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Aécio Neves no Senado Federal vai garantir papel de destaque para o PSDB e poderá ajudar unir partido

Os caminhos de Aécio Neves até a eleição de 2014

Publicado pela Revista Veja: Carolina Freitas

Desempenho nas urnas em 2010 garante ao senador papel de líder do PSDB. E ele precisa provar que é capaz de unir o partido

Para Humberto Dantas, o perfil de Aécio deve garantir sua permanência entre os tucanos. “Sair seria difícil e arriscado. Aécio tem uma boa relação com Alckmin. Juntos os dois darão identidade ao novo PSDB.”

Nenhum outro tucano saiu das urnas tão vitorioso quanto Aécio Neves. Após oito anos à frente do governo de Minas Gerais, ele se elegeu senador com 7,6 milhões de votos e ainda empenhou seus 70% de aprovação no estado nas vitórias de Itamar Franco (PPS), também para o Senado, e de Antonio Anastasia, o antes desconhecido vice-governador que se transformou em seu sucessor.

Carlos Rhienck/FolhapressAécio sai da eleição como maior liderança entre os tucanos
Da popularidade de Aécio Neves, portanto, ninguém pode duvidar. A prova que se apresenta a ele agora é de outra natureza. Nos próximos quatro anos, o ex-governador mineiro precisa mostrar sua capacidade de liderança nacional para unir o PSDB e pavimentar o caminho até as eleições presidenciais de 2014.

Ao lado do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, Aécio é hoje o principal nome do PSDB para a disputa. Alckmin, apesar da votação expressiva em São Paulo, já foi derrotado uma vez por Luiz Inácio Lula da Silva. Aécio é, no conteúdo e na forma, a grande novidade. Terá voltados para si todos os holofotes da oposição.

Para Marco Antonio Villa, historiador e professor de Ciência Política da Universidade de São Carlos, Aécio terá de evoluir para se firmar no cenário nacional. “A rotina de senador lhe exigirá outra postura. A cada dia ele precisa estar pronto a discutir uma pauta diferente”, analisa Villa. “Não basta ser conciliador, ter jogo de cintura. É preciso ter e defender ideias em um ambiente de tensão permanente.”

O voto de 44% dos brasileiros em José Serra no segundo turno das eleições de 2010 serve de recado para Aécio: há demanda por um discurso e uma proposta de oposição. “Aécio deve falar, antes de tudo, a esse eleitorado”, diz Villa.

O sociólogo Humberto Dantas, doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo, lembra que, para construir a viabilidade de seu nome para 2014, Aécio precisa quebrar a centralização do PSDB em São Paulo. Seria a saída para suavizar a rixa entre tucanos mineiros e paulistas e seus reflexos negativos nas urnas – foi por causa dessa disputa interna que Serra se saiu mal em Minas, e se a questão não for resolvida, pode se voltar contra Aécio em São Paulo numa futura eleição nacional.

Para dar conta de tantas missões, bastaria a Aécio o cargo de senador? Ele jura que sim. Correligionários fazem eco. “Ele não procura títulos, é um líder nato. Aécio pode ser qualquer coisa, menos um qualquer”, afirma o fiel escudeiro Nárcio Rodrigues, presidente do PSDB de Minas.

Apesar do discurso, circulam pelos bastidores pelo menos três possibilidades, complementares ao Senado, para 2011. Aécio poderia assumir a presidência do Senado, poderia ainda presidir o PSDB, ou abandonar o partido que ajudou a fundar.

Presidência do Senado – O posto dos sonhos de Aécio é tão desejado quando improvável. E o mineiro dá sinais de que não pretende encampar essa guerra, ao assumir o discurso de que vai respeitar a proporcionalidade como critério de escolha do presidente da Casa. “Ele pode até sonhar com a presidência do Senado, mas não aposta em cavalo perdedor”, analisa Marco Antonio Villa. Para Humberto Dantas, assumir a tarefa seria “uma jogada de mestre”. “Ao mesmo tempo, porém, representaria um custo muito alto”, avalia.

A escolha preza pela representação proporcional dos partidos que compõe a Casa. Quem tem a maior bancada decide. No caso, o PMDB, com 20 cadeiras, e o PT, com 14, estão na frente do PSDB, que tem 11. “Há um acordo muito bem amarrado entre PMDB e PT para comandar o Senado. É uma posição com poder e visibilidade enormes. A base não entregaria isso a Aécio”, diz Villa.

Os galanteios do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), lançando Aécio ao posto, têm outra explicação. “São um recado ao PT, para que preste atenção ao PSB na partilha de espaço dentro do governo Dilma Rousseff”, diagnostica Dantas. “Aécio tem proximidade com Cid, Ciro Gomes e Eduardo Campos. Eles podem agir juntos, se quiserem.” PSDB e PSB firmaram alianças regionais em cinco estados nas eleições de 2010: Paraná, Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraíba. Em todos eles, os candidatos a governador apoiados saíram vitoriosos.

Presidência do PSDB – O PSDB decidiu esticar até maio de 2011 o mandato do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra, que terminaria em outubro. E não foi à toa. O objetivo é evitar o acirramento de ânimos entre apoiadores de José Serra e de Aécio Neves em um momento já delicado, após a derrota de Serra nas urnas. A disputa pela presidência do partido mobilizará os dois grupos, mas tende a terminar com uma decisão no melhor estilo tucano: um nome de convergência.

“Não seria bom para o PSDB ter Serra ou Aécio como presidente nacional, por conta das rusgas entre os grupos de cada um. Um deles assumir representaria que o outro foi derrotado, o que só aumentaria a cisão”, afirma Humberto Dantas.

Para Marco Antonio Villa, a tarefa de dirigir o partido exigiria de Aécio dedicação. “O PSDB é um condomínio de algumas lideranças regionais fortes. Precisa de alguém que o transforme em partido, com discurso, proposta e identidade”, diz o professor. “A tarefa envolve muito esforço interno. E Aécio precisa garantir visibilidade externa se quiser sair candidato a presidente em 2014.”

O caminho natural, portanto, será Aécio tentar colocar na presidência do partido um nome de sua confiança, avalia cientista político Fábio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais. “Não interessa a Aécio que Serra assuma a presidência do partido. Isso daria ao adversário força para tentar mais uma candidatura à Presidência da República.” Um dos nomes de confiança de Aécio cotados para o cargo é o do senador em fim de mandato Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Por hora, tanto serristas quanto aecistas são só elogios a Sérgio Guerra. “Ele tem ido muito bem na condução do partido, mostra muita tranqüilidade e uma paciência incrível para acomodar correntes”, afirma a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), uma das apoiadoras mais fieis do ex-governador paulista. “O partido está muito bem conduzido na mão de Guerra”, afirma o deputado federal Nárcio Rodrigues (PSDB-MG).

Fora do PSDB – Possibilidade remota, mas que ainda será muito ventilada nos próximos meses. Os boatos a respeito da saída de Aécio Neves do PSDB facilitam barganhas do mineiro dentro do partido e negociações de líderes do PSB e do PMDB com o PT. “Se houver alguma mudança de partido, so acontecerá depois das eleições municipais de 2012, quando o cenário eleitoral estiver mais claro”, acredita Villa. “Até lá surgirão muitos balões de ensaio.”

Sair de verdade só se a situação dentro do partido ficar insustentável, avalia Fábio Wanderley. “Aécio só sai se o partido estiver se desintegrando, que não é o que se vê agora.” Para Humberto Dantas, o perfil de Aécio deve garantir sua permanência entre os tucanos. “Sair seria difícil e arriscado. Aécio teve paciência para esperar o melhor momento para se candidatar, cedeu a vez a Serra. Além disso, tem uma boa relação com Alckmin. Juntos os dois darão identidade ao novo PSDB.”

Link da matéria: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/os-caminhos-de-aecio-neves-ate-a-eleicao-de-2014

 

 

Curso de Introdução ao Cinema: São Tiago e Montalvânia recebem Oficinas de Audiovisual oferecido pelo Governo Antonio Anastasia

Depois de Malacacheta, no Vale do Mucuri, Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, e Santa Margarida, no Leste do Estado, mais duas cidades mineiras recebem, em dezembro, as Oficinas de Audiovisual oferecidas pela Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (SEC-MG), por meio da Superintendência de Ações Culturais. As atividades chegam a São Tiago, na região do Campo das Vertentes, e Montalvânia, no Norte de Minas. De 2006 a 2010, 20 cidades já participaram do projeto.

O objetivo das oficinas é levar ao interior o Curso de Introdução ao Cinema, sensibilizando os participantes em relação à arte cinematográfica, oferecendo elementos para melhor compreensão de um filme. Outra função das oficinas é estimular a criação e participação das pessoas em cineclubes e na implementação de pontos de exibição.

O curso é realizado em cidades onde haja demanda local e parceiros que se responsabilizem pela oferta do espaço com equipamentos necessários para apresentações, além da divulgação local e coordenação das inscrições.

Para mais informações, entre em contato com Cecília Rocha ou Clarisse Machado pelos telefones (31) 3915-2660 ou (31) 3915-2661.

Próximas oficinas

São Tiago

De 2 a 5 de dezembro

Telefones – (32) 3376-1420 e (32) 9927-7271

e-mail: prefeitura@saotiago.mg.gov.br

Montalvânia

De 9 a 12 de dezembro

Telefones – (38) 3614-1007, (38) 3614-1393 e (38) 9964-4482

e-mail: cultura@montalvania.mg.gov.br

 

Fapemig apoia criação de software que auxilia gestão de refeições escolares e combate o desperdício de comida

O desperdício de alimentos é um dos problemas mais graves enfrentados pelo Brasil. De acordo com dados do Instituto Akatu, organização não governamental que atua na defesa do consumo consciente, cerca de um terço da comida comprada no país é jogada no lixo. A informação, por si só aterradora, torna-se ainda mais grave se a contrastamos com outra: mais de 14 milhões de brasileiros passam fome, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2004. Toneladas de alimentos são descartadas diariamente em casas, restaurantes e até escolas, particulares e públicas, ocasionando prejuízos ao Estado e, indiretamente, a toda a população de contribuintes.

Para tentar reduzir perdas de alimentos utilizados na produção de merendas escolares, a Teknisa, empresa especializada no desenvolvimento de softwares sediada em Belo Horizonte, criou um programa voltado para a gestão de merendas escolares. Com o nome de SchoolMeals, o software é destinado a prefeituras que desejam administrar melhor a produção e distribuição dos alimentos usados no preparo das refeições dos estudantes e também a empresas do ramo de alimentação escolar. O projeto foi desenvolvido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) dentro do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe), iniciativa que financia projetos de inovação em diferentes áreas.

Segundo Cíntia Rios, diretora de negócios da empresa, cerca de 200 escolas em Minas Gerais e São Paulo já implantaram o programa. A utilização da ferramenta possibilita mensurar com mais precisão o consumo mensal de alimentos de cada escola, evitando o desperdício e permitindo o planejamento de compras. “Devido ao processo de licitação, muitas prefeituras optam por fazer grandes compras. O software oferece uma estimativa de quanto deve ser adquirido de cada gênero”, explica a agente de negócios da empresa, Arabelle Menezes.

Benefícios

O software funciona assim: após o uso ou aluguel da licença, ele é instalado na central de merendas, local a partir de onde serão distribuídos os alimentos. Lá, são cadastrados todos os produtos adquiridos para as merendas e elaborados os cardápios que serão servidos nas escolas e creches abastecidas. O cadastro é discriminado de acordo com níveis dos pratos – saladas, sopas, pratos principais, sobremesas e sucos – incluídos nas merendas.

O banco de dados que acompanha a versão principal do programa inclui cerca de 4.500 produtos, aos quais podem ser acrescentados outros ou retirados aqueles não utilizados. É possível incluir uma série de dados sobre os itens, como a safra, origem da compra e preço. Saber quais são os vendedores tem importância especial para os gestores, já que desde 2009 eles são obrigados a adquirir 30% do total de gêneros alimentícios de agricultores familiares.

Além dos produtos usados no preparo das refeições, há também 1500 receitas. A intenção é contribuir para a padronização das refeições oferecidas nas instituições de ensino, mas deixando uma brecha para que o cliente consiga adequar à ferramenta de acordo com suas necessidades, acrescentando ou retirando pratos.

Uma das principais funções do programa é o controle dos estoques de alimentos disponíveis nas escolas e creches. Para isso, um profissional designado por cada um desses locais instala um aplicativo do programa em um notebook, que é conectado ao computador da central de merendas para transferência desses números. O controle também pode ser feito manualmente, quando as escolas entregam o inventário das quantidades restantes à central de merendas. Dessa forma, a prefeitura consegue saber quais gêneros estão em falta, qual o consumo médio total e per capita e determinar qual deve ser a velocidade da reposição. O SchoolMeals também permite a emissão de relatórios de vários tipos, instrumento importante para as escolas na hora de prestar contas do uso do dinheiro repassado.

Outros dois importantes recursos do software é a possibilidade de se propor refeições de acordo com um limite de gasto por aluno definido pela prefeitura, e com os valores de nutrientes adequados. O nutricionista vai elaborando o cardápio na tela e, quando o valor é ultrapassado, o sistema avisa, destacando os números. O nutricionista Arabelle Menezes, conta que essa foi uma das principais preocupações da empresa ao desenvolver o software. “Por se tratar de alimentação escolar e pelo fato de que nem sempre as escolas têm uma nutricionista à sua disposição para balancear os cardápios, achamos que seria importante oferecer essa possibilidade”, revela. Justificando sua preocupação, há inúmeros estudos que relacionam a ocorrência da obesidade em crianças e adolescentes a hábitos alimentares, mantidos em casa e na escola. Apesar da orientação de médicos, muitos colégios continuam a vender salgadinhos, doces, refrigerantes e outras guloseimas, que costumam ser os preferidos dos meninos, como mostrou pesquisa feita por professores da Universidade Federal de Juiz de Fora, publicada na edição de julho e setembro de 2008 da HU Revista. Feita com alunos com idade média de dez anos de idade, a pesquisa constatou que cerca de 45% deles comprava os lanches em vez de consumir os oferecidos pela escola. Em resposta ao questionário aplicado pelos pesquisadores, as crianças reconheceram que as refeições eram mais saudáveis do que as disponíveis na lanchonete, mas ainda assim mantinham a compra.

Desenvolvimento

A diretora de negócios da Teknisa, Cíntia Rios, conta que o SchoolMeals começou a ser desenvolvido em 2006, quando notaram que as soluções oferecidas pelo mercado para a administração de cozinhas industriais não contemplavam particularidades do setor de alimentação escolar, cujo controle é mais complexo e o volume de informações, muito maior. A elaboração do programa durou seis meses e começou com um levantamento das estratégias de controle de estoque utilizadas por clientes que atuavam no segmento de merendas escolares. Dessa maneira, a equipe investigou que opções poderiam ser contempladas pelo sistema em desenvolvimento. Houve também alguns ajustes ao longo do processo como a substituição do aplicativo, que deveria ser usado inicialmente em palm tops, para outros usados em netbooks, mais adequados para a quantidade de dados gerada pelo trabalho. De acordo com Menezes, o software passa constantemente por evoluções a fim de que não se torne obsoleto. A agente de negócios destaca que a utilização do programa é simples e demanda pouco tempo de treinamento. Já a implantação depende de como a contratante deseja que o procedimento aconteça: se a instalação for completa, um profissional vai à cidade e toma todas as providências, inclusive o cadastro dos produtos, levando um pouco mais de tempo.

 

Governo Anastasia: Revista do Arquivo Público Mineiro debate Acervos Digitais e Preservação da Memória

Um espaço para homenagear José Pedro Xavier da Veiga, fundador do Arquivo Público Mineiro, e criar um debate sobre a relação dos Acervos Digitais e Preservação de Memória. Essas são as principais linhas da nova edição da Revista do Arquivo Público Mineiro, instituição vinculada à Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (SEC), lançada nesta terça-feira (16), na Academia Mineira de Letras.

A edição, relativa ao primeiro semestre de 2010, janeiro a junho, traz 12 textos que abordam questões sobre processos de manutenção e recuperação da memória cultural, ao longo da história. O lançamento da publicação está sendo realizado em novembro em decorrência das restrições impostas pelo período eleitoral.

Criada há 114 anos, a Revista do Arquivo Público Mineiro (RAPM) tem cumprido sua missão com a publicação de ensaios, instrumentos de pesquisa e documentos pertencentes ao acervo da instituição, prestando serviços inquestionáveis à pesquisa. A RAPM é referência para consulta de pesquisadores interessados nos mais diversos temas da história de Minas Gerais.

A edição

A Revista traz o editorial Acessibilidade à informação e pesquisa, por Maria Efigênia Lage de Resende, a superintendente do APM; além dos textos Uma visão de Minas Gerais no contexto do Império Lusitano, de A. J. R. Russell-Wood; Os desafios da revolução digital, também de Maria Efigênia Lage de Resende; Uma experiência pioneira com acervos judiciais, de Ivan de Andrade Vellasco; As múltiplas faces da devassa, de André Figueiredo Rodrigues; Uma janela para o mundo, de Maria Marta Araújo; Disseminação da cultura em meio digital, de Paulo Miguel Fonseca e Vinícius Pontes Martins; Acervos portugueses on-line, de Anabela Borges Teles Ribeiro; Tensões e controvérsias em torno da lei, de Ana Rosa e Cloclet da Silva; Pegadas indígenas no acervo do APM, de Adriano Toledo Paiva; Acesso livre à informação pública, de Emerson Nogueira Santana; Uma plataforma de pesquisa amplamente disponível, de Flávio Augusto Rocha Bertholdo e Uma bandeira socialista em Minas Gerais, de Raquel Aparecida Pereira.

A edição também conta com seis trabalhos lançados em 2009 e que abrangem temática variada e abordagens inovadoras que enriquecem a bibliografia sobre a história de Minas Gerais.

 

Governo Antonio Anastasia inaugura em Itabirito 1º trecho da Trilha Real

Uma caminhada de cinco quilômetros inaugurou, nesta sexta-feira (12), o primeiro trecho da Trilha Real, em Itabirito, região Central de Minas Gerais. O trecho percorrido vai da Ponte da Bacia até a Ponte Ana de Sá, no distrito de Acuruí, e integra os primeiros 38 quilômetros sinalizados da Trilha Real, de um total de 138 quilômetros.

O percurso inicial margeia o rio das Velhas, atravessa matas de galeria, em uma altitude próxima a mil metros, e proporciona uma bela vista da Serra do Capanema, divisor de águas das bacias do Doce e São Francisco. O caminho é plano e o viajante pode apreciar uma pequena cachoeira e uma fazenda centenária, a Fazenda dos Fonseca.

Por este caminho, rota de tropeiros e desbravadores em busca de ouro no período colonial, já passaram os historiadores Saint Hilaire, que menciona a Fazenda dos Fonseca em sua obra, e Richard Burton, além do imperador Dom Pedro I.

secretária de Estado de Turismo, Érica Drumond, e o vice-prefeito de Itabirito, Rildo Xavier, lideraram a caminhada inaugural, que contou também com a presença do presidente da Associação do Circuito do Ouro, Ubiraney de Figueiredo Silva.

“A Trilha Real é uma forma de materializar a Estrada Real, que é um grande destino turístico internacional. Estes primeiros 38 quilômetros correspondem a um projeto piloto que poderá servir de referência para que a iniciativa privada e os prefeitos possam se apropriar do projeto e ampliar a sinalização em toda a estrada”, afirmou Érica Drumond.

Para a secretária, “A Trilha Real poderá ainda ser um atrativo singular para a Copa de 2014, tendo em vista que as caminhadas de grande percurso são hoje uma tendência internacional”.

Essa região foi escolhida pela proximidade de Belo Horizonte e de Ouro Preto, grandes destinos indutores. “As características naturais, relevo, vegetação, marcos geográficos, como os picos do Itacolomi e Itabirito, além do Rio das Velhas justificaram a escolha do trecho pioneiro”, explica o consultor da Impactur, Marcelo Alcântara Prates. A empresa foi responsável pelo diagnóstico e plano de implementação e sensibilização das comunidades.  “Os moradores são muito acolhedores e a Trilha Real pode significar melhoria na qualidade de vida dessa população”, completa Alcântara.

A iniciativa está inserida no Projeto Estruturador Destinos Estratégicos e tem o objetivo de diversificar a oferta turística no Estado.

Trilha Real

Na Trilha Real, o viajante pode percorrer o trecho com segurança e tranquilidade, podendo fazer o percurso sem o acompanhamento de um guia especializado, já que a estrada é autoguiada e a sinalização é especial e interpretativa. A trilha possui 138 quilômetros, divididos em sete percursos de 20 quilômetros aproximadamente. Ela corta os municípios de Ouro Preto, Ouro Branco e Itabirito.

A sinalização turística foi elaborada de acordo com os padrões internacionais e trabalhadas a partir de três tipologias de placas: indicativa do caminho, temática (interpretativa) e complementar (informativa), prezando pela segurança do caminhante, orientando o percurso e identificando fatores de risco.

A primeira etapa do projeto foi concluída e consistiu na conceituação da trilha, estudo de mapas, georreferenciamento e banco de imagens de atrativos e equipamentos turísticos locais, traçando um mapa da infraestrutura turística da região.

A Prefeitura de Ouro Preto dará sequência ao projeto e, para isso, já assinou convênio com a Secretaria de Estado de Turismo (Setur). As licitações para a próxima etapa, sinalização turística e intervenções físicas em mais 46 quilômetros, serão abertas ainda este ano.

Novo jeito de caminhar pela história de Minas Gerais

A Trilha Real é uma oportunidade de reviver os caminhos mineiros por onde passaram bandeirantes, escravos e tropeiros. Além de conhecer os pequenos vilarejos do período colonial brasileiro, o viajante desfrutará de belas paisagens.

A trilha permeia várias áreas de conservação, como o Parque Ecológico de Itabirito e o Parque Estadual do Itacolomi e o recém criado Parque Estadual Serra do Ouro Branco. Os caminhos vão desde as margens do Rio das Velhas até os campos rupestres emoldurados pela Serra do Espinhaço, Reserva da Biosfera de Minas Gerais.

 

Jovens e adolescentes da Fundação Educacional Caio Martins visitam Plug Minas

Jovens e adolescentes da Fundação Educacional Caio Martins (Fucam) visitaram, entre 27 de outubro e 3 de novembro, os núcleos do Plug Minas. O programa, um centro de formação e experimentação digital, está localizado na região Leste de Belo Horizonte.

Durante as visitas, os jovens receberam orientações sobre o projeto, dialogaram com os jovens do programa e admiraram a exposição Maratona Fotográfica – Um olhar sobre a região Leste, um olhar sobre o mundo. Além disso, eles puderam conhecer os núcleos Amigo do Professor, Caminhos do Futuro, Valores de Minas, Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia, e Inove – Jogos Digitais e Empreendedorismo Juvenil.

Segundo o presidente da Fucam, Cloves Benevides, a visita ao Plug Minas, projeto de excelência em gestão educacional, possibilitou aos jovens troca de experiências, afinamento de habilidades e interação social.

Plug Minas

O Plug Minas, projeto coordenado pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC), é um centro de formação e experimentação digital onde jovens de 15 a 24 anos, estudantes das escolas da rede pública do Estado, desenvolvem competências para lidar com os mais variados aspectos da tecnologia e da cultura digital. Por meio do programa, eles têm acesso irrestrito às redes e autonomia para produzir informação, arte e cultura.

O objetivo é promover a apropriação dessa cultura pelos jovens, para que cada um se coloque no mundo como protagonista de sua própria trajetória e possa usufruir do direito ao trabalho, à educação e à participação.

 

Artesanato do Vale do Jequitinhonha ganha espaço em exposição em São João del-Rei

A partir da próxima quarta-feira (20), os visitantes e turistas que estiverem em São João del-Rei, na região do Campo das Vertentes, terão a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história dos artesãos do Vale do Jequitinhonha.

A exposição O Barro que Encanta será realizada no Centro Cultural da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Solar da Baronesa. O evento é promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), por meio da Superintendência de Artesanato, em parceria com o Centro de Artesanato Mineiro (Ceart), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MG) e a Usiminas.

A exposição está inserida dentro da programação do Congresso Nacional de Técnicas para Artes do Fogo 2010, que pela primeira vez será realizado em Minas Gerais. “Acredito que a escolha do local foi em função da tradição do artesanato mineiro e da inclusão dos cursos Arquitetura, Música e Artes Aplicadas na UFSJ”, comenta a superintendente de Artesanato, Maria Amélia Dornelles.

A superintendente de Artesanato explica que o principal objetivo da participação da Sede no evento é proporcionar boas oportunidades aos artesãos de comercializarem seus produtos. “Estamos nessa feira com uma curadoria chamada de social, levando cerca de 600 peças que serão comercializadas”. De acordo com Maria Amélia, “na maioria das vezes, os artífices apenas participam do processo de produção sem atuar diretamente na venda de seus trabalhos”.

As peças de artistas como Dona Izabel, de Santana do Araçuaí, Zezinha, de Coqueiro Campo, Ulisses Pereira, de Caraí, e Ulisses Mendes, de Itinga, estarão reunidos na exposição que revela uma das grandes identidades culturais do Estado.

A exposição O Barro que Encanta também irá proporcionar aos artesãos participantes uma troca intensa de experiências. “Durante todo o período, os artífices do Vale do Jequitinhonha terão contato com ceramistas de diversos lugares do Brasil, podendo, dessa forma, conhecer de perto outras técnicas e habilidades do artesanato brasileiro”, finaliza Maria Amélia.

Serviço:

Evento: Exposição “O Barro que Encanta”

Local: Centro Cultural da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Solar da Baronesa

Data: 20 de outubro a 15 de novembro

Horário: Diariamente, das 8h às 20h

Entrada franca