo os interesses de Minas nos preocupa muito. O governo gosta de falar muito e fazer de menos. Nós fizemos o contrário. Trouxemos números, grande parte deles fornecidos pelo próprio governo federal”, explicou o líder do Bloco, deputado Gustavo Corrêa (DEM).

Outro dado desmentido pela oposição foi o de que a taxa de homicídios cresceu 52,3% de 2002 a 2012. O estudo apresentado hoje comprovou que Minas tem o quarto menor índice de homicídios do país e que, além disso, houve uma redução de 21,5% no número de crimes violentos cometidos no estado nos últimos 12 anos.

Participaram também da coletiva os deputados Gustavo Valadares (PSDB), Duarte Bechir (PSD), Sargento Rodrigues (PDT), Dilzon Melo (PTB), João Leite (PSDB), Alencar da Silveira Júnior (PDT), Gil Pereira (PP) e Carlos Pimenta (PDT).

Para Gustavo Corrêa, as respostas às mentiras do PT são um compromisso da oposição com os interesses dos mineiros, ao contrário do que vem fazendo o PT, fomentando uma disputa político-eleitoral em Minas, em defesa dos seus próprios interesses.

“O que mais machuca o povo brasileiro é a mentira. Estaremos aqui para rebater fatos que sejam inverídicos, mas espero e desejo que o atual governo assuma o trabalho para o qual foi eleito nas urnas, e governe para todos os mineiros, porque o povo de Minas não pode ser prejudicado pela ineficiência da gestão petista“, disse Corrêa.

O líder da Minoria, deputado Gustavo Valadares (PSDB), afirmou que o governador passou os primeiros quatro meses de sua gestão recorrendo a mentiras para desacreditar seus antecessores em uma tentativa de mascarar o seu “desgoverno”.

“Quem lida com a verdade não se furta ao debate. Estamos prontos para rebater todos os discursos irresponsáveis deste novo governo que, por não ter capacidade de gerir o estado, vem se utilizando de um retrovisor, focando apenas em fazer críticas às gestões anteriores”, afirmou o deputado.

Conheça aqui os erros e as mentiras do PT: http://bit.ly/1Hb3K7D

Ações da Petrobras caem 14%, menor valor em 11 anos

Petrobras não tem o que comemorar em 2015: o ano mal começou e as ações da estatal já perderam R$ 17,7 bilhões em valor de mercado.

Denúncias de corrupção e mercado internacional afetam a Petrobras

Fonte: O Globo

Ação da Petrobras cai ao menor valor em 11 anos e já perdeu 14% em 2015

Bolsa fecha em queda de 2,05%; dólar chega a R$ 2,73 mas encerra valendo R$ 2,70

Petrobras não tem o que comemorar em 2015: o ano mal começou e as ações da estatal já caíram 14% na Bolsa, perdendo R$ 17,7 bilhões em valor de mercado em apenas dois pregões. Nesta segunda-feira, com preocupações sobre a Grécia e desaceleração na China e informações desencontrados do governo sobre ajustes na economia fizeram os papéis da petrolífera despencarem ao menor valor em mais de 11 anos, encerrando cotadas bem abaixo de R$ 9. Com a queda forte da companhia, a Bolsa brasileira inicia a semana em terreno negativo. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário local, caiu 2,05%, aos 47.516 pontos. Já no mercado de câmbio, o dólar comercial avançava 0,59% ante o real, a R$ 2,707 na compra e a R$ 2,709 na venda. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a valer R$ 2,732.

Na Grécia, a preocupação é que a crise política gere instabilidade na região, e já se especula a saída do país da União Europeia. Já na China o temor dos investidores é de uma desaceleração ainda maior na economia do país asiático. Essa redução no ritmo de crescimento tem afetado fortemente o preço de commodities, o que prejudica os países emergentes exportadores de matérias-primas, como o Brasil.

O euro caiu ao seu menor valor contra o dólar em quase nove anos. Além do temor de uma saída grega, a moeda é pressionada pelas especulações de que o Banco Central Europeu (BCE) está próximo de iniciar um grande programa de compra de ativos para estimular a economia. No meio da tarde, a moeda europeia caía 0,7% frente à divisa americana, a US$ 1,191. O euro chegou a valer a US$ 1,186, menor valor desde março de 2006.

É o menor preço das commodities, além das denúncias de corrupção no âmbito da Lava Jato, que tem prejudicado o desempenho das ações da Petrobras, que já aprofundaram a queda no início da tarde. O preço do petróleo tipo Brent opera novamente em queda, abaixo dos US$ 54 o barril. Os papéis preferenciais da estatal fecharam em queda de 8,01%, a R$ 8,61, e os ordinários recuaram 8,11%, a R$ 8,27 — o menor valor desde 30 de setembro de 2003, quando fechou valendo R$ 8,23. O valor de mercado da companhia é de R$ 109,7 bilhões.

— A principal força negativa nos mercados hoje é a cotação do petróleo, que cai com as perspectivas negativas de crescimento global e com o fato de os EUA prever se tornar exportador de petróleo, algo inédito — explicou Maurício Pedrosa, estrategista da Queluz Asset Management.

— A Petrobras é afetada, além do preço do petróleo, pelo fato de não haver qualquer alteração nos seus quadros mesmo diante de situação tão grave. A sensação que dá é que, quem investe na companhia no longo prazo, está investindo no escuro — analisou Alvaro Bandeira, sócio da Órama.

Além dos fatores externos, Adriano Moreno, estrategista da Futura Invest, destaca uma influência negativa interna sobre o mercado.

— Pegou muito mal a presidente Dilma ter desautorizado o ministro do Planejamento sobre mudanças no cálculo do reajuste do salário mínimo. Isso aconteceu logo na virada do ano e deixou a sensação de que talvez a autonomia da nova equipe econômica será limitada — afirmou o analista.

No final de semana, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, precisou divulgar uma nota afirmando que a política de reajuste não será alterada após a presidente Dilma Rousseff demonstrar descontentamento com as declarações.

“Em 24 horas a presidente já começou a tirar a autoridade dos principais ministros. Preocupante, até porque o salário mínimo tem crescido acima do aumento de produtividade dos trabalhadores brasileiros”, afirmou, em relatório a clientes, os analistas da Yield Capital.

Apesar das pressões negativas, Adriano Moreno acredita que a Bolsa brasileira tem pouco espaço para cair mais nos próximos dias, uma vez que já vem de uma queda de 3% no primeiro pregão do ano, na sexta-feira.

SETOR DE EDUCAÇÃO SOFRE COM MUDANÇA NO FIES

Apesar de a valorização do dólar ter sido global, mudanças no programa de intervenção do Banco Central também contribuíram internamente para a tendência. O BC anunciou no fim de dezembro que reduziria em 2015 de US$ 200 milhões para R$ 100 milhões a oferta diária de contratos de swap cambial — operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro e que busca desvalorizar a moeda estrangeira. O BC também disse que o programa vai vigorar por pelo quatro meses, em vez dos seis meses de a renovação que a autarquia vinha promovendo.

Entre as ações, o Ibovespa operou em queda generalizada, com praticamente todas papéis registrando desvalorização. Depois da Petrobras, a principal contribuição negativa veio da rede de universidades Kroton, que caiu 6,35%. As companhias do setor de educação são afetadas pela mudança nas regras do Fies, programa de financiamento universitário do governo federal. A partir deste ano, os estudantes precisarão atingir pelo menos 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não zerar a redação para conseguirem o financiamento. O programa responde por uma parcela importante das receitas das universidades privadas. A ação da Estácio caiu 5,71%.

Em cenário negativo para a economia global, a Vale registrou queda de 1,50% (ON) e 1,07% (PN). Outras “blue chips” (ações mais líquidas e importantes da Bolsa) também pressionaram o índice. A Ambev recuou 2,19%. O Banco do Brasil caiu 2,08%.

Brasil não aceita mais manipulação da verdade, diz Aécio

Aécio Neves: “O Brasil não aceita mais a manipulação da verdade e a simples repetição de velhas promessas que, ao longo de 12 anos, infelizmente, não saíram do papel.”

Aécio: líder da oposição

Fonte: O Globo

Aécio rebate discurso de Dilma e diz que Brasil não aceita mais manipulação da verdade

Em nota, tucano afirma que país merece mais que discursos, promessas e propaganda

O presidente nacional do PSDBAécio Neves, divulgou nota sexta-feira dizendo que o partido inicia o novo ano revigorado e disposto a cumprir seu papel de maior partido na oposição. Segundo o tucano, a luta se dará ao lado das 51 milhões de pessoas que votaram contra a continuação do governo petista.

A nota, entretanto, responde ao discurso de posse de Dilma. O tucano não respondeu ao ex-ministro Gilberto Carvalhoque disse em sua despedida ter orgulho de pertencer à quadrilha a que Aécio se referiu como sendo o governo Dilma Rousseff.

“O Brasil não aceita mais a manipulação da verdade e a simples repetição de velhas promessas que, ao longo de 12 anos, infelizmente, não saíram do papel. Nosso país merece mais que discursos, promessas e propaganda. Queremos o Brasil honrado e justo a que todos temos direito. Por ele e ao lado de milhões de brasileiros damos as boas vindas a 2015!”, diz a nota de Aécio.

Segundo o tucano, as esperanças dos brasileiros em 2015 só serão honradas com a realização de mudanças que signifiquem conquistas efetivas na economia, na geração de empregos e de oportunidades para todos, que signifiquem a superação da drástica situação que o País enfrenta na Saúde e na Segurança pública.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy (BA), respondeu no mesmo tom o ex-ministro Gilberto Carvalho, que disse em sua despedida ter orgulho de pertencer à quadrilha a que Aécio Neves se referiu como sendo o governo Dilma Rousseff. Há alguns meses Carvalho chamou Aécio de “playboyzinho” e o candidato derrotado nas eleições de outubro devolveu, lembrando seu envolvimento no escândalo de propinas de Santo André, que resultou na morte do ex-prefeiro Celso Daniel. Hoje Imbassahy disse que o petista é o primeiro réu confesso da quadrilha do PT.

LÍDER DO PSDB RESPONDE GILBERTO CARVALHO

O líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy (BA), respondeu no mesmo tom o ex-ministro Gilberto Carvalho. Há alguns meses Carvalho chamou Aécio de “playboyzinho” e o candidato derrotado nas eleições de outubro devolveu, lembrando seu envolvimento no escândalo de propinas de Santo André, que resultou na morte do ex-prefeiroCelso Daniel. Hoje, Imbassahy disse que o petista é o primeiro réu confesso da quadrilha do PT.

– Essa palavra quadrilha vai ser muito repetida ao longo do ano em consequência das investigações em curso no país. Ao ser demitido do governo, o ex-ministro Gilberto Carvalho acaba por se tornar também o primeiro réu confesso da quadrilha do PT. A frase do ex-ministro deve ser guardada para posteridade até porque será muito útil ao MP e às autoridades nas investigações que vem ocorrendo – disse Imbassahy.

PSDB pede ao TSE cassação do mandato de Dilma Rousseff

PSDB pediu ao TSE cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff por suposto abuso de poder econômico e uso indevido da máquina pública.

PSDB acusou Dilma e Temer de receber dinheiro de origem ilegal de empreiteiras investigadas por envolvimento em fraudes na Petrobras.

Fonte: O Globo

PSDB pede cassação do mandato de Dilma

Partido alega que houve ilegalidades desde a convocação de rede nacional de rádio e TV para comemorar o Dia da Mulher até gastos da campanha acima dos limites

PSDB pediu ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff por suposto abuso de poder econômico e uso indevido da máquina pública durante a campanha eleitoral. Os advogados do partido protocolaram o pedido pouco antes da solenidade de diplomação da presidente e do vice-presidente Michel Temer. Na ação assinada também pelos partidos que se aliaram aos tucanos nas eleições presidenciais, aponta como ilegalidades desde a convocação de rede nacional de rádio e TV para comemorar o Dia da Mulher até gastos da campanha acima dos limites estabelecidos inicialmente.

“A eleição presidencial de 2014, das mais acirradas de todos os tempos, revelou-se manchada de forma indelével pelo abuso de poder, tanto político quanto econômico, praticado em proveito dos primeiros réus, Dilma Vana Rousseff e Michel Miguel Elias Temer Lulia, reeleitos Presidente e Vice-Presidente da República, respectivamente”, diz o texto. O PSDB alega que, com o pretexto de celebrar o Dia da Mulher, a presidente fez propagada de seu governo. No pronunciamento na TV, Dilma destacou o número de empregos e outras conquistas das mulheres durante sua administração.

PSDB acusou Dilma e Temer de receber dinheiro de origem ilegal de empreiteiras investigadas por envolvimento em fraudes na Petrobras. Para os tucanos, além de abusar nos gastos, a presidente e o vice-presidente da República “também abusaram do poder econômico — gastando acima do limite inicialmente informado e recebendo doações oficiais de empreiteiras contratadas pela Petrobras como parte da distribuição de propinas”.

Como base da acusação, o PSDB cita declaração do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa que, em depoimento à Justiça Federal em agosto, disse que parte da propina recebida de empreiteiras com contratos com a estatal era destinada ao PT. Na ação, o PSDB destaca ainda as doações que as empreiteiras fizeram ao PT em 2012 e 2013. O PSDB aponta ilegalidades ainda na manipulação de dados oficiais desfavoráveis ao governo e o uso de empresas públicas.

Centista político diz que oposição aumentou poder

Oposição não ficou apenas mais aguerrida, mas teve, segundo cientistas políticos ouvidos, uma mudança de comportamento.

PT não terá tréguas no Congresso

Fonte: O Globo

‘Houve aumento do poder da oposição’, diz cientista político

Políticos contrários ao governo se aproximam do modelo petista na gestão FH e ficam mais aguerridos

Desde que a presidente Dilma Rousseff foi reeleita com a diferença de pouco mais de três milhões de votos, a oposição não ficou apenas mais aguerrida, mas teve, segundo cientistas políticos ouvidos pelo GLOBO, uma mudança de comportamento. Professor da FVG-SP, Oscar Vilhena diz que o resultado que quase a levou ao poder fez com que a “ natureza” da oposição passasse por uma transformação, o que pode levá-la ao modelo que o PT exercia durante os governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

— No Congresso, houve aumento de poder da oposição. Com isso, nas áreas administrativas, acredito que vá agir como o PT agia no governo FH, com muita dureza. Na área econômica, como o PT fez uma agenda de convergência, acho que vai ser dura, mas não uma oposição sistemática, não da forma irresponsável que o PT fazia. Acredito que possa haver distinção — diz Vilhena, destacando que em alguns casos a oposição se mostrará “contundente e ambígua”: — Em relação à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), parte da oposição viu que era preciso pensar na governança e que colocar a presidente no fogo podia afetar os governos oposicionistas. Mas é preciso ainda lembrar que existem duas oposições. A majoritária, com PSB e PSDB, e uma mais voltada à direita, com (JairBolsonaro, (RonaldoCaiado. Mesmo com a nova composição do Congresso, a partir de fevereiro, esses blocos vão ter que dialogar. E é cedo para saber como isso vai se dar.

Mas nem só a oposição tem criado dificuldades e imposto derrotas ao Planalto. A base aliada, desde a reeleição, também pouco deu trégua.

— Dilma ter ganho com pouca diferença faz com que a base veja o PT e ela enfraquecidos. Com a questão econômica e as denúncias da Petrobras, o PMDB e os demais partidos sabem que Dilma vai precisar de apoio e, por isso, barganham. Na votação da LDO, o PMDB deu um voto de confiança ao Planalto, mas vai querer ter seus pleitos atendidos — diz Ricardo Ismael, da PUC-Rio.

Professor da UnB, David Fleischer diz que o “toma lá dá cá deve diminuir depois do anúncio do Ministério”:

— Mas como nem todos serão contemplados, é provável que a eleição do peemedebista Eduardo Cunha para a presidência da Câmara vire motivo de barganha. Com a oposição mais dura, o novo mandato vai ser um desafio.

Votação da meta fiscal: base aliada abandonou governo

No plenário esvaziado, era nítida a ausência dos líderes dos partidos. O líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha, não compareceu.

PMDB quer vender caro apoio do descalabro da nova meta fiscal

Fonte: O Globo

Base aliada abandonou governo na sessão para votação da meta fiscal

Lista mostra que PMDB teve destaque entre os ausentes

base aliada não compareceu à sessão, levando à derrota do governo na sessão do Congresso. Segundo dados da lista de presença já disponibilizada, compareceram 222 deputados e 32 senadores, quando o quorum mínimo de votação é de 257 deputados e 41 senadores.

As ausências foram generalizadas, com destaque para o PMDB: foram 37 parlamentares. Da Câmara, dos 71 deputados, apenas 28 compareceram. Dos 19 senadores, apenas oito. Segundo a lista de presença, do PT, compareceram 69 parlamentares, sendo 57 deputados (de uma bancada de 87) e 12 dos 13 senadores.

Mas o levantamento dos técnicos mostrou a presença por bloco, entre deputados e senadores. Do PMDB, 37 parlamentares. Do PP, apenas 23; do PR, apenas 17; do PRB, 4; do PROS, 11; e do PSD, 26.

No plenário esvaziado, era nítida a ausência dos líderes dos partidos. O líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), não compareceu. Ele estava num almoço da bancada do PSC, em apoio à sua candidatura à Presidência da Câmara. Segundo Cunha, a sessão ao meio-dia atrapalhou a mobilização dos parlamentares.

— Estava num almoço da bancada do PSC — afirmou Eduardo Cunha.

Já o líder do PMDB no SenadoEunício Oliveira (CE) – que estava em Plenário – disse que a bancada de senadores do partido está sim mobilizada para aprovar a proposta e lembrou que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) foin escolhido para ser o relator da proposta de redução do superávit e está se empenhando para aprová-la.

— O PMDB do Senado não vai participar de nenhum instrumento contra a aprovação. Mas não podemos atropelar o regimento — disse Eunício Oliveira.

No Plenário, no momento da votação, era evidente a presença dos líderes dos partidos no Senado e a ausência dos líderes na Câmara, do lado da base governista. Do lado da oposição, os líderes estavam presentes e fizeram o embate. Mas o senador Aécio Neves (PSDB-MG) não registrou presença.